domingo, maio 01, 2005

O mistério do blogueiro desaparecido!

O post anterior não foi um acto de indolência, bem pelo contrário, pretendi tão somente testar a vossa adesão ao imaginário do “Exacto”e creio que consegui. Mas essa iniciativa tem móbil mais vasto, eventualmente impossível.
Vou iniciar aqui um conjunto de posts a que chamarei “O mistério do blogueiro desaparecido!”. Vou escrever o início, vários “intermezzi” e o final dessa história.
Conto com a vossa participação na escrita do conto. Assim, basta colocarem nos comentários a continuação da sequência que tiver sido apresentada. Reservo-me o direito de escolher entre os vossos comentários aqueles que entender estarem mais próximos do espírito da narrativa. Vamos fazer disto uma experiência gira, apela-se à imaginação e qualidade do verbo!


Índice: 1, 2, 3, 4


Não seriam duas horas da manhã. Ricardo, cansado de uma directa involuntária, teclava freneticamente um novo post. Iniciara-se nisto dos blogues há uns meses, hoje não o teria feito. Parou por uns momentos, limpou o suor da testa com a manga da camisa e, num gesto automático, acendeu mais um cigarro. O cinzeiro não mentia, há várias horas que ele não saí dali. Entre as beatas encontravam-se marcas de mulher, batom esquecido nos filtros de outra marca. Olhou o monitor perdidamente enquanto lançava uma baforada emanada dos confins dos seus pulmões. “Porque razão me meti nisto?!”, pensou. Não era um internauta vulgar, escrevia em 3 blogues, todos diferentes, todos necessários, hoje mais do que nunca. O tempo escasseava, o relógio não mentia e Ricardo sabia que o desfecho seria brutal, implacável. Sabia ainda que é ténue a fronteira entre o real e o virtual; explorara essa dicotomia até ao limite, até os outros cederem. Era um manipulador inato, sensual, insinuante, sem interesse maior do que o seu próprio prazer. Só o confronto de ideias o fascinava, sentir no outro um par; os desafios, esses, era ele que os criava. Contudo, hoje é ele a vítima, o acossado.
(João Mãos de Tesoura)

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