quarta-feira, novembro 01, 2006

Mendigo


Escravo me confesso,
nego sorrir ou olhar
este tempo que me foge
entre luas e opostos.

Ah! engodo,
sedutor errante
na dor e ilusão,
sonho que me desperta
deste passado breve.

Ó trapézio incerto
que me recortas o destino,
não quero herança,
sou mendigo, basta-me
por tesouro o ar
que em mim respiro.






Nota 1: este poema deve dar direito ao subsídio de invalidez...

Nota 2: o poema falado... uma desgraça nunca vem só!

16 comentários:

re21 disse...

Ganda poeta ;)

Andreia do Flautim disse...

lol, achei piada à nota de rodapé!

mfc disse...

Continuas em forma, quer pelo bonito poema, quer pelo humor das notas!

Naeno disse...

Exacto,

è isso, o poema é muito bonito. Li outros e vi a tua sensibilidade de um poeta dos bons.

Tenha parte da paz do mundo
e um abraço de minha parte.

Naeno

pequenita (quando o teu corpo e o meu) disse...

Entre o corpo de uma mulher
E o de um homem
Há mais mistérios do que
O céu e a terra
Poderiam imaginar.

Kisssesssss pequenita

Tiago Guedes disse...

O poema está sem duvida bom de ler e bom de sentir.
Pessoalmente nunca gostei de poemas falados...
Obrigado pelo comentario!
Vou passar por aqui mais vezes sem duvida.
Abraço

Periférico disse...

Não sei se os serviços sociais já são assim tão sensíveis à Poesia... ;-)

Um abraço

Eli disse...

Sonha!

:)

pinky disse...

somos todos mendigos errantes...

Thiago Forrest Gump disse...

Por falar em poema, foi através de uma Constituição Indiana que ficou famosa a frase: "não se deve bater numa mulher nem com uma flor."

:D

Thiago Forrest Gump disse...

Obs: é que uma constituição deles, tempos atrás, era toda em forma de poema para garantir que o povo aprendesse decorando e não errasse com o próximo. lolol

Natalie Afonseca disse...

Oláaaaa!!
Também eu tenho um poema sobre os mendigos!!
SE tiveres curiosidade, está num dos arquivos!!:P

Adorei ler-te!
Muito bom o poema! :)

Biejinhos:)

naoseiquenome usar disse...

E é mesmop o bastante, ser-se mendigo assim, donos do ar que respiramos, do ar que transportamos, do ar que transpiramos...


Um abraço.

João Mãos de Tesoura disse...

re21: poeta no sentido de lírico! ;)

andreia: só essa sobrevive! :D

mfc: e tu continuas exagerado! :D Obrigado!

naeno: ficou-me a sensibilidade, falta-me o resto! :)
Abraço

pequenita: a sério? Conta! :D
Kisses

tiago: eu gosto de poemas falados quando bem declamados, mas compreendo-te perfeitamente... nem ouças o meu! :D
Abraço

periférico: mau, e como compro agora a medicação? :D
Abraço

eli: quando acordar! :D

pinky: no final do mês... :D

thiago: curioso! Mas já os chineses dizem, "bate todos os dias na tua mulher, podes não saber o porquê mas ela saberá!". :D

natalie: se o encontrar leio-o!
Beijinhos

naosequenomeusar: bem visto, gostei! :)
Abraço

:

:

:

Woman disse...

Subsídio de invalidez? Não duvides, até para quem o divulga. ;)

Um beijo grande :)

João Mãos de Tesoura disse...

woman: obrigado pela compreensão! :D
Beijo