segunda-feira, setembro 24, 2007

Arritmias...

Trabalho árduo é aquele que nos obriga a passar pela casa de banho, antes de irmos para casa, só para pôr Brise debaixo dos braços...



Sim, a piada é parva, mas é minha!!

sábado, agosto 18, 2007

Fêlicidádji

Decide de acordo com a tua inconsciência!



Não há contradições, só hesitações!

terça-feira, agosto 07, 2007

Pensamento errático

Somos feitos com o que os outros deixam em nós. Basta-nos criar as oportunidades!


Secret

O Segredo, livro de auto-ajuda, pertence a um género que detesto, pois acredito que a maioria dos autores deste tipo de literatura explora a desgraça alheia da pior forma, vendendo o milagre fácil, o sucesso e a felicidade em fórmulas tão simples que só alguém isolado da realidade pela depressão ou desespero as poderia comprar.

Em resumo, o livro anuncia: deseje, pense, tenha! Como se tudo na vida fosse possível, como se tudo estivesse ao nosso alcance. Contudo, acredito que nada se obtém sem se tentar e o que vale a pena obriga a luta. Assim, reformulo o enunciado para algo mais tangível, embora menos apelativo: deseje, pense, tente!

Contudo, não vale a pena estar sempre a tentar se não houver resultados. Um dos segredos da vida é desistir, sobretudo desistir de quem de nós desiste. Essa é uma lição da vida, de todos, sem excepção, mas que em alguns casos é esquecida pela repetição.

É caso para se dizer: alguém tem uma parede para se bater com a cabeça? Ok, ok, a solução pode não ser expedita, mas substitui a dor de cabeça, ou não?


Descubra o erro na foto!

Solução: quando quiseres bater com a cabeça na parede, não uses a tua!

terça-feira, julho 31, 2007

BUG

Já passava da hora, mas tinha combinado e ia cumprir. O fim-de-semana não tinha sido famoso, bem pelo contrário, pelo que a animação era bem vinda. O filme, esse, era completamente estranho para mim. Não li nenhuma crítica, nem tinha amigo que o tivesse visto.

O Corte-Inglês não fica longe da minha casa, mas o dia de trabalho não me queria libertar. Cheguei atrasado, felizmente ninguém me fez reparo.

O filme começou com imagens esgotadas no tempo e detalhe, como se o realizador nos quisesse aprisionar a um quarto de motel. A peça de teatro foi-se adensando num jogo de sedução e dependência, terminando na paranóia, no absurdo. Um desempenho magistral dos actores, em particular de Michael Shannon.

Um filme a que é impossível ficar indiferente, um inferno construído em desequilíbrios, sugestão e manipulação. Um filme que vai dar que falar, mas que só deve ser visto por quem não temer sentir a esquizofrenia de outros numa violência visual e sonora que nos obriga a desviar o olhar do ecrã.



Entre a normalidade e a loucura mora a oportunidade...

segunda-feira, julho 02, 2007

quinta-feira, junho 28, 2007

quinta-feira, junho 21, 2007

Let's dance!

Vivemos numa sociedade que valoriza tanto a juventude, mas tanto, que depois dos 18 a única coisa que muda são as rugas...



Giro, giríssimo!

sexta-feira, junho 08, 2007

Indecisão

Isto precisa de uma limpeza!



Por onde começo, Mãos de Tesoura?


Nota: para evitar conflitos dividi o meu cérebro em dois e o meu coração em quatro, já que este último me dá muito mais trabalho...

quarta-feira, junho 06, 2007

Rebajas

Recuerda que en rebajas el consumidor sigue teniendo los mismos derechos que le asisten como tal en temporada normal...



E depois dá nisto...

Sarna...

A consistência é a espinha dorsal dos políticos. As eleições da câmara de Lisboa prometem.

Para já, fiquei a saber que o BE tem 9 assessores para um vereador, 6 a tempo parcial. Estou preocupado; Sá Fernandes e nove assessores podem parar Lisboa...

Lisboa pára, mas há quem afiance que ele não pára...



Sou virgem, púdica, um poço de virtudes!

sábado, junho 02, 2007

Oops!

Será que a Microsoft se antecipou à Apple?



When dreams come true!


Nota: abram este site e assistam à revolução! Microsoft surface...

sábado, maio 26, 2007

Imbecis

Este vídeo explica bem porque sou contra todos os regimes muçulmanos, todos!



Alguns morrem assim...


Nota: falei dos regimes e não da religião!

segunda-feira, maio 21, 2007

Amor-ódio

O homem tem com a moto uma relação de amor-ódio. O amor constrói-se com a adrenalina, com a liberdade. O ódio resulta da decepção, do engano. Este último visitou-me. Um furo lento fez-me perder a trajectória em curva, sacrificando-se a moto por lesão maior que me ocorresse.



Sobrevivi ao insólito e o desejo de nova amante instalou-se. Não, não é loucura, pois loucura é negar o inevitável. Quando se ama não há razão, só vontade!

A decisão é difícil. Ou opto por uma jovem temperamental, bonita de encher o olho...




... ou resigno-me a uma cota onde o engano é improvável.




O amor dá muito trabalho!

quarta-feira, maio 09, 2007

Neuro Lógico

Um amigo, que não falava comigo há muito, telefonou-me:

- João, andas desaparecido, estás com a Neura?
- Estou... tens alguma coisa contra as brasileiras?


Nadador-salvador...

... uma vida de Neuras...

sábado, março 03, 2007

OPA Cidade

Muito ao jeito de uma “press-release”, pois o tempo escasseia, vou aproveitar para analisar o falhanço da OPA da Sonae.com sobre a PT.

  1. Accionistas de referência com menos de 10% do capital governam a PT.
  2. O Conselho de Administração (CA) da PT não expressa o capital disperso em bolsa.
  3. A Sonae desencadeou a maior operação de bolsa de sempre em Portugal.
  4. A OPA demorou mais de um ano...
  5. O CA da PT esteve sempre mais preocupado em defender os valores instalados do que o valor da empresa. Inicialmente disse que o preço (9,5 €) da Sonae era baixo. Após o aumento da oferta da Sonae para 10,5 € continuou a achar o preço baixo. Contudo, perante a ameaça, propõe um pacote de remuneração aos accionistas verdadeiramente faraónico. A lógica, não se criando valor, é comprar acções a um valor astronómico (11,5 €) e repartir 5,7 mil milhões de euros em dividendos. Tudo isto com o pêlo do cão, i.e. desnatando a empresa, pois não se conhecem projectos que possam enriquecer a empresa no curto prazo e sabe-se que esta terá de alienar activos (separar redes, etc.). A Sonae, perante tal cenário, contrapõe com as mesmas regalias de dividendos mas mantendo as acções a 10,5 €. Pretendendo ficar com somente 60% do capital da sociedade, a distribuição de dividendos seria menor e mais racional, uma vez que a Sonae prescindia deles durante os primeiros 5 anos de actividade.
  6. A PT tem os estatutos blindados, i.e. os direitos de voto dos accionistas estão limitados a dez por cento do capital, mesmo que detenham uma percentagem superior no capital. A Sonae, mesmo que obtivesse a maioria do capital, necessitava de desblindar os estatutos para governar a PT. Dos direitos de voto que participaram na assembleia-geral (67% do capital da PT), 43,9% votou a favor da desblindagem, 46,58% votou contra e 9,52% absteve-se. A Sonae perdeu com 48,5% dos votos expressos contra 51,5%.
  7. O Estado agiu como Pilatos; com uma mão (CGD) não permitiu a desblindagem dos estatutos, com a outra absteve-se de votar por não ser necessário quórum...
  8. Conclusão: O País perdeu em três frentes.
    A primeira prende-se com a transparência. A OPA morreu na secretaria sem ter ido ao mercado, não deixando assim os accionistas mostrarem se estavam dispostos a vender.
    A segunda resulta da necessidade de vitalidade na bolsa para dinamizar a economia.
    A última, a mais grave, resultará na desvalorização irremediável da PT. Os accionistas vão perder dinheiro, em particular os que não têm intervenção na governação da empresa. Os trabalhadores também perdem; as medidas anunciadas obrigam a um emagrecimento da estrutura maior do que qualquer sinergia que a Sonae pudesse introduzir.
    O Estado errou, a PT continua governada por um pequeno grupo de accionistas sem visão estratégica para a empresa. A PT está agora mais exposta a uma OPA hostil por centros de decisão transnacionais, tanto pelo preço como pela debilidade estratégica. Não se ganham duas batalhas seguidas...
    A Sonae ganhou, Belmiro de Azevedo mostra visão, capacidade e aversão ao risco. São estas características que fazem dele um grande empresário e não um mero gestor. Pode-se gostar ou não do estilo, mas temos de reconhecer que há poucas pessoas com coragem de concorrer contra o sistema...

sábado, fevereiro 03, 2007

Receita

Uma amiga minha pôs o namorado em banho-maria.
Ele adorou o banho e fugiu com a Maria...



Fogo? Fogo é isto...

Ácido

A Associação Nacional de Professores vai criar um observatório de avaliação do Governo. Ainda não se sabe se vão ser dadas aulas num estabelecimento de ensino público ou explicações ao domicílio. O que se sabe, seguramente, é que muitos professores não sabem a matéria...


sexta-feira, novembro 10, 2006

Imperdível

Porque me apetece fazer-vos rir, deixo-vos três momentos imperdíveis.

- Relato numa rádio espanhola de algo verdadeiramente inverosímil. Spanish Radio!

- Ricardo Araújo Pereira no seu melhor, mesmo quando é marialva!



Quem ri não tem medo de mostrar os dentes!

quarta-feira, novembro 08, 2006

Eureka!

O novo Internet Explorer 7 da Microsoft é uma maravilha. Entre as muitas novidades, desaparecem os irritantes links que se iam acumulando na barra do Windows à medida que abríamos novas janelas. Agora tudo é feito dentro do browser. Com vários "tabs" podemos facilmente saltar entre páginas diferentes, mantendo a barra de ferramentas mais limpa de ruído. Por outro lado, e esta vantagem é abissal, surge uma nova opção (Quick Tabs). Clicando neste ícone podemos ver no browser as páginas abertas como se tratasse do powerpoint a apresentar vários slides em simultâneo. Fantástico. Quem quiser experimentar pode fazer o download aqui.





Nota: para garantir que mesmo os pop-up abram dentro do mesmo browser, vão a Tools (ferramentas), entrem nas Internet Options (opções) e, no General (Geral), seleccionem nos Tabs (pastas) os Settings (definições). Parametrizem tudo ao vosso gosto e já está!

terça-feira, novembro 07, 2006

Prós e Contras

No programa de ontem de Fátima Campos Ferreira, Teixeira dos Santos esmagou a concorrência. De forma clara, simples, elucidada, explicou o que se fez e o que se fará ao nível das finanças, e desmontou as armadilhas de Medina Carreira e Octávio Teixeira, verdadeiros Velhos do Restelo. Brilhante! Um verdadeiro gentleman com sangue de político, no melhor dos sentidos. Terá brevemente na rua a contestação da Função Pública, representada por sindicados que brandam argumentos que só convencem os afectados mas não a população em geral. E se na implementação de reformas se cometem injustiças, podemos dizer que este esforço é justo no essencial, havendo, isso sim, uma falha clara de comunicação das políticas orçamentais para que parte das dúvidas e angústias se dissipem. Surge agora, oportunisticamente, uma oposição que insiste numa reforma mais radical. Contudo, ninguém foi tão longe e de uma forma tão frontal, honesta e competente. De Cavaco a Guterres vimos crescer a dívida pública com a criação de regalias absurdas ou com a admissão de funcionários desnecessários. Pagamos agora esta factura. Vejamos os números mais recentes:



Como sabemos, ao longo dos anos a contabilidade do Estado tem sido mascarada com habilidades que agora são evidentes; abusou-se das receitas antecipadas e das extraordinárias. O endividamento do Estado era em 2005 de 94 mil milhões de euros. Se transportamos este valor para uma população de 10 milhões de pessoas, havia uma dívida pública (1) de 9.400 euros por habitante. Se isto não é uma herança pesada, então não sei o que será uma má herança!
Analisemos a evolução das rubricas entre 2005 e 2007, sendo certo que este último orçamento ainda é previsional. Acredito, contudo, que se cumpra.
A despesa, embora aumente em valor absoluto, diminui em valor relativo (de 47,8% para 45,4%), i.e. gastamos menos em função do que ganhamos. Falamos aqui de contenção.
A receita, embora aumente, mantém o mesmo peso (41,7%) no PIB (2). Assim, o Estado exige da sociedade o mesmo esforço para a colecta de receita que exigia em 2005. Números são números!
Naturalmente, sendo a despesa maior do que a receita ao longo dos anos, o que justifica a dívida pública, o saldo anual (diferença entre a receita e a despesa) é negativo. Contudo, o défice, embora aumente em valor absoluto, diminui drasticamente em valor relativo (de 6% para 3,7%). Vamos no bom caminho.

Conclusão: o País tem uma dívida muito complicada que cresce a cada ano que passa. Nos últimos dois anos este crescimento tem arrefecido, o que é um sinal claro de contenção. Nenhum País ou empresa sobrevive com défice elevado, sobretudo porque é necessário financiar a dívida e, assim, pagar juros a terceiros. O peso do Estado na Economia é monumental, representando quase metade da riqueza de Portugal. Este valor prende-se, por um lado, à estrutura sobredimensionada do Estado (recursos humanos, imobiliários, etc.) e, por outro, à lógica do Estado Providência (é o Estado que garante ao cidadão grande parte das suas regalias sociais).
Temos de ser realistas, o País só é competitivo num mercado global se for ágil e se dinamizar o investimento. O contrário traduz-se em menor poder de compra, mais falências de empresas, maior desemprego, em suma, maior exclusão social. São tempos de sacrifício e não devemos confundir direitos adquiridos com regalias perpétuas. Se não dermos o exemplo, se não fizermos todos um esforço, serão as futuras gerações a pagar os nossos devaneios. Exige-se responsabilidade nas reivindicações sociais, é necessária uma cidadania consciente. À frente das ideologias está a panela; são necessárias reformas estruturais, pactos de regime e muito trabalho!


"Dou a vida pela minha missão!"

Não sou socialista nem católico, mas vou a Fátima colocar uma vela por este gajo!


(1): como se financia a dívida pública se o Estado não consegue ter lucro, i.e. uma vez que as despesas são superiores às receitas? Esgotados os impostos (directos e indirectos) no saldo anterior, o Estado socorre-se da emissão de Obrigações do Tesouro, Bilhetes do Tesouro e Certificados de Aforro, podendo ainda recorrer à linha de crédito Euro-Commercial Paper e, excepcionalmente, à emissão de instrumentos de médio e longo prazo em moedas não-euro.

(2): O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores financeiros) de todas as riquezas finais produzidas numa determinada região ou parcela da sociedade (cidades, concelhos, país, etc.), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). Para os efeitos desta texto o PIB diz respeito a Portugal. A variação do PIB permite-nos avaliar a evolução da economia. De 2006 para 2007 prevê-se um crescimento real do PIB em 1,4%.



Nota: quem tiver interesse por estas questões pode consultar o Orçamento de Estado para 2007.

Let's dance

Nos alucinantes anos 70 não se fez só uma revolução. De facto, esse período ficará indelevelmente marcado pela música. E não falo da intelectual, mas antes do Disco Sound. A alegria, o ritmo, a utilização de sintetizadores e de vozes em falsete introduziram um novo paradigma na música. Nunca se dançou tanto, nunca se vestiu tão mal. O cinema aderiu à folia e disseminou novos estilos, passando por Saturday Night Fever até Flash Dance. Tudo culminou no Break Dance, tecnicamente difícil mas que ainda hoje impressiona quem o vê. Para recordar deixo o meu Top 3, ainda que as músicas não sejam "do meu tempo".

1 - Let's Groove (Earth, Wind and Fire)
2 - Just An Illusion (Imagination)
3 - We Are Family (Sister Sledge)





Nota: quem se lembra das festas de garagem só com um candeeiro coberto por celofane? O disco, esse, era sempre o mesmo. Quando acabava, quem estivesse mais próximo puxava a agulha para o início e a história repetia-se até que os pés doessem. O estilo era invariavelmente slow...

segunda-feira, novembro 06, 2006

Great Vodka

Dois amigos encontram-se:
- O que tens feito?
- Casei-me?
- Com quem?
- Uma ucraniana!
- Ela fala português?
- Não! Precisava de uma mulher que não me respondesse...



Quando nascer vamos chamar-lhe Vodka...


Nota 1: Está explicada a emigração...

Nota 2: Aproveitem! Aqui as mulheres podem responder...

Nota 3: Esta piada é fruto da ainda ténue emancipação do homem...

quarta-feira, novembro 01, 2006

Mendigo


Escravo me confesso,
nego sorrir ou olhar
este tempo que me foge
entre luas e opostos.

Ah! engodo,
sedutor errante
na dor e ilusão,
sonho que me desperta
deste passado breve.

Ó trapézio incerto
que me recortas o destino,
não quero herança,
sou mendigo, basta-me
por tesouro o ar
que em mim respiro.






Nota 1: este poema deve dar direito ao subsídio de invalidez...

Nota 2: o poema falado... uma desgraça nunca vem só!

terça-feira, outubro 31, 2006

Prós e Contras

A questão da despenalização do aborto até às 10 semanas está na ordem do dia. Os defensores do SIM e do NÃO têm as suas razões. Ambos apresentam contradições, nenhum tem a verdade absoluta. Se não vejamos:


Contradições do NÃO:
- Defendem que desde o momento em que um óvulo é fecundado passa a haver vida. O aborto é assim contranatura. Contudo, abrem-se excepções para a violação, mal formação ou perigo de vida da mãe. Neste último caso, a contradição surge maior por se tratar da escolha entre duas vidas.
- A Igreja Católica, como outros credos, é parte interessada no problema. Defende o direito à vida, o valor da família e a prática do bem. Contudo, para os católicos a salvação obtém-se com o baptismo e não com a génese do ser.
- Discute-se a criação de condições para a diminuição das situações que levam as mulheres a abortar, mas a Igreja Católica não aceita os métodos "artificiais" de contracepção.
- Os defensores do NÃO afirmam que este referendo pretende liberalizar e não despenalizar o aborto. Preferem que uma mulher possa fazer um aborto sem ser criminalizada, mas sem a subvenção do Estado. Caberá ao médico, pago pela mulher, a opção final da intervenção. Liberaliza-se a decisão do médico e, assim, despenaliza-se a paciente.


Contradições do SIM:
- Não há entendimento quanto à determinação do início de vida. Se para o NÃO a vida biológica e a criação da consciência (o "eu") começam no mesmo momento (na fecundação do óvulo), já o SIM deixa espaço para dúvidas.
- São precisos dois para fazer um filho, mas a decisão final caberá sempre à mãe. Uma mulher pode optar por ter um filho independentemente da vontade do progenitor, mas um homem não a pode impedir de abortar mesmo que ele tenha condições objectivas para criar a prole.
- Uma mulher será despenalizada se o aborto for realizado até às 10 semanas. Um dia a mais e a mulher terá de responder perante a justiça.



Inconsistências de ambas as opções:
- Se uma portuguesa abortar em Portugal sem ser por uma das razões evocadas na lei será criminosa, na Holanda não será incomodada pois não há restrições. Ao invés, pode abortar em Portugal por ter uma criança mal formada, mas na Irlanda não. As fronteiras definem verdades distintas.
- Ambas as partes aceitam que o aborto não é uma opção desejável, mas nenhuma propôs a criação de condições objectivas para o acompanhamento da mãe se o fizer, nem para garantir o futuro da criança se a mãe optar por completar a gravidez. Qual o apoio à família, à adopção, etc.?
- Não há concordância quanto às estatísticas e, igualmente, faltam avaliações de cenários que nunca foram analisados; variação dos abortos após a despenalização, número de mulheres mortas ou infertilizadas pelos abortos clandestinos, número de crianças a quem foi garantida a vida e que tiveram apoio para subsistirem em ambientes saudáveis, etc.?
- O referendo está a ser politizado, criando colagens desnecessárias a questões do foro individual.


Conclusão: este não é um tema que se esgote em debates. Será somente a nossa consciência a determinar a nossa escolha. Contudo, não pode haver protelamento de decisões. O referendo do aborto está aí. Espero que o arbítrio não reflicta uma sociedade egoísta ou conservadora e que, qualquer que seja a opção, esta fique mais justa.



Já abordei este confronto aqui.


Nota: não comentem só que apoiam o SIM ou o NÃO. Justifiquem as vossas opções. É do confronto de ideias que se criam convicções!

domingo, outubro 29, 2006

Gato Fedorento

No programa de hoje confirmei o que há muito suspeitava, os Gato Fedorento resumem-se ao Ricardo Araújo Pereira. Pior do que não rir é ter pena, quase vergonha, do esforço inglório de alguns gatos que, decididamente, deviam seguir carreiras administrativas. Perdem-se grandes caixas bancários e, em casa, os portugueses sofrem as "prestações" de um "crédito" mal parado...



Gato por lebre...

Acidentes reincidentes

Pior do que ter tido maus professores é saber que eles ainda dão aulas...



Coitado do meu neto...

sexta-feira, outubro 27, 2006

Fazer Portugal

PRÓLOGO: Este não é um post fácil. A dificuldade prende-se com a distância crítica necessária à análise certa. Em política reage-se muito mais por emoção do que pela razão, sendo certo que poucos dominam as matérias que nos influenciam no dia-a-dia. E não falo só da população em geral, mas também dos políticos profissionais e, em particular, dos Media. Reagimos em função da informação disponível que nunca é completa nem precisa. Esta situação produz a maior manipulação, a especulação, que, não sendo intencional, enviesa a realidade e fornece solo fértil para o equívoco, para o erro na tomada de decisão.
Vivemos tempos difíceis. Não só em Portugal, mas num mundo em que a urgência de respostas a questões globais nos desvia dos ideais, da asserção dos valores que nos deviam guiar para um mundo melhor. Os problemas são elementares; fome, desemprego, violência, epidemias e defesa de direitos fundamentais. Importantes, mas elementares. Portugal não foge à regra e atravessa uma reforma profunda. Um processo técnico onde a evidência justifica a mudança, mas que não faz de nós pessoas melhores, antes portugueses com mais igualdade. Muitos dirão que sem pão não haverá fé, concordo, mas sei que sem fé não haverá futuro. Olhemos pois para o presente para adivinhar o futuro.

CONTEXTO: Não há desculpa que sobreviva ao tempo, contudo podemo-nos queixar do passado recente. Herdámos o proteccionismo saloio de um beirão tacanho. Perdemos um império e desgastámo-nos na conquista da liberdade, na procura da estabilidade social e na luta contra o analfabetismo. O país de hoje nada tem que ver com o de há 30 anos; temos um lugar diferente no mundo, um povo mais instruído e maior riqueza. Contudo fez-se ainda pouco, sentem-se as limitações de um país que tarda em afirmar-se.
Se mérito houvesse a reconhecer a este governo, o primeiro seria o de ter colocado o país a discutir Portugal. Não há sector que não seja falado e que não se sinta ter de ser alterado; assembleia da república, ministérios, institutos públicos, autarquias, tribunais, ministério público, forças armadas, forças policiais, hospitais, centros de saúde, escolas, liceus, universidades, ordenamento territorial, obras públicas, protecção civil, banca, media, turismo, sectores automóvel, mobiliário, têxtil, agrícola, etc. Tudo parece mal quando se fala dos outros, todos resistem à mudança quando se fala deles. As incoerências reflectem bem o medo do novo, do desconhecido, da perda de direitos controversos mas dos quais ninguém abdica. O homem é por natureza egoísta e nós não somos diferentes dos outros. Depois vem o pessimismo, esse fado que nos persegue nos maus e bons momentos. Adoramos o trágico, ocasião que nos desperta para a solidariedade. Não estamos moldados para o sucesso, desconhecemos a cultura do poder. Esta falta de ambição e liderança entre os melhores faz com que outros menos preparados nos ditem a nossa sorte. Se no poder central e nas grandes empresas encontramos alguma selecção, já nas autarquias e nas PME reina a mediocridade. E o drama não se prende só com as qualificações dos funcionários, mas sobretudo com a falta de visão e rigor das lideranças. Sabendo-se que a nossa economia é no fundamental o somatório destas actividades de baixo valor, percebe-se o que de muito há a fazer. Felizmente que a comunhão com a Comunidade Europeia produziu alguma osmose, mas não a bastante para nos aproximarmos dos melhores com a celeridade desejada. Depois vem a constante desresponsabilização, a noção de que um compromisso pode ser protelado. Vale-nos o desenrascanço, falhanço completo no planeamento a que chamamos virtude. Contudo não somos os piores, há quem minta para encobrir o insucesso ou ampliar o bom desempenho, basta-nos viajar pela Grécia e Irlanda para inferir outras razões.

CONCLUSÃO: Conhecemo-nos hoje melhor. Somos ainda um povo socialmente iletrado com exaltação dos direitos e sem a devida percepção dos deveres. Temos de mudar de atitude. O país precisa de humildade, trabalho, sacrifício e muita vontade de vencer. Não temos desculpa!


Temos de cantar de galo, mas primeiro precisamos de argumentos!


Flyer: Para quem teve paciência para ler o texto, deixo aqui esta prenda. Façam o download, vale muito a pena!