segunda-feira, outubro 16, 2006

Agora falo eu

A reorganização do blogue relembrou-me textos de que gosto. Decidi fazer o insano, vou da insónia ao silêncio.



Quando abrirem a página, cliquem no play ao lado do nome do poema!


Nota: eu sei que a experiência é muito má, mas tenho propensão para o exótico, to say the least...

domingo, outubro 15, 2006

Ajudas

Encontrei no blogue da Gotinha um comentário da Matahari que referenciava este portal. A iniciatíva da Carla Vieira de Faria é louvável. Tem um filho com paralisia cerebral, razão que a motivou a criar um portal para a oferta de brinquedos adaptados a portadores de deficiência. Visitem e divulgem!



Ajudas.com

Obikwelu

Nos blogues, como na vida, encontramos a prepotência. O tema prende-se com Francis Obikwelu. Não o admiro como atleta português, mas sim como atleta, ponto. As razões estão explicadas em comentário pois o tema não vale um post.
Acredito que discordem de mim. Ainda bem, este espaço é democrático! Digam o que quiserem, a asneira é livre, a minha também!


sábado, outubro 14, 2006

Classe e fica

Estou a organizar o blogue por categorias. Podem consultar os Temas no menu.
Está-me a dar imenso gozo recordar alguns posts, não que sejam de eleição, mas porque me relembram bons momentos.





Sons: sinto-me cada vez mais latino, com admiração pelos anglo-saxónicos, mas sem perder a emoção!

Portuguesa

A mulher portuguesa pode orgulhar-se, hoje não deve nada a ninguém! Poder-se-á dizer que não é proporcionada, que tem pernas curtas, que as nórdicas têm mais equilíbrio, blá, blá, blá! Nada mais falso, as novas gerações estão aí para o provar. Vestem-se melhor, pintam-se melhor, sorriem melhor, cativam mais. Bastou o Verão para que as dúvidas se dissipassem!



Modelos da Ellite Portugal.


Sons: Aproveitem o fim-de-semana para dançar! Se puderem dancem slows, acreditem que a moda vai voltar pois não há dança mais íntima! E para quem tem dúvidas sobre a voz deste senhor, rendam-se! O original em estúdio tem outra qualidade, que saudades do Freddy Mercury...

sexta-feira, outubro 13, 2006

Divina Ironia

Estamos equipados com cérebro e sentidos, ferramentas suficientes para identificarmos a complexidade e reconhecermos a nossa incapacidade para a interpretar. Haverá maior ironia, supremo gozo, do que a prova da nossa imbecilidade? Sobra-nos a amizade, o amor no seu estado mais puro, para acreditarmos que não há nada que nos falte que a possa superar.





Nota: penso que este post não foi percebido por todos. Eu não falo da estupidez do homem, nada disso! Falo, isso sim, da divina ironia, i.e. do facto de sermos capaz de olhar para as coisas, para a vida, para o universo e de sermos incapazes de explicar o fundamental com a nossa inteligência. Quem nos fez sabia que por mais que tentássemos nunca resolveríamos a suprema equação. Cada solução releva novas complexidades, fazemos parte de um jogo interminável. Não fosse a amizade e não teríamos nada que entendêssemos na plenitude.

quarta-feira, outubro 11, 2006

CGD

100% das pessoas prefere não pagar as prestações. Saiba como nos leilões da Caixa!





Nota 1: numa altura em que o crédito mal parado aumenta, a banca insiste em depenar os incautos...

Nota 2: acompanhar a imagem com esta música

Nota 3: por falar em dinheiro... Youtube, o maior site de vídeos do planeta, foi comprado pela Google por 1,6 mil milhões de dólares (cerca de 256 milhões de contos...). Os donos celebraram a venda com este vídeo... estes anormais ganharam num ano mais do que o Champalimaud ganhou em vida!

segunda-feira, outubro 09, 2006

Sogra, esse espécime magnífico

Em tertúlia ouvi várias piadas sobre sogras. Todos sabemos que elas são adoráveis, basta imaginar que a nossa mãe pode ser uma. Contudo, não resisto a deixar-vos duas provocações. Quem tiver sogras que aproveite!

A sogra não deve viver suficientemente perto para vir de chinelos, nem suficientemente longe para vir de malas...

A sogra deve ter dois dentes. Um para estar sempre a doer e outro para ser arrancado...



Por menos arde-se no inferno... chamem os soldados da paz.

És cultura

Foi com espanto que conheci a obra de Lorenzo Quinn. Este catalão está para a escultura como Dali esteve para a pintura. Subliminar e perfeição não são aqui adjectivos despiciendos. Poder-se-á dizer que tem um pouco de kitsch, whatever, é um deslumbre para a vista e para os sentidos.





Nota 1: a comparação com o Dali foi exagero meu, mas mesmo assim...

Nota 2: deixo-vos uma escultura de palavras, todas começadas pela letra M, obra do comediante brasileiro Chico Anísio.

Nota 3: e para terminar, a melhor voz portuguesa... mesmo considerando a da Amália! A opinião é minha e gostos não se discutem... pouco!

quinta-feira, outubro 05, 2006

Semanada

Odete Santos revelou à Sábado que em jovem escondia o Avante no soutien. O que é que ela ali esconderia mais?

O Público denunciou que Vera Sampaio, filha do ex-PR, foi favorecida com o lugar de assessora do ministro da presidência. Parece que se formou com 10 valores o que para assessor é ter excesso de habilitações.

Foi assaltada uma agência do BES em Setúbal. Ao fim de algumas horas percebeu-se que o assaltante era um homem de meia-idade. Pelas taxas e comissões impostas aos clientes chegou a suspeitar-se que o sequestrador era o Banco.

Foi apresentado no ministério da Saúde o plano de racionalização das urgências. Estas serão centralizadas, os doentes não.

Souto Moura revelou à revista Tabu que lhe armaram muitas ratoeiras. Ao que consta tropeçou em todas.

Segundo a Sábado, Cavaco Silva está viciado na internet. A presidência é um part-time.

Lula passou à segunda volta das eleições presidenciais com novos apoios questionáveis. Parece que Lula é da família do Polvo.

Para os ingleses, as mulheres com pernas 1,4 vezes maiores do que o tronco são perfeitas, já os homens têm de ter a mesma proporção para atingir a perfeição. Para os portugueses, sinceramente, os portugueses não reparam em nada que esteja abaixo do busto!

Um dos Nobel da medicina é neto de açorianos, Craig Mello. A descentralização dos portugueses colocou cérebros em todo o mundo. A centralização criou-nos o défice!



Eh pá! A sério?


Nota vocal: Quando as vozes se levantam desaparecem os instrumentos! A principal razão para se aprender a tocar um instrumento é não se ter voz que o acompanhe. Deixo-vos aqui vários exemplos. Começo pelo Requiem de Mozart e passo de seguida para o Bobby Mcferrin que tem, na minha modesta opinião, as melhores cordas vocais da actualidade. Podemos vê-lo a acompanhar um violoncelo. Aqui numa adorável paródia com o Grupa Mokarta. Por fim, acompanha um violino no Bumblebee, speechless! Não resisto a deixar uma última curiosidade, a imitação perfeita de uma caixa de ritmos.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Telefonema improvável

- Boa tarde, Call Center do Ministério da Saúde...
- Olhe, tou aqui à porta do Centro mas tá fechado?
- O Centro de Saúde?
- Acha qu'eu quer'o Recreativo ó criatura?
- Às 4 da manhã estão quase todos fechados minha senhora, mas em que povoação é que está?
- Povoação? Vossemecê tá'chamar povoação ó Fundão, a capital da fruta?
- Minha senhora, só estou a tentar ajudar...
- Olha m’este, eu aqui afrontada c’u jantar e ele na palheta!
- Como?
- Ande lá, ande lá, onde posso ir?
- hmmm... a esta hora só mesmo em Coimbra, Lisboa ou Badajoz...
- E quem paga o táxi? Querem ver qu'o meu marido fica p’ra viúvo? Ó homem de Deus eu preciso d’um médico!
- E eu de férias...
- Havia d'eu tar aí que não precisava d’as pedir! Nem vossemecê nem o ministro!
- A senhora exalta-se por “dá cá aquela palha”!
- Se pedir muito eu dou-lha! A bem dizer, dou-lha a palha, os freios e a sela! Arre!
- Pi-pi-pi...



Tou xim!


Nota: E porque este post é improvável, introduzo aqui um instrumento ainda mais invulgar, o vibrafone. Para quem gosta de jaz este será um momento a aproveitar. Primeiro Gary Burton que esteve há pouco em Lisboa, depois Mike Mainieri num vibrafone sintetizado, segue-se Peter Appleyard para gozo dos puristas, não resisto a um vocal fabuloso com Leroy Stewart e, finalmente, um miúdo que toca o Voo da Abelha de Gershwin.

Moments d’évasion

Il ne me semble pas que j’écrirai quelque chose rationnel, peut-être l’évasion des sentiments sur un papier blanc. J’essayerai d’écrire sans émotion dans une langue étrangère. Pourquoi ? Parce que je m’en fous qu’on ne le comprenne pas et, en plus, je ne sais pas écrire en français et ça, mes amies, ça sera amusant. Je regarde déjà les visages étonnés de ceux qui me lisent de temps en temps. Pas de problème, il faudra oublier toute cette bêtise.
On dit que le français est la langue de l’amour parce qu’elle semble plus subtile, plus élégante et douce dans sa prononciation. Alors, je vais profiter de cette musique pour faire une équation.
L’amour ce n’est pas égoïste ni un jeu d’orgueil, ce n’est pas le silence ou l’absence d’affection, ce n’est pas l’inquiétude ni le manque de courage, au contraire, l'amour c'est la recherche de l'autre sans opportunisme majeur que celui d'être heureux...



L’amour est vert, pas rouge!


Annotation: Et bien, vous pouvez maintenant faire les remarques sur mon français, après 10 années j’ai tout oublié!

terça-feira, outubro 03, 2006

Post-it dude

Está explicada a invenção do post-it. Evitam-se assim as confusões do dia-a-dia...


Apetecia-me algo






E porque o Exacto também é cultura e porque me apetece o sublime, deixo-vos o êxtase!

segunda-feira, outubro 02, 2006

Descubra as diferenças

Ambos divertem o público, no final da peça a tragicomédia melhora, nenhum é para levar muito a sério. A diferença entre ambos é que será muito difícil encontrar um substituto para o Mister Bean...



Hahahahahaha!

Brasil

A mulher de Lula pediu e obteve a nacionalidade italiana para dar, segundo ela, um futuro melhor aos seus filhos. Collor de Melo vem agora apoiar Lula na segunda volta das eleições. No Brasil leva-se o Carnaval muito a sério!



Aí galera! Escolha seu candidato!


Nota 1: Este post resultou de uma observação do Nuno Mota Pinto no Mar Salgado. O regresso há muito esperado do comandante ao barco que fundou.

Nota 2: adoro este vídeo da campanha eleitoral. Há mais aqui!


Nota 3: Descobri, por mero acaso, um blogue de uma portuguesa que vive na Suécia e que tem o Exacto linkado. Um espaço interessante e divertido.

Letras

Por ser completamente diferente do que vi até hoje, por ter imensa força, por ser louvável, falo hoje de um blogue falado. Estúdio Raposa, um blogue de Luís Gaspar, espaço de poesia e prosa. A originalidade prende-se não só com a divulgação de grandes autores, "palavras de ouro", mas também com a de desconhecidos, "lugar aos outros". Quem sabe se não serão textos vossos?


domingo, outubro 01, 2006

Liberdade

Nenhuma expressão é editorialmente livre, ela será sempre censurada pela nossa consciência... o que se escreve é o que sobra!



Speechless!


Nota 1: Este post resultou de um comentário meu a um post do Miniscente.

Nota 2: e porque no Exacto se fala de liberdade, que tal verem a Wafa Sultan, psicóloga americano-árabe, num debate aceso na Al Jazeera? Uma mulher de coragem num tempo em que os homens baixam as calças!

Afectos

Há quem deles não fale por temer que estes traiam a independência que se ganhou em vida. Não será grande conquista, antes o reconhecimento de uma sociedade fria onde a pressão do dia-a-dia não dá margem para algo melhor do que o imediato, o breve, nada com maior continuidade do que um prazer passageiro.
Depois há aqueles que não os expressam por falta de ritmo, por não entenderem a cadência do outro. Pior do que não ter uma amizade é não a sentir quando dela se carece. A amizade obriga a cumplicidade e esta alimenta-se dos afectos nos tempos certos.
Um afecto não é carinho, esse pode vir quando dele menos se precisa. O afecto é uma dávida. Sabê-los dar e receber não é para todos, não, obriga a uma amizade sentida.



Sou um privilegiado!

sábado, setembro 30, 2006

Jura

(Prólogo - Ficção inspirada nos dois episódios que vi, mas que não retrata nenhuma situação vivida na telenovela que eu saiba. A estória da telenovela, essa, tem a sua fórmula. A partir de aqui será mais do mesmo, a receita repete-se e vem a monotonia, o desgaste do intelecto. Espero ter superado o original, mesmo sem cenas de sexo explícitas... a estória deixa no final uma dúvida, ou não, a interpretação será vossa. O cerne da ficção está na assunção da certeza, esta não é propriedade de ninguém, vivemos relações baseadas na confiança. A nobreza está em cumpri-la, o resto são "peanuts"! Por fim, procurei que a pontuação valorizasse o ritmo, que evidenciasse a ansiedade.)


Cheguei à praia com os primeiros raios de sol. A candura da areia batida pelo mar chão ainda era tolerável. Estendi a toalha e olhei demoradamente ao redor. Ninguém, teria por pouco tempo este paraíso só para mim. Deite-me na direcção do mar e deixei-me levar em pensamentos que me assolam quando a tranquilidade é soberana. A suavidade da areia conquistou-me pouco depois e, sem dar por isso, adormeci.
Um olá determinado fez-me regressar à luminosidade. Alguém se dirige para mim. Reconheço-lhe as feições, mas que raio, de onde o conheço? Cumprimentámo-nos e ele, sem ter perguntado, senta-se a meu lado. “Preciso de desabafar, pá!” ao que anuí com um movimento lânguido da cabeça acrescentando, “...aproveita, no estado em que estou posso ouvir tudo, duvido que me surpreendas...”, deitei novamente a cabeça e deixei-o à vontade.
Sabes, namoro há mais de um ano o que em mim é um feito... um feito! Sinto-me pela primeira vez arrebatado”. Entreabri um olho para lhe fixar a expressão e, ao contrário das palavras, não vislumbrei nenhum rasgo de felicidade, bem pelo contrário, o ar era grave. Preparei-me para sofrer, pois mesmo o desfrutar do paraíso tem o seu preço.
No início foi um mar de rosas, tudo era perfeito... mas pouco depois soube que ela se interessava por outro... amor mal resolvido, acho... apanhei-a em pequenas mentiras até ter encontrado um post-it esquecido com um telefone e um pequeno coração... uma merda... telefonei, claro, para confirmar a voz masculina... cabrão!”, mantive-me mudo, o cenário só podia piorar, “... mais tarde, não sou parvo, vi-lhe os SMS e lá estavam os do chibo, vários, todos insinuantes, alguns a combinar encontros, outros a recordá-los com paixão... foda-se!”, pensei entrar em coma mas não encontrei nenhum expediente rápido, “... investiguei e descobri que o gajo é de Lisboa, vive na Expo...”, para desanuviar disparei, “também eu, boa zona!”, ele não se ficou, “eu sei, eu sei...”, um arrepio gélido percorreu-me as costas, “... e acreditas que o sacana se encontrava com ela descaradamente em casa a meio do dia, vi-os...”, aqui tive de o interromper, “e abordaste-os?”, “quem, eu, nunca, a vingança serve-se fria, não achas?”, abri novamente os olhos, o olhar dele era penetrante, quase inquisitório, mas não demonstrei qualquer temor.
Os meus pensamentos voavam, quem seria este tipo, eu sou livre e não nego aventuras mas quem seria a gaja, muitas dúvidas sem resposta, tudo isto interrompido pela confissão, “... os gajos começaram a ganhar confiança e ela chegava cada vez mais tarde a casa, às vezes depois da meia-noite, as desculpas eram as mesmas, trabalho e mais trabalho, depois foram os fins-de-semana, um dia resolvi segui-los...”, não aguentei, “... mas aturaste essa merda?”, “aguenta, vais perceber, o gajo tinha um alfa vermelho, o típico carro dos pintas...”, interrompi-o novamente, “mas, espera lá, eu tenho um também...”, “eu sei, eu sei, mas não é isso, é que o gajo levou-a para o Algarve, foram para um SPA, sacanas, e eu fiquei à espera para rebentar com aquela merda toda!”, timidamente perguntei-lhe, “... mas estamos no Algarve, eles estão cá?”, o silêncio parecia agora uma faca aguda que cortava o ar, “... claro, estão nesta praia!”, sentei-me num movimento único como se uma mola me tivesse impulsionado, “porra, o que queres insinuar?”, ele sorriu, “... de quem é essa toalha ao teu lado?”, por momentos senti-me no twilight zone, “... qual toalha, só aqui está a minha!”, ele tornou a sorrir, “... vês, não tens nada a temer!”, senti-me a explodir, “mas de onde nos conhecemos?!”, a gargalhada foi violenta, cheia, como se estivesse à espera deste momento para desfrutar e, levantando-se, concluiu, “... não nos conhecemos, por isso desabafei. Fica bem!”.
Vio-o afastar-se até a silhueta desaparecer no areal, respirei fundo, tentava perceber o que se passara, a Lígia, essa, dormia ainda no hotel, com quem sonharia?


Ela a gozar o prato, ele com cara de enfiado... não, ainda não...

Se os meus amigos fossem semelhantes aos da telenovela Jura, juro que mudava de vida!


Nota 1: a pesquisa da foto da Jura foi educativa. Por incrível que pareça já há blogues com vídeos da telenovela... a pagantes. Deve andar por aí muita gente carente...

Nota 2: não vejo telenovelas, dão-me tédio; na televisão prefiro ver filmes (de livros que ainda não li, o inverso é geralmente doloroso), séries (Sopranos e CSI), telejornais (os da SIC notícias a más horas), debates (o prós e contras), documentários (biográficos, natureza, etc.), comédia (o Jay Leno que adoro), futebol (competições europeias) e algum cinema animado (raro, sou apaixonado por BD). Dispenso igualmente os analistas (Marcelo, Portas, Vitorino, Rogeiro e Sousa Tavares) por não gostar de quem de tudo fala, mas que nem de tudo sabe. Não critico os que gostam de Soaps, não são piores do que eu, mas sou assim. Contudo, não deixei de ver alguns episódios das novelas da moda, Jura e L Show. A primeira por ser um modelo arriscado que, na busca de audiências, retrata uma franja da sociedade a viver a vida pelo desejo. A segunda por apresentar uma visão das mulheres que geralmente está arredada do nosso quotidiano e ser, assim, uma realidade insondável. Gostava de saber o que pensam destas telenovelas, se é que as viram.

Nota 3: e porque o fim-de-semana promete, gatos e cães segundo os anglo-saxões, deixo-vos os Supertramp.

Finório

Hugo Chávez não foi inocente na utilização do outdoor com José Sócrates. São muitos os eleitores de origem portuguesa...



Há quem viva da política...

sexta-feira, setembro 29, 2006

Outono

No Outono caem as folhas para apreciarmos melhor o tronco...



Elsa Benitez



Nota 1: e porque aqui também se fala de coisas sérias, fica a referência para o Memórias do Cárcere, um blog que vale muito a pena ver. E quem lá for que o leia com o cuidado e carinho que o tema merece, é da vida real que ali se fala, da dura, daquela que nunca admitimos para nós próprios nem nos nossos piores pensamentos. E é nesses momentos que os homens se transcendem, não há falta de liberdade que não desperte a esperança. Para eles, desejo-lhes a maior sorte do mundo!

Nota 2: se lerem este post no trabalho, desliguem as colunas!

Predição

Estão criadas as condições para a Sonae.com tomar conta da PT. Não poderá ficar com todos os activos, mas convenhamos que também não os queria. A razão maior prende-se com a viabilidade da Optimus que, depois de fundida com a TMN, passará a ser o maior operador de telecomunicações móveis do País. Não podendo fazer crescer a sua base instalada de clientes, restava-lhe comprar outro operador.
O negócio foi bem montado. A operação no Brasil foi negociada à partida, ficando este talhão para a Telefónica da nossa vizinha Espanha que assim solidifica a sua posição na América do Sul. A PTM (multimédia), a TV Cabo e a PT Comunicações (rede cobre) serão provavelmente alienadas a outros investidores. Paes do Amaral e João Pereira Coutinho não precisaram de lançar contra-OPAs para obter o que desejam. De facto, não faria sentido lançar uma operação que aumentaria o preço das acções, mas sim chegar a acordos que muito provavelmente já estarão assinados. Um deles ficará com a PTM, o outro com uma das redes, cabo ou cobre. Tendo, ainda, a Sonae de vender os produtores de conteúdos, acredito que venham a alienar a TV Cabo uma vez que podem fundir a PT Comunicações com a Novis. Assim, arrisco prever que a PTM irá para o João Pereira Coutinho e a TV Cabo para o Paes do Amaral.
Com o desmantelamento da PT e a alienação de grande parte dos seus activos, Belmiro fará um grande negócio sem ter de desembolsar muito. Espero que no final ganhe o consumidor, tanto no preço como na qualidade de serviço.



O rosto de um empresário que arrisca!

Mundo islâmico

Num momento em que se continua a insistir na questão israelo-palestiniana como o paradigma do mal, vale a pena ler este texto e contabilizar as mortes que resultaram de conflitos recentes entre árabes. Milhões, uma barbárie! Os Media, esses, andam mais entretidos em perseguir os judeus, vá-se lá perceber porquê?



Esta mulher prepara-se para morrer por lapidação! O Irão é exemplar...

Quanto ao ladrão e à ladra, decepai-lhes a mão como castigo de tudo quanto tenham cometido; é um exemplo que emana de Deus porque Deus é Poderoso, Prudentíssimo (Corão 5:38). Aquele que depois da sua iniquidade se arrepender e se emendar, saiba que Deus o absolverá porque é Indulgente, Misericordiosíssimo (Corão 5:39).Vida por vida, olho por olho, nariz por nariz, orelha por orelha, dente por dente e as retaliações tais e quais; mas quem indultar um culpado, isto lhe servirá de expiação. Aqueles que não julgarem conforme o que Deus tem revelado serão iníquos (Corão 5:45). Este último versículo tem paralelo no Antigo Testamento, as bases são as mesmas no essencial. Felizmente, o Novo Testamento adocica o Antigo.



Ablação do clitóris no Sudão...

Quanto àquelas dentre vossas mulheres que tenham incorrido em adultério, apelai para quatro testemunhas dentre os vossos e, se estas o confirmarem, confinai-as em suas casas até que lhes chegue a morte ou que Deus lhes trace um novo destino (Corão 4:15). E àqueles dentre vós que o cometerem (homens e mulheres), puni-os; porém, caso se arrependam e se corrijam, deixai-os tranquilos porque Deus é Remissório, Misericordiosíssimo (Corão 4:16).



Nota: deixo-vos este link para meditar sobre várias atrocidades do mundo islâmico. O meu fito não é persecutório. Pretendo tão-somente que tirem ilações sobre a nossa forma de vida, se a devemos defender, se valerá a pena falarmos de direitos humanos.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Alarde

Há muitas formas de exibicionismo. Quantos de nós já adormecemos com a jactância de alguns? Basta abrir os jornais, revistas ou televisão. Estão todos lá! O País está cheio de emplastros...


As calças e sapatos são para a fuga...

... mas se o condutor for voyeur... não pára!


Nota: Porque alguns não conseguiam abrir este vídeo no post Two Days, repito-o noutro videoblog!

Manifesto

Teve lugar há poucos dias no convento do Beato a segunda convenção do Compromisso Portugal (da primeira já falei em momento oportuno por duas vezes). Oradores e audiência foram criteriosamente escolhidos entre empresários e gestores das maiores empresas portuguesas ou com representação em Portugal. O objectivo era claro, identificar problemas e propor soluções para vários sectores estratégicos da economia. Até aqui nada demais, podemos mesmo afirmar que a iniciativa é louvável. Meritório o espírito, mas não a agenda da iniciativa se a escalpelizarmos.

A sobranceria, quase de cátedra, evidenciou-se na postura assumida pelos promotores. Que a economia portuguesa atravessa uma crise é um dado adquirido, que sucessivos governos falharam na contenção da dívida pública é assumir uma fatalidade endógena, mas admitir que temos uma classe empresarial esclarecida, isso, meus amigos, só em cantigas de escárnio e maldizer. Estes empresários sobreviveram com proteccionismo na pré e pós revolução, e os gestores não passam de técnicos bem pagos sem maior visão do mundo do que a da sua especialidade. Faltou cultura, homens de grande sabedoria, daqueles em que as palavras fazem sentido e tocam o coração. Falou-se dos destinos da nação mas não da razão de crescermos com a nossa diferença, falou-se na sustentabilidade económica sem a visão da componente social, falou-se muito e concluiu-se pouco, nada que um livro de economia não esclarecesse muito antes da bibliografia. Para estes iluminados a criação de valor resume-se ao capital e estão assustados, naturalmente, com a viabilidade económica das suas sociedades. O móbil não se esgota na flexibilização do Estado, pois a concorrência internacional também tem de lidar com o mesmo imobilismo, mas sim na criação de condições de preferência que os diferenciem, não tanto pelo potencial mas sim pela sobrevivência.

Entramos aqui na agenda escondida, no potencial de algumas propostas. A Segurança Social representa 160 mil milhões de euros ao valor actual para o período de 20 anos; a banca sabe-o, as seguradoras também. A privatização não é ingénua, mas levantam-se duas questões. A primeira, económica, prende-se com o melhor desempenho do fundo de pensões do Estado do que os da Banca, um facto. A segunda, social, resume-se em assumir que o rendimento futuro dos pensionistas será incerto, dependendo da performance dos fundos que tiverem subscrito. O espanto, no entanto, é a proposta encontrada para viabilizar a transição do sistema, emissão de dívida pública. Eles, que acusam o Estado de ter um défice excessivo, propõem um maior endividamento das finanças públicas. Paradoxal!
Na educação e na saúde, sectores que empregam mais de 500.000 funcionários dos 740.000 da função pública, propõe-se o mesmo modelo, a privatização! Tudo é feito em nome do capital, mais do que na eficiência e eficácia social, objectivo último destes sectores. Sabemos que há ensino privado superior ao estatal, mas sabemos também quanto custa. O mesmo se aplica à saúde. Economistas e gestores não podiam ir mais além, falta-lhes entender a dimensão dos bens que não são fiduciários. Para estes senhores a função do Estado esgota-se nos papéis de regulador, auditor e pagador, ficando a privada com a “chatice” de garantir a prestação de serviços.
Mas nem tudo o que se disse é incongruente. Na verdade, pagamos demasiado para a qualidade dos serviços que o Estado presta. É fundamental reformar, introduzir práticas de gestão científica (planeamento e controlo financeiro rigorosos, metodologias de qualidade, compromissos de nível de serviço com o cidadão, etc.) e garantir quadros de excelência (com empowerment dos funcionários, o que obriga a formação, melhoria do clima organizacional e melhor relação com o cidadão). Mas estas são questões operacionais, a estratégia, essa, vive de ideologias.

O que está em discussão é a escolha entre os modelos neoliberal, social-democrata ou liberal social.

O Compromisso Portugal defende o primeiro. Valoriza a competição entre as pessoas e a possibilidade de todos venderem o que produzem num mercado o mais amplo possível. No neoliberalismo é a sociedade que decide o seu nível de consumo e, também, de poupança para a velhice. Cabe à família a preocupação com a sua saúde e o ensino, escolhendo os seus próprios médicos ou os professores dos seus filhos. O corolário assenta na concorrência económica à escala mundial como elemento regulador e promotor de eficiência. Não acredito neste modelo, falta-lhe a regulação social o que levará, independentemente da riqueza da nação, a maior desigualdade ou a situações de exclusão social. Na verdade, não se prevê a solidariedade e a subsidiariedade, acreditando-se que a criação de valor cria riqueza de per si fazendo com que toda a sociedade evolua. Sabemos pelos países que a praticam que não é assim. Há, para mim, um princípio profundamente errado, o de qualquer um ser livre de enriquecer legitimamente e ilimitadamente, mas sem obrigação social maior do que o pagamento de impostos a que todos estão sujeitos. Este factor gera desigualdades mas move as economias, é um facto, mas não é um sistema justo.

O segundo modelo, a social-democracia, é no fundo o sistema vigente. Tem na democracia o seu valor maior, visão da sociedade comunitária, e defende o direito moral da maioria para regular tudo e todos. De facto, esta corrente veio de marxistas que acreditavam na mudança sem revoluções através de uma evolução democrática. Defendiam uma reforma legislativa gradual do sistema capitalista de modo a torná-lo mais igualitário, visando geralmente uma sociedade socialista. Note-se que este princípio está consagrado na nossa Constituição, não tanto no espírito social-democrata mas mais na negação da propriedade privada, fruto do período revolucionário que se viveu e do peso político dos socialistas e comunistas. Sabemos que este modelo está também em ruptura, pois a noção do Estado Previdência é um idílio impraticável.

O último modelo, o liberalismo social, tem na liberdade individual o objectivo central, mas ao contrário do neoliberalismo, para o qual a liberdade é a inexistência de compulsão e coerção nas relações entre os indivíduos, defende que a falta de oportunidades de emprego, educação, saúde, etc., podem ser tão prejudiciais para a liberdade como a compulsão e coerção. É por isto que os liberais sociais estão entre os maiores defensores dos direitos humanos e das liberdades civis, embora combinando esta vertente com o apoio a uma economia em que o Estado desempenha essencialmente um papel de regulador e , igualmente, de garantidor de que todos têm acesso, independentemente da sua capacidade económica, aos serviços públicos que asseguram os direitos sociais considerados fundamentais. Este é o modelo que defendo e que me separa do Compromisso Portugal. A Saúde e a Educação, tal como a Justiça, são direitos sociais fundamentais. Podem promover-se modelos de concorrência entre Estado e privados, mas não se pode aceitar a demissão do primeiro na sua obrigação social.

Em conclusão, mais do que palavras o País precisa de iniciativas, de empresários que arrisquem o seu capital, de gestores que assumam risco, de inovação esclarecida, de preocupações sociais que não se esgotem no assistencialismo, de uma sociedade preocupada e organizada, de uma visão para o futuro. Onde queremos estar daqui a 10 anos? O que precisamos fazer? Como o vamos fazer? Será que alguém já pensou nisto de forma integrada obrigando-se a pactos políticos, económicos e sociais? Queremos um País ou um mero mercado económico na Comunidade Europeia? Haja homens e mulheres com vontade!





Para desanuviar do texto, deixo-vos o mar!

quarta-feira, setembro 27, 2006

Incógnita

Aproximam-se as eleições no Brasil. Atrás de tanta beleza esconde-se o país mais violento do mundo. A criminalidade mata mais pessoas no Rio de Janeiro do que a violência na faixa de Gaza (espanto)... a guerra do Iraque faz menos vítimas do que a marginalidade no Brasil (tragédia)... a ONU está a enviar tropas para o local errado!



Os militares podem voltar, são eles que combatem a violência!

segunda-feira, setembro 25, 2006

Trilogia

Não seriam mais de três, ele e mais dois, mas qual deles, não sei, o primeiro era gentil, quase serviçal e nunca se impunha aos outros dois, o segundo era arrogante, de um convencimento insuportável, tanto, mas tanto, que só se calava na presença do terceiro, o manipulador, dono das palavras e da razão, mesmo que aparente, condicionava o par que o seguia, poder que nunca rejeitou, usava-o sem displicência, os outros, esses, aceitavam a liderança sem conflito, tinham o seu espaço e isso bastava-lhes, não fosse ela e nada haveria a contar, o primeiro adorava-a, não tanto pela beleza mas pela candura, o deleite era total, o segundo encontrara uma ouvinte, coisa rara, e não desperdiçava nenhuma oportunidade para se elogiar, nem o olhar inquiridor dela lhe perturbava o monólogo, o terceiro conhecia bem o engodo, na mão alva e esguia ela escondia o cárcere mas continha-se, gostava de os ouvir, e se no primeiro não encontrava móbil maior do que a inocência, bastava-lhe escutar o segundo para reconhecer o mal insondável, verdade sempre interrompida pelo terceiro para que na razão não se perdessem os três, e nisto passavam os dias, ela sem saber a quem atender, eles à procura da liberdade, e tudo escurecia quando ela da mão desvendava o algoz, não seriam mais de três pastilhas para mastigar, só, preparo seguro para a viagem ao inconsciente, vertigem, e se dos três nenhum será, não sei, nem eles, nem ela, e agora vou dormir que estes três querem-se deitar...



Um, dó, li, tá, quem está livre, livre está...


Nota 1: a loucura não é propriedade individual, a história encarregou-se de a transformar num legado da humanidade!

Nota 2: não, o post não é sobre 3 comprimidos, mas sim sobre um esquizofrénico e a médica, e não, não é autobiográfico.

No sense

Usei uma borracha para apagar um elefante, mas ele fugiu porque pensava que era um rato...


Merda

Tentei importar este Blogue para o Wordpress. A ideia era ver as novas potencialidades deste hoster de bloguers. O resultado está à vista. Não conseguiu importar e rescreveu o meu código! Peço desculpa pela aparência, vou demorar algum tempo para recuperar tudo... *#@$%&#*


P.S. O problema está sanado. Resolvi mudar o visual, espero que gostem.