quarta-feira, julho 13, 2005

Ballet Gulbenkian

Depois da extinção deste grupo fica-nos o "ballet rose"! Não se pode ter tudo...



Por isto vale a pena votar!


Nota: um blogue novo, com piada. Espero que mantenha o ritmo, é sempre bom ler humor inteligente.

terça-feira, julho 12, 2005

Blog slave

Isto anda tão parado, mas tão parado... que um dia destes quem o pára sou eu!


Tu


Querias tu que fosse teu,
só assim,
tão fácil como um desejo;
querias tu que te adorasse,
tão só,
fosses tu deusa e eu criatura;
querias tudo
na vida que olhaste
que era de outro que não eu;
quisesses tu
ser somente tu,
saberes olhar-te para dentro
onde escondes o que és,
sendo tu
e não outra qualquer.






Nota: poema ficcionado na vida dela. Quem? Não faço a mínima ideia, nunca a conheci!

Acorrentados

Zé: Então, como vai o trabalho?
Tó: Lá vai, lá vai...
Zé: Jogamos na sexta?
Tó: Não, faço greve! Aproveito e vou à terra! Com as festas e tudo... e tu? Como vai o emprego?
Zé: Trabalho!... o que já não é mau. O meu filho é que não...
Tó: Ainda não? Porque não recorres ao partido, com os teus contactos...
Zé: Partido? Partido ando eu para manter a família unida! Tenho pena do miúdo, esfalfou-se a estudar e agora anda um farrapo, já nem ri, uma lástima.
Tó: A minha miúda lá está a trabalhar na repartição... uma merda, mas foi o que arranjei!
Zé: Sempre acabou o curso?
Tó: Tinha lá ela tempo para isso! Só quer é namorar... e de manhã para a tirar da cama... vai lá, vai!
Zé: Bem, vou pegar o segundo turno...
Tó: Porra, isso é que é ganância!
Zé: Ganância? Pensas que a vida é fácil, mas a vida não é fácil nem as férias caem do Céu!
Tó: Olha-me este, eu só gozo as férias que me dão!
Zé: A mim não mas dão, tenho de ganhá-las...
Tó: Queres ver que eu não trabalho, que ando à mama?!
Zé: Avaliam-te? Os meus avaliam, porra, e este ano voltei a não ser aumentado!
Tó: Vai lá pegar no segundo turno, já são 5 horas e eu tenho de ir com a mulher às compras, derrete-me o dinheirinho todo que me custa a ganhar!
Zé: Se o dizes...


Todos se lamentam, todos exigem, mas se estão todos mal porque não mudam de emprego...

Não quero ser panfletário, mas resolver os problemas não produzindo é como estar doente e recusar a medicação!


Nota: A Função Pública não é um cancro, é uma pessoa de bem que está enferma; i.e. tem um cancro. Não será com mezinhas ou com carícias que se encontrará a cura, é preciso reagir antes que a doença tome a parte pelo todo!

Pensamento Pro Fundo

Demagogia são os defeitos que encontramos nos outros para justificar os nossos.


Olhar para o umbigo...

segunda-feira, julho 11, 2005

Sit-down comedy

Depois disto desisti do aquário... não tenho comida que chegue!´


quinta-feira, julho 07, 2005

Manipulação

Nova Iorque, Madrid e Londres. Não é a promoção de um pefume, mas a campanha foi igualmente bem montada. Um fio condutor: raiva, fanatismo, vertigem. Um ponto em comum: Islamismo.

Hoje não é dia de grandes reflexões mas de profunda tristeza, é momento para confirmar que, quando a humanidade se esgota na fé, tudo é permeável à vontade dos homens que conduzem as diferentes confissões. Não haverá poder maior, nem o económico, pois o alimento do espírito cega todas as outras necessidades.

Nada é possível sem financiamento, nem a guerra nem o terrorismo. O Ocidente compra petróleo aos árabes e, assim, oferece-lhes a capacidade de financiarem os guerrilheiros da fé, os que anseiam pelas virgens. Optemos pelas energias limpas e renováveis. Não basta acreditar nas democracias, é preciso lutar por elas.

Pobre Tugal

Girona, com os seus casarios que pendem sobre o rio muito à semelhança de Florença, acolhe-me para jantar. A praça, enorme, oferece esplanadas onde os comensais, oriundos dos mais variados cantos do mundo, se deleitam com as iguarias e a vista. Ao meu lado senta-se um casal holandês, ambos na casa dos sessenta. Ela olha o meu prato e pergunta-me o que é, a conversa irá prolongar-se por três horas. O interesse aumenta quando percebo que conhecem bem Portugal, pois tinham estado em Lisboa no dia seguinte à revolução e as visitas repetiram-se espaçadas até ao ano passado. O marido, entusiasmado com o tema e esquecendo-se que eu era português, comenta: "continuam pobres...". Peço a sobremesa, felizmente não têm bananas!


GPS à beira de um ataque de nervos

Navego em Barcelona relativamente bem, o que me permite ignorar alguns trajectos que me são sugeridos pelo GPS. Assim, sempre que opto seguir o meu sentido de orientação tenho constantemente o GPS a recalcular o trajecto. A voz da menina é invariavelmente "after 100 meters turn ...".
Hoje fui almoçar à marina olímpica e foram tantas as alterações sugeridas que após 20 minutos de condução a "menina perdeu o pio"... penso que ficou histérica, eu ficava!


quarta-feira, julho 06, 2005

Ma cabro!

Alan e Louise estão casados há 30 anos. Agora que o Alan deixou de fumar, após 40 anos de vício, ambos usam pensos de nicotina...


Um cigarro para dois?

Monty Phyton - 1st take

Caracassone; um músico toca uma Dilruba (guitarra indiana que se toca com arco) sentado no chão com as pernas dobradas a fazer colo ao instrumento. O cabelo entrelaçado cobre-lhe parte das costas na tradição jamaicana, embora ele seja europeu e caucasiano. As barbas massivas têm cuidados que há muito o cabelo dispensou. A música mantem-se monótona, como se lhe falhasse a recordação da próxima nota. É um momento Zen. Um traseunte, num acto de caridade, pega numa pedra da calçada e lança-a bem no meio da testa do músico. Este revira os olhos, solta um breve zunido, e mirando de frente o traseunte comenta: "Thanks for the pain, I see Good in all is splendor... in the stars!"


Que pedra... meu!

domingo, julho 03, 2005

Conversas improváveis

- Se fosses para uma ilha sózinho, o que levavas?
- Analgésicos, suporto tudo menos a dor. E tu, o que levavas?
- A felicidade, suporto tudo menos a angústia!
- ... e isso onde se vende?


Provérbios meus

Dá Deus nozes a quem as tem.


Conduzir conduzido

Há mais de dez anos uma amiga, engenheira geofísica, falou-me das maravilhas dos sistemas de informação geográfica. O corolário prendia-se, claro está, com a utilização do GPS (sistema de posicionamento global) para o controlo do tráfego. Outros tempos, as mesmas necessidades.

Faço o check-out e dirijo-me para o balcão da Europcar. A vantagem de chegar depois das 24h garante-me que as reservas de balcão esgotaram a classe de viaturas que eu alugara. Perfeito, agora iria viajar num Toyota diesel de 2 litros pelo preço de um Seat Ibiza. Bastava-me que o isqueiro funcionasse para carregar o GPS bluetooth e o Qtek S100, a surpresa viria com o facto do telemóvel encaixar na perfeição por cima do conta-rotações. De facto, num carro alugado este manómetro é dispensável...
Emparelhei ambos os equipamentos (é assim que se diz em bluetoothenês), GPS e telemóvel, e "abri"o software de navegação TomTom. Escolhi o destino, já que o ponto onde me encontrava foi escolhido automaticamente como origem. O cálculo do percurso ideal foi calculado em parcos segundos. Saí do mapa onde o trajecto ficara destacado e escolhi a navegação através do "navigator", um verdadeiro simulador a 3 dimensões. Para ser um jogo de computador só lhe falta o realismo do cenário, mas tudo o resto está lá. Fiz-me à estrada e na primeira rotunda do aeroporto ouço nitidamente a vir do telemóvel num inglês perfeito e feminino, "in two hundred meters roundabout second exit". Afinal não iria viajar só. A meio da viagem, e por mera distracção, saí no local errado. De imediato, nem 5 segundos, o trajecto foi recalculado e eu fui conduzido de novo à autoestrada. Se o Vasco da Gama sonhasse...



Ai do taxista que me enganar...

sábado, julho 02, 2005

Estrelato

Qual blogoesfera, blogómetro ou blogstar; só agora atingi o estrelato. Quem se pode gabar de ter um blog dedicado a si?



O FCP tem o emplastro e eu tenho um palhaço!

Conversas improváveis

És uma grande chata... mas eu amo-te. Continua, estava a adorar ouvir-te!


sexta-feira, julho 01, 2005

Concurso, pós-graduação, mestrado, ...

Entrei por brincadeira no blogstars e parece que sou finalista. Aos que votaram em mim o meu obrigado, mas enganaram-se... está a concurso a Gotinha que merece muito mais votos do que eu, e digo-o na maior convicção! Tenho imensa pena que a São tenha sido preterida ("penso eu de que...") por ser demasiado arrojada para o perfil dos blogues a concurso, erro deles!
Tudo a votar na Gotinha; seria fantástico ver uma portuguesa ganhar um concurso brasileiro! Eu já votei, e tu?

quinta-feira, junho 30, 2005

Pensamento errático

A natureza é perfeita. Esta concedeu ao homem duas prerrogativas.
A primeira prende-se com a sobrevivência. De facto, o homem morre primeiro do que a mulher; perfeito, assim as chatices da terceira e da quarta geração já não o amofinam, ela que as aguente. Não é defeito, é genético!
A segunda prende-se com a qualidade de vida. Na verdade, a surdez do homem aumenta com a idade, mesmo que a mulher não dê por isso. Não é defeito, é genético!
A natureza é perfeita...


Como dizes?

Ah! Sim, tens toda a razão...

quarta-feira, junho 29, 2005

Cursos da Tecla

Dizem que Santana Lopes não estava preparado para primeiro-ministro. De facto não estava! Mas, pergunto eu,... "quem é que esteve?!".


terça-feira, junho 28, 2005

Será possível...

Portugal vive tempos de crise, há demasiado tempo aliás. O Mundo, esse, sofre em média muito mais, embora esteja cada dia melhor. Pesando os prós e os contras da civilização, não haverá dia sem inovação ou sem grito de revolta perante a violência e a arbitrariedade. Contudo, vivemos tempos de descoberta da verdade, tão óbvia e dependente da geografia e religião de cada um. O que faltará à nossa verdade?

Vergonha, falta a vergonha de não nos sentirmos privilegiados num mundo cheio de desigualdades; Sacrifício, falta a capacidade de prescindirmos de hábitos que, por terem sido experimentados, temos como garantidos; Autoridade, falta a competência a quem nos dirige para exigir, pois o poder que obtiveram não foi por mérito; Humildade, falta a humildade de reconhecermos o erro e a capacidade de trabalharmos em equipa.

Será possível acreditar num povo que reclama a defesa das condições de trabalho quando muitos não o têm; será possível trabalhar-se mal e, mesmo assim, não se dar o lugar a um terceiro; será possível viver-se com reformas superiores ao que se poupou; será possível... Vergonha?

Será possível ter-se carro, férias, electrodomésticos, refeições fora e diversão sem se conseguir pagar a prestação da casa; será possível trabalhar-se só 7 horas numa empresa que necessita de mais esforço para evitar a falência; será possível ajudar o outro para que o todo ganhe; será possível... Sacrifício?

Será possível chegar ao poder sem malabarismos ou oportunidade; será possível simplificar em vez de complicar; será possível gerir com objectivos claros para todos; será possível honrar os compromissos; será possível... Autoridade?

Será possível prejudicar o próximo para que ele não seja melhor do que nós; será possível errar e não tentar corrigir; será possível saber e não partilhar; será possível... Humildade?

Será possível...



Quem... eu?!!!


Nota: vou desenvolver as ideias chave aqui expostas em post individuais. Sinto necessidade de gritar a revolta de viver num país que, como diriam os brasileiros, “não se enxerga”! Não estou deprimido, só quero partilhar em "voz alta" os meus pensamentos.

segunda-feira, junho 27, 2005

República das bananas

Se ampliarem o aeroporto da Portela, por favor não o cruzem com a A1... os meus travões são péssimos!



Em Gibraltar usam semáforos e uma cancela...

domingo, junho 26, 2005

Unplugged

A woman in red will always be a woman in red!


Lições do tempo

O Titó, homem sábio de muitas vidas aquém e além-mar, de bonomia e saúde invejáveis, olhava perdidamente o horizonte neste Alentejo que hoje reencontrei.
Eu: então Titó, não gosto de o ver com essa cara!
Titó: ah! “menin” João...
Há tratamentos que são uma deferência pelo carinho que se coloca nas palavras.
Eu:... quem o viu e quem o vê!
Titó: vou “ind”, vou “ind”... a terra ainda “nã m’quer”!
Eu: ó homem, há-de lá a terra querer carne ruim.
Titó: ha!ha! vem vossemecê “dzer-me isse” a mim, careca “d’o” saber, careca...
E levantando o boné, destapa a careca cuidadosamente protegida deste sol que aleija em rugas e cor quem por aqui labuta.
Eu: mas o que o preocupa Titó?
Titó: olhe, as gentes “d’agora”... a justiça que “n’existe”!
Eu: conte lá, que justiça?
Titó: fala-se “d’aqui” e “d’ali”, critica-se “n’é” verdade, e depois “nã” se pergunta...
Eu:.. o que é que não se pergunta?
Rematei, agora completamente atónito.
Titó: a verdade menino, a verdade! Veja bem, o que “tá dit”, “tá dit”, nem se pergunta “n’é”?
Eu: fizeram-lhe alguma injustiça? Foi isso?
Titó: a mim “nã”, “menin”, falo d’outros, do que "vêj" e "ouç"...
Eu: ah! O Titó saiu-me cá um filósofo!
Titó: sei lá bem o "qu’é iss"?
Eu: hahaha! anda um homem a estudar para isto, não é?!... mas olhe, tomara eu ter os seus olhos e ouvidos!
Titó: “nã” queira “menin”, “qu’os” seus “vêjan” coisas melhores; os "mês'ouvidos", graças a Deus, “vã ouvind” pior!
Eu e ele: hahahahahaha!


sábado, junho 25, 2005

Gosto a desgosto

“Nasce-se com ele ou não!”. Esta frase, que li algures em tempos, é uma verdade insofismável. Não basta a educação, o cultivo pelo belo, uma herança do bom e do melhor; fundamental mesmo é a sensibilidade, o apuramento estético, a capacidade de se combinar o que aparentemente não faria sentido e daí extrair a surpresa, uma nova tendência.
O homem procura o belo, é um esteta por natureza, mas é abissal o caminho da crítica à criação! A diferença está no gosto; ou se tem, ou não...


Isabeli Fontana

Ensaio sobre o abismo

Camaradas e amigos

Escrevo-vos com contida emoção, na certeza porém que não poderia deixar perdurar o equívoco durante mais tempo. O Inferno existe! Posso testemunhá-lo de há uns dias para cá, não antes, embora os sinais fossem evidentes.
Acabara eu de abandonar esse mundo viciado pelo capital e pelos interesses dos grandes latifundiários, camaradas, e sou surpreendido pela recepção calorosa que me fez o grande Estaline. Nada demais para quem fala russo, mas não consegui evitar três beijos e um linguado na boa tradição comunista. Ainda mal refeito do insólito, e desejando que tudo fosse resultado dos efeitos secundários da medicação, sou surpreendido pelo Salazar que me estende a mão. Camaradas, só aí percebi que estava morto. Recusei-lhe a mão, claro está, e disse-lhe que o tinha combatido na clandestinidade, no aljube e em consciência. Ele olhou-me nos olhos, sim agora eu posso ver, e disse-me:

Salazar: “Como morreu o senhor?”
Eu: “De paragem cardíaca...”
Salazar: “... qual era o seu cargo, era a isso a que me referia?”
Eu.: “Militante comunista reformado!”
Salazar: “Ah! Eu morri como chefe de estado de um império, então o que o traz por cá?”
Estaline: “Ele é uma excepção Salazar, embora tenha falhado em vida, foi sempre solidário, sempre solidário...”
Eu: “Coerência, o sonho da ditadura do proletariado nunca se dissipou, nem mesmo quando as democracias socialistas ruíram face aos interesses capitalistas!”
Salazar: “Um dos nossos, sem dúvida!”
Estaline: “Brindemos a isso! Na zdorovia (1)!

Venho assim, camaradas, manifestar em carta a minha renúncia a todos os ideais comunistas, socialistas e estalinistas. A vida é uma merda, habituem-se!

Álvaro Cunhal
(Protestante por convicção)



(1) Cheers!

sexta-feira, junho 24, 2005

Provérbios meus

A divagar se vai ao longe!



É cá uma canseira...

Goooooood Mooooooorniiiiiiiiing Lisbon!!!

Este fim-de-semana servirá para descansar. Ou, como diz o adágio, "casa nova, vida nova!".


Telescola

Há dores terríveis, algumas são mesmo difíceis de catalogar. A dor de cabeça, a dor de barriga, a dor de dentes, a dor ouvidos, a dor de olhos, a dor de aftas, a dor da unha entalada, a dor da ferida que sangra, a dor de algo partido, a dor de cotovelo, a dor de alma e, de longe a pior, a dor de corno. Se à última somarmos a total indiferença, a dor de corno ganha novo significado. E se o interesse nunca tiver sido correspondido então a dor é lancinante. Há quem fique irracional por menos, por isto ficará garantidamente humilhado.
Nestas situações recomenda-se um placebo; umas férias longínquas, umas compras desenfreadas, uma alimentação desregrada ou uma companhia acidental. Nunca, mas nunca invoque a alma perdida, pois cada vez que o fizer (em pensamento, em voz ou em escrita) está a dizer ao mundo que é cornudo.


Vítimas e carpideiras, tomem uma aspirina que isso passa...

Qualquer um pode ser encornado, cornudo só é quem quer!

quinta-feira, junho 23, 2005

Void

Quando não há nada para se escrever, não se escreve nada, porque se se escrever alguma coisa, não fica escrito coisa nenhuma!


Outro...

Não sei o que faço, nem faço o que sei...

Sin Silly

Tem havido guerras fratricidas; aliás, não as há sem sangue, suor e lágrimas. Muitas são pela conquista do poder, outras são pela defesa do património, outras há que o são por nada. As últimas não valem um suspiro, quanto mais uma missa!


They call me hitman...

I just kill for money but if you're my friend... I'll kill you for nothing!