Não são permitidos animais: chatos, pessimistas, arrogantes, acéfalos ou outro tipo de parasitas...
sexta-feira, junho 24, 2005
Telescola
Há dores terríveis, algumas são mesmo difíceis de catalogar. A dor de cabeça, a dor de barriga, a dor de dentes, a dor ouvidos, a dor de olhos, a dor de aftas, a dor da unha entalada, a dor da ferida que sangra, a dor de algo partido, a dor de cotovelo, a dor de alma e, de longe a pior, a dor de corno. Se à última somarmos a total indiferença, a dor de corno ganha novo significado. E se o interesse nunca tiver sido correspondido então a dor é lancinante. Há quem fique irracional por menos, por isto ficará garantidamente humilhado.
Nestas situações recomenda-se um placebo; umas férias longínquas, umas compras desenfreadas, uma alimentação desregrada ou uma companhia acidental. Nunca, mas nunca invoque a alma perdida, pois cada vez que o fizer (em pensamento, em voz ou em escrita) está a dizer ao mundo que é cornudo.
Vítimas e carpideiras, tomem uma aspirina que isso passa...

Qualquer um pode ser encornado, cornudo só é quem quer!
Nestas situações recomenda-se um placebo; umas férias longínquas, umas compras desenfreadas, uma alimentação desregrada ou uma companhia acidental. Nunca, mas nunca invoque a alma perdida, pois cada vez que o fizer (em pensamento, em voz ou em escrita) está a dizer ao mundo que é cornudo.
Vítimas e carpideiras, tomem uma aspirina que isso passa...

Qualquer um pode ser encornado, cornudo só é quem quer!
quinta-feira, junho 23, 2005
Void
Quando não há nada para se escrever, não se escreve nada, porque se se escrever alguma coisa, não fica escrito coisa nenhuma!
Outro...

Não sei o que faço, nem faço o que sei...
Outro...

Não sei o que faço, nem faço o que sei...
Sin Silly
Tem havido guerras fratricidas; aliás, não as há sem sangue, suor e lágrimas. Muitas são pela conquista do poder, outras são pela defesa do património, outras há que o são por nada. As últimas não valem um suspiro, quanto mais uma missa!
They call me hitman...

I just kill for money but if you're my friend... I'll kill you for nothing!
They call me hitman...

I just kill for money but if you're my friend... I'll kill you for nothing!
quarta-feira, junho 22, 2005
Veraneio
O Ministério do Interior adverte: este ano nas praias, para além das bandeiras já conhecidas, será introduzida uma nova bandeira por falta de meios de vigilância.
terça-feira, junho 21, 2005
Ar puro
O que eu dava para estar ali com pensamento tão vago como a cor do mar.
Eu mereço isto e vocês também!
Vai um mergulho?
Eu mereço isto e vocês também!
Vai um mergulho?
Faites vos jeux
Observadores dizem que presidenciais na Guiné-Bissau foram transparentes. Ou é o comentário mais racista que já ouvi, ou enganaram-se no País!

Não, nós nunca concorremos antes...

Não, nós nunca concorremos antes...
Arrastão
Tal como a Gotinha, também eu tive o privilégio de ter sido "arrastado" noutro blogue. Não foi a primeira vez, mas nunca tinha sido assim. Vitupérios, associação a comentadores fictícios, tudo! O cenário até era verosímil não fosse a autora uma Copywriter. Como não alimento polémicas nem audiências não vou divulgar o blogue, fica o registo para quem lá passa e aqui vem. Contudo, não resisto a sublinhar que colocaram um email supostamente meu que me fez recordar a história das notas falsas com a assinatura errada; não é que o endereço de email tinha 2 letras trocadas! Os pequenos detalhes fazem toda a diferença...
Destroc’me ó fax favôri?

Quer o troco em moedas?
Nota: é impressão minha ou isto está a tornar-se moda?
Destroc’me ó fax favôri?

Quer o troco em moedas?
Nota: é impressão minha ou isto está a tornar-se moda?
segunda-feira, junho 20, 2005
Saúde pública
Dizem que olhar durante 10 minutos para seios femininos é equivalente a 30 minutos de aeróbica. Eu desminto, é equivalente a muito mais; ao fim de 5 minutos já não se vê mais nada...
Exercício: olhar fixamente durante 10 minutos.

Já estás a olhar há mais de 10 minutos...
Exercício: olhar fixamente durante 10 minutos.

Já estás a olhar há mais de 10 minutos...
sábado, junho 18, 2005
Fonte da juventude
Na manifestação da Frente Popular contra a presença de emigrantes em Portugal, um jovem afirmou à repórter: "Nós somos brancos há 850 anos e não há 30!". Sinceramente, eu nunca lhe daria mais de 20 anos!
Questão: como se reconhece um militante da frente popular?

Resposta: são os únicos que hesitam na passadeira...
Questão: como se reconhece um militante da frente popular?

Resposta: são os únicos que hesitam na passadeira...
sexta-feira, junho 17, 2005
Bom tempo no canal
Aproveitem o fim-de-semana como puderem. Este... não virá mais!
Ela: Faz um desejo...

Ele: Crowac! (e saltou para a água...)
Ela: Faz um desejo...

Ele: Crowac! (e saltou para a água...)
Provérbio alentejano... ou talvez não!
Quem parte e reparte e fica com a pior parte, ou é tolo ou tem Parkinson!

Segurem-me a seri...caia!

Segurem-me a seri...caia!
Sou burro
Ele diz que o é e eu acredito, sou lá homem para contrariar quem quer que seja. "Folheei-lhe" o blog e reconheço que está cheio de pérolas para porcos, como eu! Hoje estou um mãos largas e atiro-vos uma das dele:
Numa paragem cardíaca o melhor a fazer para reanimar é contar piadas ao ouvido da vítima, já numa paragem de autocarro o melhor é passar despercebido.
Eh pá! É da medicação...

Blogue a tomar com pre-caução... podem deixar o sinal aqui!
P.S. Um copo de água, preciso parar de rir!
Numa paragem cardíaca o melhor a fazer para reanimar é contar piadas ao ouvido da vítima, já numa paragem de autocarro o melhor é passar despercebido.
Eh pá! É da medicação...

Blogue a tomar com pre-caução... podem deixar o sinal aqui!
P.S. Um copo de água, preciso parar de rir!
Vire esse Viagra p'ra lá!
Um romeno emigrado em Portugal há dois anos regressa a casa em férias. Temendo não estar à altura da mulher resolve tomar Viagra. Ao fim de seis horas de sexo a mulher, não aguentando mais vá-se lá saber porquê, diz-lhe: vens com vícios capitalistas!

Capitalista, eu?!

Capitalista, eu?!
Al dente
Tempos houve em que a coerência de ideias formava o carácter de um homem. Hoje isso não basta, a informação com que nos bombardeiam permite-nos ver o mundo de uma forma plena se a conseguirmos sintetizar. Não há coerência sem conhecimento, essa é a diferença entre a especulação e a sabedoria.
Não sou de esquerda nem de direita pois acredito que não há diferenças onde a ganância e o capital predominam. Já foi tempo de ideologias, hoje resta-nos a ambição de cada um. Contudo, não posso, não quero, não deixo passar em claro a morte de Álvaro Cunhal.
Morreu um homem que lutou por um Portugal diferente, que sofreu na pele as razões da sua diferença, que nunca mudou de opinião nem mesmo face à arbitrariedade. Mas isso não faz dele um homem melhor, somente coerente.
Razão cega com que defendeu a invasão da Checoslováquia, com que apadrinhou a tomada de poder pelos partidos comunistas nas ex-colónias, com que ignorou os que sofreram nos Goulag de um país em que a democracia foi pretexto para a perseguição, exclusão e morte. Tudo isto ele soube mas nunca claudicou à causa, manteve-se fiel até ao fim numa cegueira só possível em alguém conquistado pelo ódio, como tantos outros.
Morreu um criminoso como o foram Salazar, Vasco Gonçalves, Estaline ou Hitler. Todos coerentes, mas nem todos com o poder que ambicionaram para bem da humanidade. Morreu um criminoso, um homem que não hesitaria em sacrificar a vida de outros pela sua causa, pelo seu sucesso. A diferença entre Cunhal e Estaline esteve na oportunidade, na fortuna de termos tido uma oposição esclarecida e corajosa.
Que hipocrisia, um dia de luto por alguém que fez sofrer tantos, que atrasou o País e que defendeu o uso das armas para a queda de um regime que, tal como o seu, era totalitário; antes fosse feriado para que se soubesse que escapámos ao comunismo.
A política tem destas coisas, apagar o passado para apaziguar o futuro!

Goulag de Estaline! Hitler nem foi original...
Não sou de esquerda nem de direita pois acredito que não há diferenças onde a ganância e o capital predominam. Já foi tempo de ideologias, hoje resta-nos a ambição de cada um. Contudo, não posso, não quero, não deixo passar em claro a morte de Álvaro Cunhal.
Morreu um homem que lutou por um Portugal diferente, que sofreu na pele as razões da sua diferença, que nunca mudou de opinião nem mesmo face à arbitrariedade. Mas isso não faz dele um homem melhor, somente coerente.
Razão cega com que defendeu a invasão da Checoslováquia, com que apadrinhou a tomada de poder pelos partidos comunistas nas ex-colónias, com que ignorou os que sofreram nos Goulag de um país em que a democracia foi pretexto para a perseguição, exclusão e morte. Tudo isto ele soube mas nunca claudicou à causa, manteve-se fiel até ao fim numa cegueira só possível em alguém conquistado pelo ódio, como tantos outros.
Morreu um criminoso como o foram Salazar, Vasco Gonçalves, Estaline ou Hitler. Todos coerentes, mas nem todos com o poder que ambicionaram para bem da humanidade. Morreu um criminoso, um homem que não hesitaria em sacrificar a vida de outros pela sua causa, pelo seu sucesso. A diferença entre Cunhal e Estaline esteve na oportunidade, na fortuna de termos tido uma oposição esclarecida e corajosa.
Que hipocrisia, um dia de luto por alguém que fez sofrer tantos, que atrasou o País e que defendeu o uso das armas para a queda de um regime que, tal como o seu, era totalitário; antes fosse feriado para que se soubesse que escapámos ao comunismo.
A política tem destas coisas, apagar o passado para apaziguar o futuro!

Goulag de Estaline! Hitler nem foi original...
quinta-feira, junho 16, 2005
Engano com gana
Jantava eu com amigos quando, à distância de 3 mesas numa sala de restaurante praticamente vazia, um quarentão dizia à jovem conquista em tom de autoridade e num volume que não podia deixar de ser ouvido:
Ele: Gostaste da forma como os pus na linha?! Hein?!
Ela: Gostei Mário...
Ele: Mário, mas quem é o Mário?
Ela: ... eu... eu não disse Mário...
Ele: Então o que disseste?!
Ela: Gostei mesmo...
Ele: Ah! Percebi mal... Pois! Eu também achei que eles perceberam a mensagem ... (e continuou)
Olé!

Já não toureio mas ainda sou aficionado!
Ele: Gostaste da forma como os pus na linha?! Hein?!
Ela: Gostei Mário...
Ele: Mário, mas quem é o Mário?
Ela: ... eu... eu não disse Mário...
Ele: Então o que disseste?!
Ela: Gostei mesmo...
Ele: Ah! Percebi mal... Pois! Eu também achei que eles perceberam a mensagem ... (e continuou)
Olé!

Já não toureio mas ainda sou aficionado!
quarta-feira, junho 15, 2005
Provérbios meus
Não deixes para hoje o que podes fazer já.

Queriam que eu crescesse...

Queriam que eu crescesse...
segunda-feira, junho 13, 2005
Anjos e demónios
Encontrei um texto polémico da Oriana Fallaci. Tem mais de 2 anos o que lhe confere o estatuto de histórico. Ajuda a perceber melhor a divisão entre a Europa e a América, e a defesa de interesses conhecidos e de outros escondidos. Por ser longo não o reproduzo. Podem encontrar o original aqui. Vale a pena lê-lo até ao fim.
Nunca me esquecerei o que me disse em tempos um amigo americano: quando invadimos a França na primeira guerra mundial os franceses ficaram agradecidos, quando invadimos a França na segunda guerra mundial os franceses ficaram humilhados!
Por quem morreram estes jovens?

Cemitério de soldados americanos; Normandia, França.
Nunca me esquecerei o que me disse em tempos um amigo americano: quando invadimos a França na primeira guerra mundial os franceses ficaram agradecidos, quando invadimos a França na segunda guerra mundial os franceses ficaram humilhados!
Por quem morreram estes jovens?

Cemitério de soldados americanos; Normandia, França.
Médias e desvios padrão
Informaram-me que entrei no top 50 do blogómetro. Tentei tirar as devidas ilações e a conclusão foi fácil. O Google está a aumentar a minha audiência; verdade, verdadinha, o que eles querem são as minhas imagens. Depois disto regresso à mediocridade, recordando que nisto das médias há muito que se lhe diga: Uma pessoa que tenha a cabeça num forno e os pés num frigorífico está a uma temperatura média agradável!

Como escreveu aqui alguém... a maioria dos "hits" são meus!

Como escreveu aqui alguém... a maioria dos "hits" são meus!
domingo, junho 12, 2005
Sin City
Não é um filme qualquer. O preto-e-branco domina o cenário, dando-lhe o dramatismo que a adaptação da banda desenhada requeria. Os planos são irreais assim como as personagens. Um elenco de luxo. Mickey Rourke é simplesmente sublime, um papel à sua medida; nunca entendi porque foi proscrito durante tanto tempo. Benicio del Toro, um monstro da representação. A banda sonora não fica atrás do imaginário criado.
Empolgante, brutal, impiedoso, caricatural, demasiado revolucionário para ser visto com indiferença. Sentimento igual só o tive em Pulp Fiction. Um filme genial, repito, genial!
Angels...

... and demons!

Cool!
Empolgante, brutal, impiedoso, caricatural, demasiado revolucionário para ser visto com indiferença. Sentimento igual só o tive em Pulp Fiction. Um filme genial, repito, genial!
Angels...

... and demons!

Cool!
Snapshots from Heaven
Pode não ser o paraíso, mas anda lá perto! A beleza de um local revela a inteligência do seu povo, só os sábios preservam o ambiente.
Será possível ficar indiferente a tamanha beleza?

Lagoa de Santiago. S. Miguel, Açores.
KARAOKE
(Turning Away, Pink Floyd)
WAV
Será possível ficar indiferente a tamanha beleza?

Lagoa de Santiago. S. Miguel, Açores.
KARAOKE
(Turning Away, Pink Floyd)
WAV
Couch surfing
Há malta que viaja assim! Vocês sabiam? Lá que parece apelativo, parece. E não falo de se poupar na estadia, mas sim de se conhecer um país por dentro com cicerones que nos percebem. Ora bem, apetece-me viajar para Bora-Bora, deixem ver...
Vou apontar ao calhas...

Porto?! Vou apontar outra vez!
Vou apontar ao calhas...

Porto?! Vou apontar outra vez!
Demagogia
O Blasfémias, assim como grande parte dos blogues políticos (aqueles que se preocupam com o exercício do poder), abordou o problema da acumulação do salário com a reforma. Por ser tema que toca a todos, fica aqui a reflexão que lá deixei:
Quanto à matéria de facto aqui abordada penso que tem 2 dimensões. Uma que respeita ao valor da reforma, outra que se prende com a simultaneidade da pensão com o vencimento de um cargo público. Quanto à primeira estou totalmente de acordo com a vossa análise (1), o mesmo já não direi quanto à segunda. De facto, descontar para uma reforma é assumir que um conjunto de Cash-flows(2) vai originar outros a partir de uma data certa. A reforma não se prende só com a idade ou anos de serviço, mas com o direito que se reconhece a alguém de receber algo pelo que descontou num determinado período. Garantida a reforma, poderá essa pessoa iniciar nova actividade a bem da criação de valor para si e para o País, sem que se confundam direitos adquiridos com regalias indevidas. Demagogia será pensar que é ultrajante acumular reforma e salário na função pública quando o mesmo pode ser feito na privada! Quantos políticos estarão nesta situação (3)?
Vamos tratar os bois pelos nomes; estando colapsada a Segurança Social, não resta ao Estado senão diminuir os custos com os seus funcionários, mesmo que os principais visados sejam aqueles que estejam a contribuir para a criação de valor no País. Na verdade, a maioria dos reformados estará em casa a gozar o valor da reforma (a que têm todo o direito), outros há que ainda se sacrificam pelo bem comum. Poderão dizer-me que não, que é o fascínio pelo exercício do poder; pois bem, gostaria de vos ver na mesma situação! Ele há sacrifícios...

(1) Há, de facto, valores de reformas verdadeiramente ultrajantes.
(2) Cash-flow: fluxo de caixa, capital gerado durante um período. Numa empresa pode ser negativo, numa reforma não... por enquanto!
(3) O Presidente da República! Quando escrevi o comentário ainda não se sabia.
Quanto à matéria de facto aqui abordada penso que tem 2 dimensões. Uma que respeita ao valor da reforma, outra que se prende com a simultaneidade da pensão com o vencimento de um cargo público. Quanto à primeira estou totalmente de acordo com a vossa análise (1), o mesmo já não direi quanto à segunda. De facto, descontar para uma reforma é assumir que um conjunto de Cash-flows(2) vai originar outros a partir de uma data certa. A reforma não se prende só com a idade ou anos de serviço, mas com o direito que se reconhece a alguém de receber algo pelo que descontou num determinado período. Garantida a reforma, poderá essa pessoa iniciar nova actividade a bem da criação de valor para si e para o País, sem que se confundam direitos adquiridos com regalias indevidas. Demagogia será pensar que é ultrajante acumular reforma e salário na função pública quando o mesmo pode ser feito na privada! Quantos políticos estarão nesta situação (3)?
Vamos tratar os bois pelos nomes; estando colapsada a Segurança Social, não resta ao Estado senão diminuir os custos com os seus funcionários, mesmo que os principais visados sejam aqueles que estejam a contribuir para a criação de valor no País. Na verdade, a maioria dos reformados estará em casa a gozar o valor da reforma (a que têm todo o direito), outros há que ainda se sacrificam pelo bem comum. Poderão dizer-me que não, que é o fascínio pelo exercício do poder; pois bem, gostaria de vos ver na mesma situação! Ele há sacrifícios...

(1) Há, de facto, valores de reformas verdadeiramente ultrajantes.
(2) Cash-flow: fluxo de caixa, capital gerado durante um período. Numa empresa pode ser negativo, numa reforma não... por enquanto!
(3) O Presidente da República! Quando escrevi o comentário ainda não se sabia.
sábado, junho 11, 2005
Provérbios meus
Galinha a galinha enche o galo o papo!

Are you looking to me?

Are you looking to me?
Vá idade
Anónimo, passeio-me por todo o lado sem o risco de ser importunado por um flash de um sedento paparazzi. Não conheço essa fama, não a procuro nem a desejo. Contudo, momentos há em que gostava de experimentar a vertigem do estrelato. Não; não o ser reconhecido, o dar autógrafos, o ser entrevistado ou estar em destaque nos escaparates. Não; o segredo não está no gozo do sucesso mas antes na sua criação. Estar num palco à frente de uma multidão em delírio, vê-la cantar as letras que vou debitando, fazê-la dançar os ritmos contagiantes, senti-la arrepiar nos meus improvisos. Sonho alto; é isso, falta-me o sucesso da emoção. Não a minha, mas a que se consegue provocar nos outros, na mole humana que nos procura para fruir. Esse poder não enjeito, nunca o terei, mas consigo imaginar a alegria de fazer os outros sentir. Como devo estar enganado, há-de ser bem melhor!
Ele: Deixem-me cantar!

Alguém: Atirem-no ao rio!
Ele: Deixem-me cantar!

Alguém: Atirem-no ao rio!
quinta-feira, junho 09, 2005
Escrever ao desafio

O Webcedário “afirma” ter feito o maior post do mundo. Eu “desminto”, o maior é este!
Nota: Para quem não percebeu a expressão; somatório de i, com i a variar de 1 a infinito. Podia ter feito uma progressão geométrica ou outra; na verdade, bastava ter feito o símbolo de infinito.
quarta-feira, junho 08, 2005
Provérbios meus
Há mais marés do que enjoos!
segunda-feira, junho 06, 2005
Défice
Conversa entre dois namorados com trinta anos de diferença.
Ela: não sei o que levar, gosto de todos!
Ele: adoro a tua naturalidade, leva este que é barato.
Ela: és um querido, mas olha, gosto mais daquele!
Ele: hmmm... pareces uma criança, entusiasmas-te à primeira!
Ela: pois... eu sei que demoras mais a ferver, o teu coração já não é o que era!
Ele: a idade dá sabedoria...
Ela: e barriguita.
Ele: antes isso do que roupa espampanante ou nudez insinuada...
Ela: mas tenho corpo para isso e tu gostas, diz lá se não gostas!
Ele: eu ou os outros?
Ela: querido, pára de gozar comigo! Compras-me este?
Ele: não achas que é caro?
Ela: fofo, kido, então?
Ele: o que eu não faço por ti!
Ela: bigado paizinho...
Ele: ah! o amor...

Ela: o kido está a dançar muito depressa, olhe o seu coração...
Ela: não sei o que levar, gosto de todos!
Ele: adoro a tua naturalidade, leva este que é barato.
Ela: és um querido, mas olha, gosto mais daquele!
Ele: hmmm... pareces uma criança, entusiasmas-te à primeira!
Ela: pois... eu sei que demoras mais a ferver, o teu coração já não é o que era!
Ele: a idade dá sabedoria...
Ela: e barriguita.
Ele: antes isso do que roupa espampanante ou nudez insinuada...
Ela: mas tenho corpo para isso e tu gostas, diz lá se não gostas!
Ele: eu ou os outros?
Ela: querido, pára de gozar comigo! Compras-me este?
Ele: não achas que é caro?
Ela: fofo, kido, então?
Ele: o que eu não faço por ti!
Ela: bigado paizinho...
Ele: ah! o amor...

Ela: o kido está a dançar muito depressa, olhe o seu coração...
Burrice e maldade
Ao longo dos séculos, estes dois epítetos têm andado de mãos dadas para mal do nosso discernimento. Na verdade, destrinçar os dois é fundamental para não se julgar indevidamente. Um acto maldoso pode não ser perverso, pode não ter alcance maior do que a limitação de quem o fez. Basta não haver intenção de dolo, mas tão somente a incompreensão das consequências que daí possam advir. E a reacção, a maior das vezes, será de perplexidade, não fossem as vítimas surpreendidas pelo inesperado.
Hoje olho para trás e sinto-mo confortado com a minha burrice; contudo, não sei se os outros a viram assim...
Quem nunca errou que zurre à vontade!

O português tem muita dificuldade em reconhecer o erro, e isso é muito pior para a nação do que o défice.
Hoje olho para trás e sinto-mo confortado com a minha burrice; contudo, não sei se os outros a viram assim...
Quem nunca errou que zurre à vontade!

O português tem muita dificuldade em reconhecer o erro, e isso é muito pior para a nação do que o défice.
sábado, junho 04, 2005
Telegrama do Além
Entrei em coma há 2 semanas e recuperei hoje a consciência por breves instantes. Ao fundo da cama uma televisão debita noticiários. Défice excessivo, Benfica campeão; constituição europeia chumbada, Benfica campeão; euro em queda, Benfica campeão; taxista assassinado, Benfica campeão; crimes de guerra na Bósnia, Benfica campeão...
Chamei a enfermeira, “por favor… desligue a máquina!”.

Frase da noite: “Tásse bem no além, poix tásse!”
Adivinha
Não estou aqui nem aí,
em sítio nenhum estarei,
por trabalhos me meti,
mas em tempo voltarei.
Chamei a enfermeira, “por favor… desligue a máquina!”.

Frase da noite: “Tásse bem no além, poix tásse!”
Adivinha
Não estou aqui nem aí,
em sítio nenhum estarei,
por trabalhos me meti,
mas em tempo voltarei.
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