segunda-feira, junho 13, 2005

Médias e desvios padrão

Informaram-me que entrei no top 50 do blogómetro. Tentei tirar as devidas ilações e a conclusão foi fácil. O Google está a aumentar a minha audiência; verdade, verdadinha, o que eles querem são as minhas imagens. Depois disto regresso à mediocridade, recordando que nisto das médias há muito que se lhe diga: Uma pessoa que tenha a cabeça num forno e os pés num frigorífico está a uma temperatura média agradável!



Como escreveu aqui alguém... a maioria dos "hits" são meus!

domingo, junho 12, 2005

Sin City

Não é um filme qualquer. O preto-e-branco domina o cenário, dando-lhe o dramatismo que a adaptação da banda desenhada requeria. Os planos são irreais assim como as personagens. Um elenco de luxo. Mickey Rourke é simplesmente sublime, um papel à sua medida; nunca entendi porque foi proscrito durante tanto tempo. Benicio del Toro, um monstro da representação. A banda sonora não fica atrás do imaginário criado.
Empolgante, brutal, impiedoso, caricatural, demasiado revolucionário para ser visto com indiferença. Sentimento igual só o tive em Pulp Fiction. Um filme genial, repito, genial!


Angels...


... and demons!

Cool!

Snapshots from Heaven

Pode não ser o paraíso, mas anda lá perto! A beleza de um local revela a inteligência do seu povo, só os sábios preservam o ambiente.


Será possível ficar indiferente a tamanha beleza?

Lagoa de Santiago. S. Miguel, Açores.


KARAOKE
(Turning Away, Pink Floyd)
WAV

Couch surfing

Há malta que viaja assim! Vocês sabiam? Lá que parece apelativo, parece. E não falo de se poupar na estadia, mas sim de se conhecer um país por dentro com cicerones que nos percebem. Ora bem, apetece-me viajar para Bora-Bora, deixem ver...


Vou apontar ao calhas...

Porto?! Vou apontar outra vez!

Demagogia

O Blasfémias, assim como grande parte dos blogues políticos (aqueles que se preocupam com o exercício do poder), abordou o problema da acumulação do salário com a reforma. Por ser tema que toca a todos, fica aqui a reflexão que lá deixei:

Quanto à matéria de facto aqui abordada penso que tem 2 dimensões. Uma que respeita ao valor da reforma, outra que se prende com a simultaneidade da pensão com o vencimento de um cargo público. Quanto à primeira estou totalmente de acordo com a vossa análise (1), o mesmo já não direi quanto à segunda. De facto, descontar para uma reforma é assumir que um conjunto de Cash-flows(2) vai originar outros a partir de uma data certa. A reforma não se prende só com a idade ou anos de serviço, mas com o direito que se reconhece a alguém de receber algo pelo que descontou num determinado período. Garantida a reforma, poderá essa pessoa iniciar nova actividade a bem da criação de valor para si e para o País, sem que se confundam direitos adquiridos com regalias indevidas. Demagogia será pensar que é ultrajante acumular reforma e salário na função pública quando o mesmo pode ser feito na privada! Quantos políticos estarão nesta situação (3)?

Vamos tratar os bois pelos nomes; estando colapsada a Segurança Social, não resta ao Estado senão diminuir os custos com os seus funcionários, mesmo que os principais visados sejam aqueles que estejam a contribuir para a criação de valor no País. Na verdade, a maioria dos reformados estará em casa a gozar o valor da reforma (a que têm todo o direito), outros há que ainda se sacrificam pelo bem comum. Poderão dizer-me que não, que é o fascínio pelo exercício do poder; pois bem, gostaria de vos ver na mesma situação! Ele há sacrifícios...





(1) Há, de facto, valores de reformas verdadeiramente ultrajantes.
(2) Cash-flow: fluxo de caixa, capital gerado durante um período. Numa empresa pode ser negativo, numa reforma não... por enquanto!
(3) O Presidente da República! Quando escrevi o comentário ainda não se sabia.

sábado, junho 11, 2005

Provérbios meus

Galinha a galinha enche o galo o papo!



Are you looking to me?

Vá idade

Anónimo, passeio-me por todo o lado sem o risco de ser importunado por um flash de um sedento paparazzi. Não conheço essa fama, não a procuro nem a desejo. Contudo, momentos há em que gostava de experimentar a vertigem do estrelato. Não; não o ser reconhecido, o dar autógrafos, o ser entrevistado ou estar em destaque nos escaparates. Não; o segredo não está no gozo do sucesso mas antes na sua criação. Estar num palco à frente de uma multidão em delírio, vê-la cantar as letras que vou debitando, fazê-la dançar os ritmos contagiantes, senti-la arrepiar nos meus improvisos. Sonho alto; é isso, falta-me o sucesso da emoção. Não a minha, mas a que se consegue provocar nos outros, na mole humana que nos procura para fruir. Esse poder não enjeito, nunca o terei, mas consigo imaginar a alegria de fazer os outros sentir. Como devo estar enganado, há-de ser bem melhor!


Ele: Deixem-me cantar!

Alguém: Atirem-no ao rio!

quinta-feira, junho 09, 2005

Escrever ao desafio





O Webcedário “afirma” ter feito o maior post do mundo. Eu “desminto”, o maior é este!




Nota: Para quem não percebeu a expressão; somatório de i, com i a variar de 1 a infinito. Podia ter feito uma progressão geométrica ou outra; na verdade, bastava ter feito o símbolo de infinito.

quarta-feira, junho 08, 2005

segunda-feira, junho 06, 2005

Défice

Conversa entre dois namorados com trinta anos de diferença.

Ela: não sei o que levar, gosto de todos!
Ele: adoro a tua naturalidade, leva este que é barato.
Ela: és um querido, mas olha, gosto mais daquele!
Ele: hmmm... pareces uma criança, entusiasmas-te à primeira!
Ela: pois... eu sei que demoras mais a ferver, o teu coração já não é o que era!
Ele: a idade dá sabedoria...
Ela: e barriguita.
Ele: antes isso do que roupa espampanante ou nudez insinuada...
Ela: mas tenho corpo para isso e tu gostas, diz lá se não gostas!
Ele: eu ou os outros?
Ela: querido, pára de gozar comigo! Compras-me este?
Ele: não achas que é caro?
Ela: fofo, kido, então?
Ele: o que eu não faço por ti!
Ela: bigado paizinho...


Ele: ah! o amor...

Ela: o kido está a dançar muito depressa, olhe o seu coração...

Burrice e maldade

Ao longo dos séculos, estes dois epítetos têm andado de mãos dadas para mal do nosso discernimento. Na verdade, destrinçar os dois é fundamental para não se julgar indevidamente. Um acto maldoso pode não ser perverso, pode não ter alcance maior do que a limitação de quem o fez. Basta não haver intenção de dolo, mas tão somente a incompreensão das consequências que daí possam advir. E a reacção, a maior das vezes, será de perplexidade, não fossem as vítimas surpreendidas pelo inesperado.
Hoje olho para trás e sinto-mo confortado com a minha burrice; contudo, não sei se os outros a viram assim...


Quem nunca errou que zurre à vontade!

O português tem muita dificuldade em reconhecer o erro, e isso é muito pior para a nação do que o défice.

sábado, junho 04, 2005

Telegrama do Além

Entrei em coma há 2 semanas e recuperei hoje a consciência por breves instantes. Ao fundo da cama uma televisão debita noticiários. Défice excessivo, Benfica campeão; constituição europeia chumbada, Benfica campeão; euro em queda, Benfica campeão; taxista assassinado, Benfica campeão; crimes de guerra na Bósnia, Benfica campeão...
Chamei a enfermeira, “por favor… desligue a máquina!”.




Frase da noite: “Tásse bem no além, poix tásse!”


Adivinha
Não estou aqui nem aí,
em sítio nenhum estarei,
por trabalhos me meti,
mas em tempo voltarei.

sábado, maio 21, 2005

Minority report

Uma semana fora. Se fossem férias iria bronzear-me num destino exótico... talvez num terraço de Lisboa. Assim, como vou em trabalho, sempre que me telefonarem digo, "You've reached French Polynesia Telecom. Your call will be transferred to a voice mail, please hold the line and leave your message after the tone. This is not a roaming call. It’ll be charged as an international connection. Beep!"



Quem vai de férias quer descanso!

O mistério do blogueiro desaparecido! (14)

Mais um episódio desta Saga! Quem quer continuar o desafio? Quem se atreve...


Links:
História: O Enigma
Último post: Na corrente do Bengo (1)


No quarto, sentado, num cadeirão velho de veludo gasto e esverdeado, Tiago, amorfo, já só mantém do antigamente a tez bem morena que lhe ficou por herança. Tudo o resto são memórias e rugas finas, indeléveis. Deixa-se ficar parado no tempo porque lhe facilita o presente. Em determinadas circunstâncias até sorri, ainda que ninguém o veja. Um sorriso trocista, irónico. Volta a ser o menino que corria pela imensa praia de águas quentes, atrás de caranguejos que nunca conseguiria agarrar. (ver continuação em "O Enigma")

quarta-feira, maio 18, 2005

Alucinação Verde

Hoje será um dia verde. Uma mulher vai acordar e vestir-se de verde, e com o seu cachecol verde irá para um estádio verde. Sentada num banco verde, olhará para os restantes verdes e fará um sorriso verde. Os jogadores entrarão em campo e, subitamente, ela ficará branca... num impulso gritará, “Ricardooooo!”. Este, ouvindo o berro, fará a defesa da sua vida! De seguida o árbitro iniciará a partida; as notas serão verdes, não haverá cartões vermelhos...



Hoje sou Sportinguista!


Acompanhar a foto com esta história:
CSKA_1: foi ele!
Árbitro: quem, quem?
CSKA_2: ele, ele!!
Árbitro: mas quem?
Nos altifalantes ouve-se: "Frize, quero mais... please!"
CSKA_3: aquele!
Árbitro: estão a tentar confundir-me?!
CSKA_4: nada disso, está a olhar para o lado errado?
CSKA_3: estás a chamar-me mentiroso?
Nos altifalantes ouve-se: "Frize, a água que Deus 'quise'!"
CSKA_4: estás a falar comigo?
CSKA_3: a tua mulher há-de acabar no Passerele!
CSKA_4: e a tua em Monsanto!
Agridem-se mutuamente. O CSKA_3 cai no relvado. O árbitro, tomando notas verdes, expulsa o CSKA_4. Nunca um vermelho fez sorrir tantos verdes...
Nos altifalantes ouve-se: "Frize, deixa jogar o Mantorras!"

O mistério do blogueiro desaparecido! (13)

Mais um episódio desta Saga! Quem quer continuar o desafio? Quem se atreve...


Links:
História: O Enigma
Último post: O engano (6)


A expressão de Ricardo não deixava transparecer nenhuma réstia de emoção, tinha um ar penetrante e duro. As bolhas da hidromassagem invadiam a banheira; passou os dedos dos pés num gesto lento e demorado pelo corpo de Eva enquanto esta tentava alcançá-lo. Ele impediu-a de se mover num gesto delicado e ao mesmo tempo insensível, sentia que devia ser ele a dominar; as cartas estavam lançadas e ele detinha a jogada mais alta. (ver continuação em "O Enigma")

Take One!

Encontrei um pedido na caixinha de Pandora...


1. Qual o último filme que viste no cinema?
Tenho visto vários filmes, a maioria fora do cinema. Sideways não foi o último, mas dos últimos é o único que merece ser recordado.

2. Qual a tua sessão preferida?
A dois!

3. Qual o primeiro filme que te fascinou?
Trinitá, o cowboy insolente. Ainda hoje assobio a música!

4. Para que filme gostarias de te ver transportado(a)?
Tudo menos os do Manoel de Oliveira. Antes o comunismo...

5. E já agora, qual a personagem de filme que gostarias de conhecer um dia?
Madame Claude, dizem que tinha bons contactos...

6. E que actor(actriz)/realizador(a)/argumentista/produtor(a) gostarias de convidar para jantar?
Nicole Kidman (actriz) para ver como lidava com os espargos, John Travolta (actor) para o ouvir falar da sua vida, Orson Wells (realizador) para me surpreender com o inusitado, Kubrick (argumentista) para me contar os detalhes de I.A, o filme da minha vida. Alguns já faleceram... mas convidava-os na mesma!

7. A quem vou passar isto?
Ao Papa... alguém mete uma cunha?


Take one, action!...

"Mééééé!!!"

segunda-feira, maio 16, 2005

Quarentena

Já o tinha dito, jamais apagaria um comentário por mais ofensivo que fosse. Hoje, contudo, alguém que sabe quem sou, escreveu o meu nome por extenso acompanhado por um comentário insultuoso. Estaria tudo bem se não se escondesse atrás do anonimato!
Assim, e durante breves momentos, este blogue vai estar sem comentários para quem comentou se poder concentrar nesta ideia:


Se és mulher e estás a ser ignorada, lamento; se és homem... juro que não sabia que ela era tua mulher!


Uma das prerrogativas de se ter um blogue é poder escrever o que se quer, mesmo os vitupérios.... agora sim, sinto-me mais leve. Ándale, arriba, arriba!

Fashion

Ir a Paris e ficar no Hilton...



Sou uma rapariga simples e provinciana! hihihi!

Back to basics

Este blogue estava a precisar disto; time for brunettes!


Não sei o que faça...

Rachel Bilson

O mistério do blogueiro desaparecido! (11)

Mais um episódio desta Saga! Quem quer continuar o desafio? Quem se atreve...


Links:
História: O Enigma
Último post: O engano (4)


Desperto pela pancada deu-se conta de que o carro se encontrava em movimento. Pouco podia fazer, pois estava fortemente amarrado e qualquer esforço tirar-lhe-ia as energias que, provavelmente, necessitaria mais tarde. Ricardo perdeu a noção do tempo. Sentia o carro deslocar-se a uma velocidade alucinante, sem uma única paragem durante, o que lhe pareceram ser, horas de viagem. (ver continuação em "O Enigma")

domingo, maio 15, 2005

Político

A Gotinha e a Nokas desafiam-me a responder a um questionário sobre um dia da minha vida, de preferência o de hoje. A Gotinha foi mais longe, suspeita que sou um agente da polícia judiciária, o que é o mesmo que suspeitar que sou bófia, bufo ou chibo, epítetos que usava na tenra idade para acarinhar os ditos agentes. Não fosse a minha amizade por ela e suspeitaria que fosse freira só para a deixar pensativa sobre a vida em clausura! Gotinha, Judiciária... “not even in my wildest dreams!" :)


QUE FAZES NESTE MOMENTO?
Um esforço para responder... ainda não acordei completamente; na verdade, nem sei o que faço, nem faço o que sei!

QUE PLANOS TENS PARA ESTE FIM DE SEMANA?
É fim-de-semana? Ainda bem que avisas! Já te disse que estou ensonado, deixa ver como está o dia... (abri a persiana)... pelo aspecto vou continuar a dormir, tens programa melhor?

QUE COISAS TE CAUSAM STRESS NESTE MOMENTO?
Pedirem-me para responder a um inquérito, seria penoso! Deitar-me e não adormecer, seria um pesadelo! Perder a minha cama, seria dramático!

QUE FIZESTE DESDE O ACORDAR ATÉ AGORA?
Queres que repita? Afinal quem é que está com sono? Vai dormir que eu também!

A QUEM IRÁS PASSAR ESTE TESTE FANTÁSTICO (ESTA PAIN IN THE ASS)?
Ia lá eu acordar alguém a esta hora! Mas para não parecer do contra, deixo o critério a quem por aqui passar e ficar com muita vontade...


Utilizei a famosa técnica de desconstrução semântica tão em voga no parlamento; Gotinha, afinal acho que sou político, mas posso estar ainda a sonhar!

Correspondência

Confundes-me, olhas e confundes-te
nessa confusão atribulada que te visita
sempre que me procuras e me encontras;

Confundes-me, tocas e confundes-te
quando sentes o quente que de mim emana
e pensas que é tua a semente do desejo;

Confundes-me, beijas e confundes-te
nos lábios oferecidos de pronto
na procura de língua que te acompanhe;

Confundes-me, sorris e confundes-te
porque me dedicas o que nunca procurei
sem ter para dar outra simpatia;

Ah! como queria ser confusão maior,
um boato que em nós começa e acaba;
confundo-te, amas e confundo-me!



Nota: Esta correspondência não tem destinatário. Há correspondências não correspondidas...


KARAOKE
(Walk Idiot Walk, The Hives)
Music
(Vão estar no dia 28 no festival Super Bock Super Rock)

sexta-feira, maio 13, 2005

Mass Age

Hoje estou a precisar disto... muito!!!



Não, não pode dormir agora!

Acompanhar a foto com esta história:
Ele: quem de nós dois?
Ela: eu, claro! (sorrindo)
Ele: e depois queres que te abra a porta?
Ela: eu venho cedo...
Ele: pois... e ainda queres que te diga “você é linda”!
Ela: querido, é só uma massagem e terás a tua a seguir!
Ele: tivesse eu amor maior, o pior é que tu sabes...
Ela: (sorrindo) Vá lá... uma massagem de pedras quentes... hmmm!
Ele: antes a lapidação, vi o gajo e tem mãos de quem vai cortar lenha!
Ela: (rindo) Tu matas-me, agora chamas-me tronco... logo eu que sou um palito!
Ele: quem é amigo, quem é?
Ela: é um palpite meu ou estás com receio?
Ele: nada disso, brinco, e agora vai!
Ela: és o primeiro e o segundo sol! És tudo! Até já, querido...
Ele: (pensando) és um furacão, sinto o teu vento!


(Música: Quem de nós dois por Ana Carolina, Abra a porta e Palpite por Adriana Calcanhoto, Você é linda por Caetano Veloso, Amor maior e Vento por Jota Quest, Lenha por Simone, Amigo por Milton Nascimento, O segundo sol por Cassia Eller)

O mistério do blogueiro desaparecido! (10)

Meus caros, a partir de agora vou deixar os textos desta história no blogue que criei para este "projecto". Peço-vos para fazerem aí dois tipos de comentários. O primeiro será de autor, servirá para acrescentar um fio ao novelo do enredo; o segundo será de comentador, servirá para dizerem se gostam, se entendem que a história está no bom caminho e para darem sugestões. Todas as ideias são bem-vindas!
Agora, o "EXACTO" volta ao seu ritmo!

Links:
História: O enigma
Último post: O engano (3)


Ficou entregue a si próprio enquanto pelo seu espírito passavam os mais díspares pensamentos. O silêncio tomava conta do ambiente e ele ia reparando angustiado nos pormenores do espaço onde estava. Com esforço, rodou a cabeça e olhou para o telemóvel, tentando alcançá-lo com os pés mas sem sucesso. (ver continuação em "O enigma")
(Charlie)



Quem o teria vestido e amarrado? Porquê?

O mistério do blogueiro desaparecido! (9)

Projecto: esta é uma história a várias mãos. Eu dou o ritmo mas os acordes são vossos. Continuem a história na lógica traçada. Boa escrita.

A partir de agora podem acompanhar a história num blogue feito a preceito. A criação continuará a ser feita aqui; o outro blogue servirá para dar consistência ao texto, para permitir seguir o encadeamento dos posts.

Índice: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9


Instalado o mistério, agora só faltava descobrir todas as peças do puzzle e depois juntá-las…
“ Porque raio me mentiu ela?”- pensava Ricardo enquanto se dirigia ao elevador.
Tão absorto estava que nem se dera conta de alguém que seguia todos os seus gestos.
“Vou pôr-me em campo e tratar de fazer alguns telefonemas!”

Começaria por telefonar para a empresa onde Eva trabalhava. Mas, à medida que organizava ideias e tomava decisões, ia-se instalando algum desconforto e muitas dúvidas.
Entrou no quarto e sem prestar grande atenção ao espaço que o rodeava, procurou o telefone...
(Eva[são])

Do outro lado da linha o sinal continuo de "ocupado". O nervosismo começava a aumentar, pois cada chamada era uma tentativa falhada. O telemóvel de Eva estava desligado e do escritório dela ninguém atendia. O que se passaria? Sentia-se completamente desorientado.
Arrefecer as ideias. Era isso que necessitava fazer. Um duche talvez não fosse má ideia. Como um autómato dirigiu-se à casa de banho e abriu a torneira da água quente. Voltou atrás e olhou o telefone pensativamente. Entrou no banho para relaxar. Nada como um longo duche de água quente. Sempre fora este o método mais eficaz de por as ideias em ordem, nunca falhara, não iria ser agora.
Completamente absorto nem se deu conta da entrada de alguém no quarto. Subitamente apercebeu-se de que não estava só, pois havia qualquer coisa no ar que denunciava uma presença. Ricardo reconheceu o odor que lhe entrava pelas narinas e lhe enchia os pulmões. Eva estava ali. Cego de todos os sentidos nem se questionou como ela teria ali entrado.
Envolto numa toalha entrou no quarto. Não se enganara. Ali estava Eva, como uma miragem, mais sedutora do que nunca.
(Cherry Pie)

Ricardo, estupefacto, balbuciou: mas, não vinhas... às cinco?
Eva: hmmm... parece que não gostaste de me ver... (sorriso)
Ricardo, disfarçando: sempre que te vejo fico assim, aparvalhado...
Eva: hahaha! Gostava de te ver com essa cara, há-de vir o dia...

Ele, aproximando-se, agarrou-a e olhando-a nos olhos penetrou para além do azul, o seu olhar era sedutor, era ele quem dominava. Eva, percebendo o momento, deixou-se ir na corrente do desejo. Ricardo levantou-a no ar e deixou-a enredar as pernas no seu torso. Enquanto se beijavam apaixonadamente, percorreu o quarto até a encostar à parede, mesmo ao lado da cama de dossel em ferro forjado, uma peça única, como todas as outras do hotel. Ela gemeu no embate, sorrindo de seguida a aprovar o desafio. Eva desceu com as mãos no peito e, num movimento só, arranhou-lhe a pele.

Ricardo: estás louca?
Eva, sorrindo: no rules... ok!
Ricardo: no skin... for sure!
Eva: hahaha! Adoro-te!

Deixando-se cair para o lado, Ricardo projectou-a para cima da cama. O colchão devolveu-a como uma mola num pequeno salto que a fez rir. Abraçaram-se e rebolaram na cama como dois miúdos. Eva ficara por cima dele, sentada, com um sorriso provocador.

Eva: fecha os olhos!
Ricardo: para quê?
Eva: nunca se questiona uma surpresa!

Ricardo, fechando os olhos, deixou escapar um longo suspiro como quem espera o prazer; sentia-se egoísta, queria receber. Eva, agarrando um lenço pousado numa das mesinhas de cabeceira, vendou-lhe os olhos.

Ricardo: que fazes?
Eva: calma, vais gostar!

Não lhe falaria agora, pensou, teria de haver uma explicação plausível. Aquela mulher nunca fora mistério, desde o início que lhe mostrou as cartas e ele conhecia bem as amarras e caminhos por onde ela andava. Fora sempre franca, nunca lhe escondera nada, nunca, nem os temas mais íntimos como um aborto...
Eva, agarrando-lhe um pulso, algemou-o à cabeceira num gesto rápido. Ainda não se tinha recomposto da surpresa e já Eva lhe algemara o outro pulso. Ela, pressentindo o espanto disse-lhe, “relaxa... estás por minha conta e vou-te levar aonde nunca foste, nem nos teus sonhos mais loucos!”
Batem à porta insistentemente.

Ricardo: o que se passa?

Agora o tom era de pânico. Eva, retirou-lhe a venda e colocando-lhe o indicador na boca fez, “Schhhh!”. Levantou-se, recompôs o vestido e dirigiu-se à porta da suite que ficava noutra sala. Ele conseguia ouvir as vozes em sussurro, como se quisessem esconder algo. O tempo parecia uma infinidade e Ricardo começava a impacientar-se, foi então que gritou, “Eva, então?!”.
Os passos fizeram-se sentir na sua direcção, não seria só ela, viria acompanhada. Entraram no quarto; ao lado de Eva uma mulher asiática, japonesa pelos traços ligeiramente angulosos que as diferenciam das chinesas; esta dispara de pronto: “Is this the guy?”. Eva, sorrindo, confirma com um movimento de cabeça. Saem do quarto deixando atrás de si a porta fechada. Ricardo não esboçou um gesto, não proferiu uma palavra. O assombro era tal que não percebera que estava encarcerado no seu próprio quarto.
(João Mãos de Tesoura)



Preso ao amor...

quinta-feira, maio 12, 2005

Loja dos 300

Não, não é uma tartaruga mas sim uma chinesa que morreu hoje com 120 anos. Pela expressão da cara parece ter valido a pena!



Li Cairong entrou para o Guinness Book pois era a pessoa mais velha do mundo. Não tentem fazer isto em casa..

Desportivismo

Sou morcego pela Académica e Dragão pelo Porto, já o disse, mas no resto sou português. Na próxima quarta-feira vou ser Leão pelo Sporting, ah pois é, VOU À FINAL DA TAÇA UEFA, para mim não será a primeira vez! Só eu sei...


Dia 18, Portugal estará a olhar para este rectângulo!

Vou estar com um cachecol do Porto a berrar... Portugal! Espero sobreviver! E tu, vais ao jogo?

quarta-feira, maio 11, 2005

Bombástico

Ricardo Araújo Pereira e seus acólitos nunca mais serão os mesmos. Agora, até eu lhes faço a vénia. De facto, foram eles os autores do blogue mais polémico da blogoesfera nacional, o meu pipi. Se dúvidas houvesse o Bino esclareceu-as, basta validar aqui (vejam o autor!). Ah ganda Bino!



Quem terá inventado o Bino...


KARAOKE
(Pimba, Emanuel)
Em honra ao Bino e a todos as portuguesas que sonham com um homem assim...

Rapazes da vida airada
oiçam bem com atenção
todos temos o dever
de dar às nossas mulheres
muito carinho e afeição.

são as mais lindas do mundo
donas do nosso coração
se somos meigos p'ra elas
dão-nos tudo tudo tudo
com toda a dedicação.

e se elas querem um abraço ou um beijinho
nós pimba, nós pimba
e se elas querem muito amor muito carinho
nós pimba, nós pimba
e se elas querem um encosto à maneira
nós pimba, nós pimba
e se elas querem à noitinha brincadeira
nós pimba, nós pimba

elas são tudo p'ra nós
e não me digam que não
temos de lhes dar amor
nunca nunca as deixar sós
e consolar seu coração

quando estão apaixonadas
são-nos muito dedicadas
por isso rapaziada
convem que elas sintam
que por nós são muito amadas

O mistério do blogueiro desaparecido! (8)

<Projecto: esta é uma história a várias mãos. Eu dou o ritmo mas os acordes são vossos. Continuem a história na lógica traçada. Boa escrita.

A partir de agora podem acompanhar a história num blogue feito a preceito. A criação continuará a ser feita aqui; o outro blogue servirá para dar consistência ao texto, para permitir seguir o encadeamento dos posts.

Índice: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9


O avião aterrou sem novidade. O dia estava cinzento e Heathrow não convidava; não é um aeroporto bonito, daqueles em que as gares nos esmagam com lobbies monumentais de aço e vidro. Ricardo chegou só mas a excitação era grande. Eva não iria falhar, não depois do que cresceu entre eles; a cumplicidade enraizara-se e com ela vieram as verdades, as ocultas. Ela era casada há 8 anos; não era infeliz mas não encontrava no casamento o sal da vida, não se sentia viva. Pediu-lhe para tolerar uma situação dúbia, algo que o tempo se encarregaria de resolver, só ainda não sabia como.
Tinham passados dois meses desde o primeiro encontro e a oportunidade surgiu quando Eva lhe falou numa feira em Londres. Ela era marketer da P&G e iria participar na apresentação de uma nova linha de produtos. Ricardo não deixou fugir a ocasião e sugeriu acompanhá-la. A pausa na resposta ao telefone deixou-o inseguro.

Eva: sabes que eu sou casada e vou com colegas...
Ricardo: sei... mas sei também que podemos contornar isso, basta querermos e usarmos a nossa imaginação.
Eva: ... tu tentas-me... ai, Ricardo, como seria bom...
Ricardo: vai ser, deixa-me tratar de tudo! Qual é o hotel?
Eva: olha, eu vou estar no Royal Garden (pausa longa)... querido, já me convenci... seria óptimo se pudesses ficar aí, assim dormíamos juntos...
Ricardo: claro que ficamos, a Space nunca me falhou uma reserva, nem mesmo as last minute. Já agora aproveitamos e ficamos o fim-de-semana, assim teremos dois dias só para nós!
Eva: tu és terrível... está bem! Vou dizer ao Artur que aproveito para visitar uma amiga de faculdade que vive em Knightsbridge.
Ricardo: e sou eu o terrível... (risos)
Eva: não me provoques, tu não me provoques que ainda desisto! (risos)
Ricardo: e à noite acordavas e pensavas em mim?
Eva: e mais qualquer coisa...
Ricardo: hmmm... tenho de ver isso!
Eva: agora vai, chato... tenho de trabalhar!
Ricardo: e eu também, tu é que pensas que a vida é fácil e que as viagens caem do céu! (risos)
Eva: pois... falamos logo, beijinhos!
Ricardo: beijo!

Viajar de táxi em Londres é uma experiência única. Não só porque o london cab não tem igual, mas também porque circular pela esquerda nunca deixa de ser estranho. O trajecto foi agradável e ele aproveitou para relembrar uma viagem que fizera com os pais há muitos anos atrás.
O táxi entrava agora no parque do hotel. Como era belo; a secretária que lho marcara tinha razão, seria certamente um dos hotéis mais belos da cidade. Já no lobby dirigiu-se à recepção. Fez um check-in rápido pois a vontade de um banho era muita. Tinha um recado, era dela.

“Querido, tive de sair mais cedo, chegarei por volta das cinco. Aproveita e descansa, vou precisar de ti em forma! Beijos, Eva”.

Dirigui-se aos elevadores quando se cruzou com um grupo de italianos que entrava ruidosamente numa das salas de reuniões do hotel. Voltou atrás por impulso. Na recepção um dos funcionários apressou-se a perguntar-lhe se estava tudo bem. Ricardo sorriu e disse que ainda era cedo para reclamações. A pergunta que tinha era simples, a resposta foi devastadora. Não havia nenhuma feira de consumíveis, Eva não viera em trabalho!
(João Mãos de Tesoura)


A cama era king size...