quarta-feira, janeiro 05, 2005

Blue

Apetece-me dançar um slow ...




Karaoke

Behind Blue Eyes
(Limp Bizkit)

No one knows what it's like
To be the bad man
To be the sad man
Behind blue eyes
And no one knows
What it's like to be hated
To be fated to telling only lies

[Chorus:]
But my dreams they aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours, only lonely
My love is vengeance
That's never free

No one knows what its like
To feel these feelings
Like i do, and i blame you!
No one bites back as hard
On their anger
None of my pain and woe
Can show through

[Chorus]

Discover l.i.m.p. say it [x4]
No one knows what its like
To be mistreated, to be defeated
Behind blue eyes
No one knows how to say
That they're sorry and don't worry
I'm not telling lies

[Chorus]

No one knows what its like
To be the bad man, to be the sad man
Behind blue eyes.

Bloqueador de conversa

Basta um olhar para ensurdecer as palavras.


Dizias ...

Do outro lado estava um sorriso!

Wet

E se dúvidas houvesse sobre as morenas ...


Miau ...

Selva

Há mulheres felinas. Que ninguém lhes lime as garras ...


Perdi o meu anel ...

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Frustração

O Expresso está a tornar-se num jornal sem...anal!
Acumula tudo o que faz!


domingo, janeiro 02, 2005

Onda de Choque

A revolta foi muita; não se concebe a razão da violência, da indiferença, da dimensão apocalíptica da Natureza. Infelizmente, a reacção à tragédia foi também ela uma derrota.

Quando nos comparamos a outros fazemos de nós o padrão. Basta movermo-nos para levarmos connosco o centro do mundo. Este erro de referencial faz-nos acreditar que somos a razão de tudo e quebrar esta regra é admitir que não temos desígnio, que a Fé é inútil.

Acredito que não há verdades maiores do que outras, que a minha Fé é igual à dos Judeus, Muçulmanos e outras doutrinas, que todos fazemos parte de uma energia que não nunca saberemos explicar. Acredito ainda que essa energia se ajusta, que melhora quando nós nos transcendemos e que esse é o nosso propósito. O bem e o mal surgem assim como balizas da conduta, como opções do livre arbítrio.

Ter o destino predefinido seria um logro ao desígnio, seria admitir que o que fazemos é irrelevante. É esta incerteza que nos garante o desafio. O homem pode escolher e isso impede-o de desistir, e sempre que cai tem de se levantar mesmo que nada mais pareça fazer sentido. A natureza, essa, vai continuar a surpreender-nos para que não nos esqueçamos que somos parte dela e que na sua reorganização também nos temos de adaptar.

A Fé serve de roteiro, garante-nos que haverá sempre uma razão que ultrapassa a nossa dúvida. E de todos os credos anunciados não haverá um que dê a resposta pois a verdade ainda está para ser escrita ... é preciso ter Fé!


Não vivemos no Paraíso mas andamos lá perto ...

quinta-feira, dezembro 30, 2004

Tsunami

Foi há alguns dias ... hoje só consigo pensar naqueles que despareceram no mar, nos que estão debaixo dos escombros, dos que nunca se saberá!

Estive 15 dias a mergulhar num barco (live aboard) com mais 18 amigos meus e conheço bem toda a costa desde a União de Mianmar (ex-Birmânia) até à Malásia. Não consigo imaginar aquele paraíso destruído!

Ocorreu-me que um Tsunami deve ter demorado algum tempo a chegar às várias costas que devastou e ninguém, que se saiba (as protecções civis lá do sítio), alertou para o perigo. Ainda estou recordado da falsa ameaça que ocorreu no Algarve há uns anos e que obrigou ao encerramento de praias e à evacuação de localidades costeiras (como eles tinham razão! Mais vale prevenir ...).

De facto, a noção de civilização é bem retratada nesta definição: O desenvolvimento de um País é aferido pela sua capacidade de resposta a uma catástrofe!



A capacidade de resposta antes e depois da catástrofe ... qualidade da protecção civil, das infraestruturas (hospitais, casas, meios de comunicação, ...), da saúde, etc. Como seria em Portugal?

Paradise

A todos os que por aqui passam, e em particular a todos os que connosco partilham os seus comentários, os meus votos de um 2005 à vossa medida, nada menos, nada mais!
Viva a Vida!


Hoje acordei assim ...

terça-feira, dezembro 28, 2004

Liberdade

Pegou no cinzel e começou a esculpi-la. O mármore estava em bruto e nada indiciava que pudesse conter tamanha beleza, tamanho segredo. As primeiras pancadas fizeram-lhe tremer as mãos. A pedra era dura e ia obrigar a redobrado esforço. Nada o faria vacilar, afinal ele queria vê-la, senti-la.

Afastou-se um pouco para perceber a forma que dali brotava. Ali estavam os dois, pedra e escultor num descanso próprio de quem se estuda. Num gesto ameaçador ele avançou para o mármore e saltou para cima dele. Os veios da pedra pareciam latejar sob as suas botas gastas. Pediam-lhe luta, que a dominasse, que a tomasse sem pudor ou hesitação.

Num impulso impensado martelou a pedra com um golpe certeiro e sentiu-a ceder de mansinho. O rasgo quebrara a pedra em duas. O pedaço menor deslizou do topo e foi estilhaçar-se no chão; no impacto o apêndice explodiu em pequenos fragmentos que coloriram o chão com um pó branco. Para evitar a queda, ele saltou para o solo num reflexo felino. Nas costas, uma lágrima de suor escorreu para lhe lembrar que tudo tem um preço.

Não iria desistir. Não agora que a pedra ganhava forma. O cinzel voava freneticamente nas mãos inspiradas por um sonho, vê-la ali! E a pedra ia deixando cair o casulo para despertar a crisálida. As mãos, essas, doíam-lhe de tanto moldar. Sentia agora o exercício em slow motion; a dor acompanhava o cinzel em movimentos circulares que caiam sobre a pedra. E no movimento de regresso a dor tornava reforçada, como se a pedra a alimentasse num grito desflorado.

Parou, olhou-a novamente. O cinzel escorregou-lhe da mão e ao cair no chão deu duas piruetas que ele acompanhou com os olhos meio absortos. Não podia ser, não fora ele que fizera tamanha beleza. Ela, nua e alva, enfrentava-o deitada sobre um dos lados, como se tivesse estado sempre ali à sua espera. A mão dele acompanhou-lhe o perfil e o frio da pedra apertou-lhe o peito no desejo de mais vida, como se implorasse por alma.

As roupas caiam agora desordenadas ao seu lado. Ambos nus, ambos crus. Abraçou-a e deitando-se ao seu lado colocou-lhe uma perna por cima como se a pudesse ter mais assim. Os lábios dele procuravam agora os que criara. E assim ficou num torpor enamorado.

Fechou os olhos e sentiu, o coração que batia não era o seu. Abriu os olhos; não, não podia ser! Os olhos não lhe obedeciam, estavam selados e não abriam. Tentou afastar-se, mas não, os corpos estavam cravados. Um arrepio percorreu-lhe o corpo, sentia a força dela a aprisioná-lo. A emoção deu lugar ao medo, e se a quis não a queria agora mais.

Abriram a luz. A profundidade do atelier era recortada por sombras que o pequeno candeeiro não conseguia alcançar. Ela olhou a obra; meses de trabalho que as mãos não enganavam. Avançou e destapou a escultura coberta por um velho lençol. Ali estavam os amantes, tal e qual como os imaginara.


domingo, dezembro 26, 2004

Roteiro da emoção

Não seria um dia como os outros. Olhou a paisagem e sorriu. Em breve chegaria ao encontro planeado.

Falavam-se no chat há 3 semanas e nunca antes se tinham visto. Estranho, nenhum deles precisava do mundo virtual, eram demasiado seguros e extrovertidos; contudo, o fascínio pela descoberta impeliu-os para a net. As primeiras frases foram de picardia mas o interesse ficou. Foi ela quem depois o procurou e não seria uma novidade já que não o fazia pela primeira vez. Um divórcio recente e a necessidade de descobrir algo que lhe faltava impeliam-na à aventura. Ele parecia interessante; a foto e a apresentação no perfil do chat confirmavam o apelo.

O parque do centro comercial estava cheio. A proximidade do Natal criava a balbúrdia própria dos últimos preparativos. Ele chegara primeiro. Embora fossem 8 horas da tarde e há muito se fizera noite, ele estava de óculos escuros no mesmo registo da foto que ela conhecia. Sentia-se estranhamente tranquilo como se aguardasse alguém que sempre conhecera.

As conversas foram-se sucedendo a um ritmo diário. A empatia levou à confiança necessária para que ela partilhasse o seu telemóvel. A primeira chamada foi estranha; descobriram as vozes, doce a dela e sensual a dele. A empatia continuou. As gargalhadas prolongaram-se noite adentro entre confidências inconfessáveis. Tornaram-se cúmplices de verdades partilhadas e com a passagem dos dias ambicionavam que estas fossem reais, que nada fosse logro. Esse era o receio, conheciam-se pelo que o outro dizia de si, não havia outra garantia para além disso.

O telemóvel tocou. “Onde estás?”, perguntou-lhe ela. Ele indicou-lhe o sinuoso trajecto até ao seu carro. Ao cruzarem-se, ainda no carro, ela não conseguiu evitar um sorriso ao vê-lo de óculos; o cuidado no pormenor criava a emoção necessária à descoberta dos olhos. Como seriam?

A vontade de estarem juntos aumentava. Ele sugeriu-lhe passarem pelo menos um fim-de-semana juntos; nada menos do que isso para evitar que o que tivesse de ser dito não o fosse. O local seria uma surpresa, mas nunca muito longe da cidade dela.

Ele abriu-lhe a porta. Ela saiu do carro não conseguindo esconder o sorriso. Abraçaram-se, só! A força desse momento iria acompanhá-los depois. Ele tirou os óculos e sorriu no sorriso dela; perfeito, não havia desilusão.

O hotel era magnífico. À espera uma suite com uma cama king size. Olharam-se e ela corou. Tinham combinado que nada aconteceria que não tivesse de acontecer, e assim foi. O desconforto dela seria rapidamente quebrado. Ele, mais velho, aproximou-se e abraçando-a mirou-a nos olhos num profundo olhar; não haveria nada menor do que um beijo que calasse aquela vontade. Amaram-se repetidamente, este não era um encontro acidental.

Mudaram a bagagem dela para o carro dele. Arrancaram em carros separados pois ela ainda iria deixar o seu em casa. O encontro criara nela o último reduto de confiança que ainda necessitava. Agora no carro dele, agarrou-lhe a mão e acariciou-a continuadamente, como se o contacto físico lhe compensasse a ausência de alguém que se ambiciona. Ouviram música e as palavras deram lugar a sorrisos que trocavam sem receio.

Tudo era perfeito; o que faltava, o sexo, esse foi sublime. O encontro era de almas gémeas, diferentes na idade e condição, mas numa rara conjugação de interesses. O olhar era agora apaixonado, e se ele era mais afoito, ela, ao revés, não colocava nas palavras a emoção que sentia. Nunca o fez; nem antes, nem agora.

O carro assomou à entrada do resort. Os pesados portões abriram-se para dar entrada aos hóspedes. Esperavam um casal jovem e no início de algo, fora isso que ele dissera na reserva. O carro parava agora à frente do hotel. Ela não conseguiu esconder a surpresa que lhe invadiu a face. Ele prometera e cumprira. Confirmava-se o gentleman.

Chegara o tempo de partir. Ambos sentiram a mágoa, a força do inevitável. Tudo tinha sido encantamento até ali. Amavam-se, pensava ele. Ela defendia-se de algo que receava ser demasiado forte para a distância a que ficavam. Defendia-se também de uma nova relação pois temia o insucesso. Ela queria saber amar, sem sofrer, sem indiferença. Ele queria partir sem dúvidas. Só o futuro diria se a insegurança de ambos se transformaria em equívoco.

Na recepção confirmaram a reserva. Feito o "check in" o funcionário disse amavelmente “Bem-vindos ao nosso resort” e, dirigindo-se agora a ela, reforçou “a senhora poderá ainda hoje utilizar os nossos serviços de SPA”; o apelido usado, esse, era o dele …


O além é já ali …

Massagem de pedras quentes … ou as mãos de Deus!

Animal

O meu mais veemente protesto ao Pai Natal, ou por não ter lido a carta que lhe escrevi, ou por não se ter esforçado o suficiente!


Há cada embrulho ...

Natal (adj.): mais olhos do que barriga …

Cheque mate

Pus-me a pensar: “Afinal o Portas até fez um bom papel, o de 2ª dama …”


Atrás de um primeiro ministro há sempre ...

Ok!Ok! Quem nunca errou que atire a 1ª pedra ... eu nunca falhei desta distância!

sexta-feira, dezembro 24, 2004

Na tal do Exacto

A vós que me ledes não vos desejo nada material porque tudo tendes, brindo sim à vossa saúde!
Esta época de votos e desejos serve também para repensar a família e o Mundo; façamos disto algo melhor, deram-nos as ferramentas e a oportunidade, aproveitemo-la!




Como alguém já disse, mais vale abusar do Natal ao Fim de Ano do que do Fim de Ano ao Natal ...

terça-feira, dezembro 21, 2004

Santa Claus

Vou estar uns dias fora ... volto no Natal!


Um olhar perdido

Seria um engano...


Um carro chamado desejo

Seria uma boa prenda ...


Uma mulher de sonho

Seria uma tentação ...

Tudo ou nada

O meu tributo aos Da Weasel. A música não tem gerações ...


Estás na boa!



KARAOKE
(Retratamento, Da Weasel)

Vou levar-te para casa - tomar conta de ti
Dar-te um bom banho, vestir-te um pijama e…
Fazer-te uma papinha, meter-te na caminha
Ler-te uma historinha e deixar-te bem calminha
Ouve bem: Preciso de alguém do meu lado
Que me dê um bom dia com um sorriso bem rasgado
Amor pela manhã, pela tarde e pelo fim do dia
Mais um pouco quando sonho era o que eu queria
Não é preciso muito, é muito simples na verdade
Só quero amor bom, carinho, solidariedade
Faz-me rir e eu prometo que não te faço chorar
Trata bem de mim e eu bem de ti vou tratar
Olá nina, quero tratar de ti
Dar-te este mundo e o outro tenho tudo aqui
Chega só um pouco perto de mim
Acredita que nunca me senti assim
Trata-me bem – eu juro que suo sangue por ti
Faz a coisa certa como o Spike Lee
Podes usar e abusar tipo brinquedo favorito
Mas tem cuidado, por favor, não o deixes partido…
Dou-te tudo o que puder, tudo o que tiver
O que não tiver tiro aos deuses para a minha mulher!
Roubamos um foguete, vamos dar uma volta até à Lua
Escrevo um livro pelo caminho com a alma toda nua
Procriamos como coelhos e quando nos derem pelos joelhos
Procriamos mais um pouco porque eu adoro fedelhos
Escrevo o teu nome no meu corpo para toda a gente ver
Bem piroso e lamechas, como o amor deve ser…verdadeiro!!!
Olá nina, quero tratar de ti
Dar-te um mundo e o outro tenho tudo aqui
Chega só um pouco perto de mim
Acredita que nunca me senti assim
Gostas de filmes? Podíamos fazer um bem privado…
Eu escrevo, realizo e actuo do teu lado
Podes ser a minha estrela, vou-te dar um bom papel
Pouca palavra, muita acção, acredita que é mel
Nasceste para isto, tá tudo previsto
Por isso insisto e não resisto a dar-te mais um pouco disto
Amor puro, fresco como a brisa do mar
Tenho montes dele guardado, e tá quase a estragar
Envelheço ao teu lado, eu bem gordo tu bem magra
Acabamos com o stock nacional de Viagra
Faz-me rir e eu prometo que não te faço chorar
Trata bem de mim e eu bem de ti vou tratar
Olá nina, chega (aqui)ao pé de mim
Deixa-me dar-te o que tu mereces
Tu és a resposta para as minhas preces
Senta-te aqui vou-te cantar um som
Doce como tu, como um bombom
Olá, nina quero tratar de ti
Dar-te um mundo e o outro tenho tudo aqui
Chega só um pouco perto de mim
Acredita que nunca me senti assim
Vou levar-te para casa - tomar conta de ti
Dar-te um bom banho, vestir-te um pijama e…
Fazer-te uma papinha, meter-te na caminha
Ler-te uma historinha e deixar-te bem calminha
Ouve bem: Preciso de alguém do meu lado
Que me dê um bom dia com um sorriso bem rasgado
Amor pela manhã, pela tarde e pelo fim do dia
Mais um pouco quando sonho era o que eu queria
Não é preciso muito, é muito simples na verdade
Só quero amor bom, carinho, solidariedade
Faz-me rir e eu prometo que não te faço chorar
Trata bem de mim e eu bem de ti vou tratar
Olá nina, quero tratar de ti
Dar-te este mundo e o outro tenho tudo aqui
Chega só um pouco perto de mim
Acredita que nunca me senti assim
Trata-me bem – eu juro que suo sangue por ti
Faz a coisa certa como o Spike Lee
Podes usar e abusar tipo brinquedo favorito
Mas tem cuidado, por favor, não o deixes partido…
Dou-te tudo o que puder, tudo o que tiver
O que não tiver tiro aos deuses para a minha mulher!
Roubamos um foguete, vamos dar uma volta até à Lua
Escrevo um livro pelo caminho com a alma toda nua
Procriamos como coelhos e quando nos derem pelos joelhos
Procriamos mais um pouco porque eu adoro fedelhos
Escrevo o teu nome no meu corpo para toda a gente ver
Bem piroso e lamechas, como o amor deve ser…verdadeiro!!!
Olá nina, quero tratar de ti
Dar-te um mundo e o outro tenho tudo aqui
Chega só um pouco perto de mim
Acredita que nunca me senti assim
Gostas de filmes? Podíamos fazer um bem privado…
Eu escrevo, realizo e actuo do teu lado
Podes ser a minha estrela, vou-te dar um bom papel
Pouca palavra, muita acção, acredita que é mel
Nasceste para isto, tá tudo previsto
Por isso insisto e não resisto a dar-te mais um pouco disto
Amor puro, fresco como a brisa do mar
Tenho montes dele guardado, e tá quase a estragar
Envelheço ao teu lado, eu bem gordo tu bem magra
Acabamos com o stock nacional de Viagra
Faz-me rir e eu prometo que não te faço chorar
Trata bem de mim e eu bem de ti vou tratar
Olá nina, chega (aqui)ao pé de mim
Deixa-me dar-te o que tu mereces
Tu és a resposta para as minhas preces
Senta-te aqui vou-te cantar um som
Doce como tu, como um bombom
Olá, nina quero tratar de ti
Dar-te um mundo e o outro tenho tudo aqui
Chega só um pouco perto de mim
Acredita que nunca me senti assim

Memórias de um nariz

Fecho os olhos e deixo-me levar pelo aroma. Este é de infância e a ele facilmente me rendo. A casa da minha avó estava cheia dele e só isso garantia que haveria festa farta, presentes para todos e família em tertúlia. Se há rei no Natal esse é o bolo! Colorido, brilhante, pegajoso, faz com que o olhar se perca na magia do momento.

O palato e o Natal estão indissociavelmente ligados. E que reine a abundância, pois não faltarão os elogios ao bacalhau, peru, cabrito, leitão, roupa velha e demais iguarias. Se no prato o País varia, nos doces somos muito iguais. Filhoses, belhoses, rabanadas, sonhos, trouxa-de-ovos, queijos, tudo isso e muito mais. E que corra o vinho. Bem guardado, é nestes momentos que se partilham iguarias.
E se há dia de exageros esse é o de Natal. Celebramos a família e a barriga. E se na véspera tudo é permitido, é no rescaldo da refeição que cedemos à digestão. A modorra que se apodera de nós só é vencida pelo frenesim das crianças, que a noite é delas e disso ninguém duvide.

Depois das prendas fazem-se ainda visitas aos doces e queijos. As conversas vão ficando mais íntimas e a família também. É este o espírito da minha noite de Natal.



Prendas: A Gotinha deu-me a conhecer este blogue, e daí a este foi um instante, e assim sucessivamente.

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Puerta del Sol

Entrada magnífica no coração da cidade. Amanhã vou arrancá-lo!
Lugar de festa e terror; foi ali que Goya pintou os mártires, é ali o culminar da festa de Fim de Ano. Adoro Madrid ... mesmo em trabalho!


Paixão, viver sempre com paixão ...

O que é forte nesta imagem? O que recordarás?

Mokambo, Mokambo!

Bom dia! Talvez bacon, ovos e café com leite. És um amor ...



Ainda dizem que o Homem é o sexo forte ...

domingo, dezembro 19, 2004

Osmose

Estive a ler os teus comentários, ainda me estou a rir!!


Morenas, eu sei ...

Classe, não importa a cor!


(Blogue novo: encontrei-o num comentário ao Exacto. Vale a pena, muito a pena! Atentem à sobriedade desta análise! Aqui, subscrevo tudo!)

Let's dance

Recordei uma música do paleolítico inferior. Estamos no auge da Disco Sound. São os anos da alegria, do optimismo, anos feitos para dançar. Irrepetíveis.


KARAOKE
(Let’s Groove, Earth Wind and Fire)

Let this groove, get you to move,
it`s alright, alright
let this groove, set in your shoes,
stand up, alright

Gonna tell you what you can do,
with my love, alright
Let you know girl you`re looking good
you`re out of sight and alright

Move yourself and glide like a 747
lose yourself in the sky among the clouds in the heavens

Let this groove, light up your fuse, alright
Let this groove, set in your shoes

stand up, alright
Let me tell you what you can do
with my love, alright

Gotta let you know girl you`re looking good
you`re out of sight, you`re alright

Tell the DJ to play your favorite tune
then you know it`s okay
What you found is happiness, now

Let this groove, get you to move, alright
Let this groove set in your shoes
stand up, alright

You will find peace of mind on the floor
Take a little time, come and see, you and me
make a little sign, I`ll be there after a while
if you want my love

We can boogie on down, down, down, down
Let`s groove tonight
share the spice of life
baby slice it right
we`re gonna groove tonight

Groove: dance, listen, harmonize, enjoy, furrow

Falta-me o link para o mp3 desta música. Se souberem ... digam-me!


(Blogue: quando o humor é sublime e subliminar!)

sábado, dezembro 18, 2004

Look & Luck

Olhar cinzento para ficarmos azuis ...



For M: Este fim-de-semana devia ter rumado a Sul ...

Touched

Ontem senti-me anjo. Há noites assim!
Toquei sem tocar; não há nada mais nobre!



Em cada um de nós há algo de bom; basta esgravatar ...

Ensaio: Cabala de sábios (2)

Cabala de sábios (1)

Santana (cont.):
Será o Santana ingénuo, não saberá ele o ardil que lhe montaram? É óbvio que sim, mas a tentação era grande! Primeiro porque não é todos os dias que nos convidam para primeiro-ministro, segundo porque ele acreditava que a dinâmica do governo poderia ser melhorada tirando partido da sua imagem que ainda não estava desgastada. Enganou-se e enganaram-no. A ambição cega fê-lo crer estar apto para um cargo que exige mais do que demagogia; ele acreditava que lhe bastava a aura para conquistar o senado e o povo.
Pedro tem dimensão para uma câmara pequena, provou-o na Figueira da Foz. Lisboa devia ter-lhe servido de lição. Onde errou? Rodeou-se de incompetentes que acreditam que a facilidade é eficiência e o expediente é eficácia. E este foi o seu maior pecadilho, pois a um timoneiro exige-se a criação de líderes para que se lhes possa delegar. E se olharmos para o governo é isso que vemos, um conjunto de interesses instalados fazendo de uma equipa uma manta de retalhos sem rei nem roque. Uns primaram pela ausência, outros pelo conflito, outros ainda pelo abandono. E creiam-me, daqui a uns meses não nos recordaremos dos nomes de nenhum dos seus “impedidos”, e esta não será uma fatalidade só deste governo.
Será possível a um homem transcender-se e reinventar-se? É, mas não em dois meses nem contra tudo e todos. A imagem ponderada que se impôs a si próprio não sortiu efeito no eleitorado. Os seus maiores trunfos, a paixão com que esgrimia argumentos e o fascínio de uma vida proibida, perderam-se no cinzentismo que cobre o país. Precisávamos de alegria e deu-nos a indiferença. O Pedro já não fascina ...

(a continuar)



Portas, Sampaio e Sócrates serão os próximos visados. Dêem as vossas opiniões; fustiguem!

quinta-feira, dezembro 16, 2004

Cantiga de amigo

Judas: O que é se passa? (vendo o amigo triste)
Celso: Soube agora que a mãe da minha namorada se chama Esperança?
Judas: Não entendo?
Celso: A esperança é sempre a última coisa a morrer ...
Judas: Olha ... tem esperança que ela tenha só dois dentes?
Celso: Porquê?
Judas: Um para lho arrancarem e o outro para lhe estar sempre a doer!
Celso: (voltou a sorrir)


quarta-feira, dezembro 15, 2004

Heidi

Avozinho, porque tens uns olhos tão grandes?

Ensaio: Cabala de sábios (1)

Os últimos meses têm sido uma lição de estratégia política. De facto, a saída do Durão ainda irá ser estudada com um dos mais interessantes “politic case” da história da democracia portuguesa. Atendamos a factos!

Durão:
Subiu ao leme do PSD num momento cinzento da vida do PSD; Marcelo Rebelo de Sousa, analista eclético, não resistiu às manobras de Portas. Ainda não se refez ... a exposição pública das pressões que sofreu para não atenuar as críticas ao governo não tinha como alvo Santana mas sim Portas. Os barões laranjas nunca se refizeram e a guerra contra a “AD” estava lançada.
Ninguém acreditava que Durão sobrevivesse até às eleições (basta relembrar o congresso em que se defrontou com Santana e Marques Mendes) mas a demissão de Guterres apanhou tudo e todos de surpresa. Este debandou antes que o corressem; não nos esqueçamos que o PS não tinha uma maioria absoluta.
A pesada herança de Guterres, que tinha herdado uma economia relativamente equilibrada e beneficiou do crescimento do mercado internacional (foram os anos de ouro da América e que ficarão sempre associados a Bill Clinton), foi paulatinamente controlada, com alguma cosmética é certo, pelo seu executivo. A austeridade de Manuela Ferreira Leite estava acima de qualquer suspeita. No entanto, o mercado e o aparelho de estado não ajudaram. O controlo de custos sem rumo fez com que muitos projectos de reforma e alguma actividade corrente ficassem comprometidos. Durão sabia que o futuro não iria ser brilhante. Os problemas na Saúde, Educação e Justiça viriam a confirmá-lo. O crescimento das falências e desemprego e a apatia que se abateu sobre o País pareciam irreversíveis.
A oportunidade foi servida numa bandeja de ouro; prestigiante para Portugal é certo, mas libertadora para Durão. Assumindo o lugar de presidente da Comissão Europeia, Durão sabia que nunca mais regressaria à vida política portuguesa. Outros voos depois deste se seguirão, mas no quadro da política internacional; ganhámos um senador.
A escolha do delfim não seria assim ingénua. Manuela Ferreira Leite, a sucessora natural, foi preterida para a revelação do partido, o benjamim desejado. Tinha com ele os media, os intelectuais, os artistas; os prescritores estavam garantidos. Acresce que Durão tinha contas a ajustar com Santana, ódios antigos. Ele sabia que o seu sucessor dificilmente conseguiria ganhar as próximas eleições. Seria fácil oferecer esta prenda (Santana jamais recusaria, o homem tem uma ambição cega) e satisfazer os barões do partido que sempre o viram como uma ameaça; haveria de cair por si só e lá estariam eles para ajudar e aplaudir ... a incubadora iria rebentar!

Santana:
Começa com um novo executivo, não que quisesse imprimir um novo estilo mas tão-somente porque a maioria dos governantes não estava disponível. A tomada de posse mostrou a fragilidade do PM e a perplexidade de Portas. Durão sorria.
Álvaro Barreto sacrificou-se à causa. Preterido nas celuloses, restava-lhe uma última oportunidade de governação. O fora de prazo desta escolha veio a revelar-se pela ausência do número dois; o homem já não decidia, pensava e isso bastava-lhe. Santana estava só, dentro e fora do governo. Faltava-lhe o homem do aparelho. Mais tarde, o seu presidente de bancada parlamentar viria a confirmar na SIC que o PM tinha efectuado alguns erros mas nenhum que justificasse a sua queda; a solidariedade era evidente ...
Os seus ministros não se distinguiram. Gomes da Silva e Morais Sarmento criaram anticorpos com os media; Maria do Carmo Seabra fez tremer o país e colocou pais e professores em estado de prevenção; Luís Filipe Pereira continuou o desatino na Saúde que já trazia do anterior executivo; Mexia parecia corajoso mas estava rodeado de muitos interesses; os outros ministros nem chegaram a fazer-se sentir.
O aliado conseguiu provar melhor. Portas, percebendo a derrocada, nunca se mostrou. Bagão Félix apareceu sempre como a segunda figura do estado; para todos os efeitos era ele quem substituía Manuela Ferreira Leite. A solidez que apresentava e a bonomia que oferecia eram o elixir que Portas necessitava. O ministro da Justiça, que ninguém recordará, foi capaz de fazer esquecer o desaire da anterior que de Celeste tinha pouco.
Um nado morto sem vocação para a acção executiva nem aliados que o acudam. A campanha eleitoral vai mostrar um homem novo a mover-se em águas que domina, mas será tarde de mais. Menos de dois meses não lhe dará tempo para recuperar a desvantagem nas sondagens, nem interromper a dinâmica de oposição que logrou ganhar de todos os sectores. Nunca em quatro meses se produziram tantos demónios, nunca sem a ajuda dos seus anjos!

(a continuar)


terça-feira, dezembro 14, 2004

Pedagogia

O professor Vital Moreira, pessoa de bem, cabeça de cátedra, vem hoje apontar o dedo para o demais evidente, e ainda bem. Contudo, relendo outros posts, encontrei o exemplo maior da demagogia, quando alguém não resiste à tentação de olhar apaixonadamente um dos lados; o seu. Esqueceu-se porventura o douto professor, de quem gosto aliás, que o Guterres fez pior?

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Vaca louca

Há nomes que por si só já dizem tudo, apresento-vos o “Luís Del Gado” ... este animal devia estar na quinta!


Uma mentira contada muita vezes ...

O Cavaco tinha o Graça e Moura, Santana tem o Delgado, cada um tem o que merece!

Flagrantes da vida real

João Miranda, antigo professor de Análise Matemática na Universidade de Coimbra, entrou na sala cheia de caloiros e repetentes. Seriam mais de 300 alunos num auditório apertado. Cadeiras, coxias, parapeitos de janelas, tudo valia para servir de lugar. O professor era um terror e a cadeira tinha alunos de todos os anos uma vez que ainda não havia precedências. Na cadeira estavam inscritos umas largas centenas de várias licenciaturas. Esta seria a primeira aula do ano; estávamos em Setembro. O homem, professor convidado, estava vergado pelo peso da idade e um dente da frente abanava quando falava. Sem dar cavaco a ninguém, começa por escrever no quadro de ardósia verde “1ª frequência dia 23 de Fevereiro às 9h00”. No meio do silêncio sepulcral que reinava na sala fez-se ouvir a voz de um colega, “Se lá chegares!”. A gargalhada que se seguiu impediu-me de saber quem a dissera, e ao professor também ... felizmente!


Bibó Porto!

Animem-se almas, hoje o nome de Portugal subiu alto! Cantem o feito pois fomos grandes. Hoje somos todos do Porto, CARAGO!


O último a chegar ... é o único a respirar!

Fala-se mal do futebol mas pensem nisto: quantas pessoas terão visto o encontro? quais as empresas portuguesas que tiraram partido disso? porquê? será que ainda não sabem o que é exportação e internacionalização? e como promove o Estado a nossa imagem além-mar? ok! ok! só perguntei ...