Assiduidade: A blogoesfera é implacável. Bastou um punhado de dias longe do teclado para as audiências rasarem a indiferença. É destes leitores que eu gosto; só restam os estóicos!
Comentários: Os meus textos são como os governantes … já tiveram melhores dias! Se são generalistas convidam à observação, se tomam partido são sublimemente ignorados! Vou estacionar carros, sempre corro menos riscos!
Bloguistas e blogueiros: Não sei se já foi feita a destrinça, arrisco assim a nomenclatura. Os primeiros encontram na escrita a razão de blogar; os segundos fixam nos blogues o prazer da leitura. Um bloguista é um blogo-escritor que, ao contrário do autor tradicional, acumula a escrita com a edição, promoção e distribuição da obra; é um empresário sem receita, um missionário sem missão. Um blogueiro é por oposição um blogo-leitor, um consumidor que não paga, um seguidor sem causa. Este melt pot cria audiências; não fora isto e jamais estariam a ler estas míseras linhas.
Não são permitidos animais: chatos, pessimistas, arrogantes, acéfalos ou outro tipo de parasitas...
quinta-feira, janeiro 22, 2004
Caridade q.b.
Partilho convosco mais um email de eleição.
Dear Friend. As you read this, I don't want you to feel sorry for me, because, I believe everyone will die someday. My name is MOSES AZIZ, a merchant in Dubai, in the U.A.E.I have been diagnosed with Esophageal cancer . It has defiled all forms of medical treatment, and right now I have only about a few months to live, according to medical experts. I have not particularly lived my life so well, as I never really cared for anyone(not even myself)but my business. Though I am very rich, I was never generous, I was always hostile to people and only focused on my business as that was the only thing I cared for. But now I regret all this as I now know that there is more to life than just wanting to have or make all the money in the world. I believe when God gives me a second chance to come to this world I would live my life a different way from how I have lived it. Now that God has called me, I have willed and given most of my property and assets to my immediate and extended family members as well as a few close friends. I want God to be merciful to me and accept my soul so, I have decided to give alms to charity organizations, as I want this to be one of the last good deeds I do on earth. So far, I have distributed money to some charity organizations in the U.A.E, Algeria and Malaysia. Now that my health has deteriorated so badly, I cannot do this myself anymore. I once asked members of my family to close one of my accounts and distribute the money which I have there to charity organization in Bulgaria and Pakistan, they refused and kept the money to themselves. Hence, I do not trust them anymore, as they seem not to be contended with what I have left for them. The last of my money which no one knows of is the huge cash deposit of eighteen million dollars $18,000,000,that I have with a finance/Security Company abroad.; I will want you to help me collect this deposit and dispatched it to charity organizations. I have set aside 20% for you and for your time. God be with you.
Após ter reflectido sugeri que contactassem a Associação Abraço. O dinheiro faz falta às crianças que ninguém quer, e ajuda a Margarida a levantar a cabeça sempre que viaja em executiva. Isto da caridade tem muito que se lhe diga …
Dear Friend. As you read this, I don't want you to feel sorry for me, because, I believe everyone will die someday. My name is MOSES AZIZ, a merchant in Dubai, in the U.A.E.I have been diagnosed with Esophageal cancer . It has defiled all forms of medical treatment, and right now I have only about a few months to live, according to medical experts. I have not particularly lived my life so well, as I never really cared for anyone(not even myself)but my business. Though I am very rich, I was never generous, I was always hostile to people and only focused on my business as that was the only thing I cared for. But now I regret all this as I now know that there is more to life than just wanting to have or make all the money in the world. I believe when God gives me a second chance to come to this world I would live my life a different way from how I have lived it. Now that God has called me, I have willed and given most of my property and assets to my immediate and extended family members as well as a few close friends. I want God to be merciful to me and accept my soul so, I have decided to give alms to charity organizations, as I want this to be one of the last good deeds I do on earth. So far, I have distributed money to some charity organizations in the U.A.E, Algeria and Malaysia. Now that my health has deteriorated so badly, I cannot do this myself anymore. I once asked members of my family to close one of my accounts and distribute the money which I have there to charity organization in Bulgaria and Pakistan, they refused and kept the money to themselves. Hence, I do not trust them anymore, as they seem not to be contended with what I have left for them. The last of my money which no one knows of is the huge cash deposit of eighteen million dollars $18,000,000,that I have with a finance/Security Company abroad.; I will want you to help me collect this deposit and dispatched it to charity organizations. I have set aside 20% for you and for your time. God be with you.
Após ter reflectido sugeri que contactassem a Associação Abraço. O dinheiro faz falta às crianças que ninguém quer, e ajuda a Margarida a levantar a cabeça sempre que viaja em executiva. Isto da caridade tem muito que se lhe diga …
sábado, janeiro 17, 2004
De Divina Proportione
Procuram os cientistas determinar o corpúsculo momento que dá vida; fecundação do óvulo, constituição definitiva, consciência de si e do exterior, momento do parto. Serão sempre interessantes e não negligenciáveis estas abordagens. Contudo, a questão não se esgota na perspectiva científica; de facto, ela é na essência filosófica.
Ganha pertinência este tema num tempo em que é ténue a diferença entre homicida e herói. Tempos difíceis estes em que o homem e Deus se confrontam.
O homem estabeleceu para si um conjunto de valores que norteiam a sua conduta. Esta consciência interior ganha maior projecção nas sociedades em que o estado é um instrumento da fé. Não a nossa, que a inquisição não ficou na memória, levou-a a vergonha. Vivemos hoje numa sociedade livre, na ilusão do livre-arbítrio e com a herança de séculos de evangelização. Nada de errado até aqui, foi esta a nossa escolha, foi este o nosso desígnio.
A tradição é pesada; não tivéssemos nós a imagem de uma Maria imaculada para nos lembrar que seu filho não recebeu dela a vida, e tudo seria muito mais simples. Ninguém questiona o legítimo direito das mulheres à maternidade; se o fizéssemos estávamos a questionar a sobrevivência da espécie. Não se contesta igualmente o sofrimento de uma gravidez não desejada, quaisquer que sejam as razões. Sentir um filho e não o desejar é razão bastante para destruir não uma mas duas vidas, a da mãe que chora o destino e a do filho que a sente. Pior, muito pior, é na encruzilhada da vida, no terror de um destino malfadado, não restarem mais opções. E todos sabemos que é para a mãe que um filho manda o último choro.
Avançará a sociedade com a despenalização do aborto; ficaremos nós mais felizes, mais sábios, mais cívicos? Penso que não; contudo, temos que a aceitar pois não é a norma de jure que vai alterar a norma de facto. Perguntarão, e então o que nos sobra? Educação, educação e muita, mas mesmo muita, compaixão!
Em consciência elevemos os que confrontados escolheram o mais difícil, aceitar os filhos que não podem criar. Cabe-nos aqui um papel maior, o de acolher estas crianças e de lhes dar amor, é o mínimo que se nos exige.
Epílogo
Todas as motivações são egoístas por natureza. Espero que não caminhemos para o mais fácil, temo a sociedade em que a vida seja um produto e não um direito.
A ternura desta imagem vai muito para além das palavras!
Há textos difíceis de escrever; outros há ainda mais incómodos de ler. Fácil mesmo era não falar do delicado, bastava fechar a portada e ficar à espera.
Ganha pertinência este tema num tempo em que é ténue a diferença entre homicida e herói. Tempos difíceis estes em que o homem e Deus se confrontam.
O homem estabeleceu para si um conjunto de valores que norteiam a sua conduta. Esta consciência interior ganha maior projecção nas sociedades em que o estado é um instrumento da fé. Não a nossa, que a inquisição não ficou na memória, levou-a a vergonha. Vivemos hoje numa sociedade livre, na ilusão do livre-arbítrio e com a herança de séculos de evangelização. Nada de errado até aqui, foi esta a nossa escolha, foi este o nosso desígnio.
A tradição é pesada; não tivéssemos nós a imagem de uma Maria imaculada para nos lembrar que seu filho não recebeu dela a vida, e tudo seria muito mais simples. Ninguém questiona o legítimo direito das mulheres à maternidade; se o fizéssemos estávamos a questionar a sobrevivência da espécie. Não se contesta igualmente o sofrimento de uma gravidez não desejada, quaisquer que sejam as razões. Sentir um filho e não o desejar é razão bastante para destruir não uma mas duas vidas, a da mãe que chora o destino e a do filho que a sente. Pior, muito pior, é na encruzilhada da vida, no terror de um destino malfadado, não restarem mais opções. E todos sabemos que é para a mãe que um filho manda o último choro.
Avançará a sociedade com a despenalização do aborto; ficaremos nós mais felizes, mais sábios, mais cívicos? Penso que não; contudo, temos que a aceitar pois não é a norma de jure que vai alterar a norma de facto. Perguntarão, e então o que nos sobra? Educação, educação e muita, mas mesmo muita, compaixão!
Em consciência elevemos os que confrontados escolheram o mais difícil, aceitar os filhos que não podem criar. Cabe-nos aqui um papel maior, o de acolher estas crianças e de lhes dar amor, é o mínimo que se nos exige.
Epílogo
Todas as motivações são egoístas por natureza. Espero que não caminhemos para o mais fácil, temo a sociedade em que a vida seja um produto e não um direito.
A ternura desta imagem vai muito para além das palavras!
Há textos difíceis de escrever; outros há ainda mais incómodos de ler. Fácil mesmo era não falar do delicado, bastava fechar a portada e ficar à espera.
sexta-feira, janeiro 16, 2004
U.F.O.
Diz o Abrupto sobre a humanidade, e bem, “o habitual é necessário, ... ,mas sem o excepcional não se avança”. Vem esta mensagem, a propósito do novo programa espacial americano, carregada de sibilino veneno pois o autor diminui a Europa para valorizar a América. Esquece o Abrupto outros quantos milagres, alguns deles imprescindíveis ao dia-a-dia e com virtudes bem mais imediatas. Será certo ser ele eurodeputado?
Contactar alguém mesmo que esteja em movimento, perscrutar o interior do corpo com ressonâncias e tomografias, procurar as origens do universo com recurso a aceleradores de partículas, voar no solo no conforto dos comboios, são alguns exemplos recentes do invento europeu. Se o número de patentes traduzir alguma vantagem então a Europa não tem concorrência.
Nem a distância do burgo lhe apaga o destino; português, pessimista, precisa de referências maiores para se sentir inter-pares. Na Europa, como no teatro, há lugares de plateia, camarote e balcão. Que a coxia não o desanime!
Tinha prometido não falar mais dele, mas o homem põe-se a jeito!
Estação espacial internacional: os americanos, após terem perdido o Skylab e, mais tarde, destruído a MIR numa colisão do Shuttle, pediram ajuda à Europa, Canadá, Japão e Rússia para construir a nova estação. Esta parceria deveu-se a duas razões. A primeira, menos importante, prendeu-se com a diluição de custos entre os intervenientes; a segunda, crítica, deveu-se à necessidade de absorver tecnologia. A estação de arquitectura Russa, cópia quase fiel do projecto da então nova estação MIR, permitiu aos americanos ultrapassar um impasse que já se arrastava há alguns anos; o fato espacial é igualmente de concepção russa porque eles conseguiram colocar o oxigénio e a electrónica no mesmo compartimento sem comprometer a segurança e, assim, libertar a frente do fato e dar maior liberdade de movimentos ao astronauta; um dos laboratórios é Europeu porque nos são reconhecidas elevadas competências nesta área; etc.
Contasse o Abrupto as componentes americanas desta estação e perceberia que a conquista do espaço não é possível a um, pois a demanda é maior do que o planeta!
Contactar alguém mesmo que esteja em movimento, perscrutar o interior do corpo com ressonâncias e tomografias, procurar as origens do universo com recurso a aceleradores de partículas, voar no solo no conforto dos comboios, são alguns exemplos recentes do invento europeu. Se o número de patentes traduzir alguma vantagem então a Europa não tem concorrência.
Nem a distância do burgo lhe apaga o destino; português, pessimista, precisa de referências maiores para se sentir inter-pares. Na Europa, como no teatro, há lugares de plateia, camarote e balcão. Que a coxia não o desanime!
Tinha prometido não falar mais dele, mas o homem põe-se a jeito!
Estação espacial internacional: os americanos, após terem perdido o Skylab e, mais tarde, destruído a MIR numa colisão do Shuttle, pediram ajuda à Europa, Canadá, Japão e Rússia para construir a nova estação. Esta parceria deveu-se a duas razões. A primeira, menos importante, prendeu-se com a diluição de custos entre os intervenientes; a segunda, crítica, deveu-se à necessidade de absorver tecnologia. A estação de arquitectura Russa, cópia quase fiel do projecto da então nova estação MIR, permitiu aos americanos ultrapassar um impasse que já se arrastava há alguns anos; o fato espacial é igualmente de concepção russa porque eles conseguiram colocar o oxigénio e a electrónica no mesmo compartimento sem comprometer a segurança e, assim, libertar a frente do fato e dar maior liberdade de movimentos ao astronauta; um dos laboratórios é Europeu porque nos são reconhecidas elevadas competências nesta área; etc.
Contasse o Abrupto as componentes americanas desta estação e perceberia que a conquista do espaço não é possível a um, pois a demanda é maior do que o planeta!
quinta-feira, janeiro 15, 2004
Puro sangue
Há mulheres que merecem todas as concessões, Jennifer Lopez é seguramente uma delas.
Não me interessa se canta Pop, se é comercial, se é boa ou má intérprete; tudo isso e muito mais eu ignoro. A prova da minha irracionalidade está aqui; tenho por testemunhas os meus poros já em estado de alerta máximo para memória futura! Culpado!
Latest hit linked here! Download it and don't get addicted! Just Slow, smoothly …
Não me interessa se canta Pop, se é comercial, se é boa ou má intérprete; tudo isso e muito mais eu ignoro. A prova da minha irracionalidade está aqui; tenho por testemunhas os meus poros já em estado de alerta máximo para memória futura! Culpado!
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Saldos
Por vezes a vaidade enaltece as mulheres.
A irreverência foi sempre saudável.
Para desanuviar do Post anterior ...
A irreverência foi sempre saudável.
Para desanuviar do Post anterior ...
Uncle Sam
Confesso! Confesso! Gosto dos americanos, do seu estilo de vida, do país feito por tantos, mas tantos, que não há linhagens que os possam distinguir.
Confundem-me as suas contradições; nas artes o sentido do belo, nas ciências a antecipação do conhecimento, no mercado as oportunidades inesgotáveis, na democracia a expressão das desigualdades, e, contudo, por detrás do lustro antevejo a sombra de um monstro voraz. E tudo isto, das cataratas do Niagara às colinas de São Francisco, das Montanhas Rochosas ao pitoresco de New Orleans, só foi possível porque se acreditou no indivíduo, porque o esforço foi traduzido em capital. E aqui mora a contradição, pois a cura já é doença, o capital gera poder e este corrompe o discernimento, atenuando a necessidade de confrontar decisões com valores. E logo eu que sou pelo capital!
Ganha expressão esta análise quando se percebe que o sentido de justiça, na maioria das vezes certo, está carregado com a arrogância do Olimpo, numa lógica de connosco ou contra nós em que a piedade só é entendida para os iguais.
E se o bom devemos enaltecer, maior obrigação nos cabe a denúncia do abuso, do sofrimento, do mal. Maior ainda se este morar em casa de amigo, daquele a quem damos e esperamos a mão sempre que em aflição.
Sou ferozmente anti-taliban pelas mesmas razões, sempre que houver imposição de uma verdade sobre outra. É nestes momentos que sei não haver modelos; temei homens de bem, os nossos filhos ainda vão ter causas para vencer!
Olhos vendados, ouvidos tapados, boca cerrada, mãos algemadas, ajoelhados sobre cascalho com as calças descidas numa humilhação que faz do vencedor o carrasco; mais valia matá-los para descanso dos nossos males. Não são só eles que precisam de rezar!
Confundem-me as suas contradições; nas artes o sentido do belo, nas ciências a antecipação do conhecimento, no mercado as oportunidades inesgotáveis, na democracia a expressão das desigualdades, e, contudo, por detrás do lustro antevejo a sombra de um monstro voraz. E tudo isto, das cataratas do Niagara às colinas de São Francisco, das Montanhas Rochosas ao pitoresco de New Orleans, só foi possível porque se acreditou no indivíduo, porque o esforço foi traduzido em capital. E aqui mora a contradição, pois a cura já é doença, o capital gera poder e este corrompe o discernimento, atenuando a necessidade de confrontar decisões com valores. E logo eu que sou pelo capital!
Ganha expressão esta análise quando se percebe que o sentido de justiça, na maioria das vezes certo, está carregado com a arrogância do Olimpo, numa lógica de connosco ou contra nós em que a piedade só é entendida para os iguais.
E se o bom devemos enaltecer, maior obrigação nos cabe a denúncia do abuso, do sofrimento, do mal. Maior ainda se este morar em casa de amigo, daquele a quem damos e esperamos a mão sempre que em aflição.
Sou ferozmente anti-taliban pelas mesmas razões, sempre que houver imposição de uma verdade sobre outra. É nestes momentos que sei não haver modelos; temei homens de bem, os nossos filhos ainda vão ter causas para vencer!
Olhos vendados, ouvidos tapados, boca cerrada, mãos algemadas, ajoelhados sobre cascalho com as calças descidas numa humilhação que faz do vencedor o carrasco; mais valia matá-los para descanso dos nossos males. Não são só eles que precisam de rezar!
quarta-feira, janeiro 14, 2004
Offshores & off courses
Recebi este email fantástico.
Urgent Utilisation Assistance.
I am Dr Sanco Buba the chairman of Contract advisory board of the Nigeria Department of Petroleum Resources (D.P.R) I am contacting you based on the esteem recommendation from a high ranking officer of the Chambers of Commerce and Industry, This business proposal I wish to intimate you with is of mutual benefit and its sucess is based on trust, cooperation and a high level of confidentiality. I am seeking your assistance in the utilisation of the sum US$18.5M ( Eighteen Million Five Hundred Thousand U.S.Dollars). This fund came about as a result of a contract awarded and executed on behalf of my ministry the department of Petroleum Resources(D.P.R). The Contract was supposed to be awarded to two Foreign Contractors to the tune of US$60,000,000,(Sixty Million United Dollars) But in the course of the negotiation that involved the then Senate President Chief Chuba Okadigbo while on seat, the Contract was awarded to a Malaysian Contractor at the cost of US$41,500,000(Fourty One Million Five Hundred Thousand U.S Dollars) to our benefit unknown to the Malaysian Contractor. I and the Senate President then resolved to transfer the excess of $18.5M into his Foreign Account for our Utilisation upon the completion of the Contract. This contract has been satisfactorily executed and inspected as the malaysian contractor is presently being paid, With the death of the Senate President Chief Chuba Okadigbo I am forced to seek for a foreign Assistance as I am left alone to Utilise this Fund, but for the fact that I as a civil Servant is forbidden from operating a foreign Account here in my Country, I am seeking your assistance to provide a foreign Account which this fund will be transfered for our Utilisation. On actualisation I have resolved to offer you 35% for the essential Assistance and 5% has been ear-marked for any incidental expenses, 60% is for me the Initiator of this transaction/deal All arrangements are in place to conclude this transaction within next few weeks of commencement. Please furnish me with your telephone/fax numbers and moblile telephone numbers on your respond by return mail on my confidential e-mail address :sancobuba@yahoo.com
Regards, Dr Sanco Buba (jp)
A minha resposta foi imediata; imagino-me já a gozar as merecidas férias nas Molukas ...
Dear Sir
I’m thrilled with your invitation. In fact I spend much of my time giving personal assistance regarding funds transfers. I’m used to work with petroleum, diamonds and guns transactions. With my experience and expertise you’ll notice that once you’ll transfer the funds we won’t win just the 35% but also the full prize. For the records you can confirm here my proficiency.
Your humble servant,
José Eduardo dos Santos
República de Angola
Em Angola desapareceram 4 biliões de euros. Eduardo dos Santos já assegurou que não os vai reclamar. Virtudes de um presidente que desconhece as agruras da guerra ou da sida ...
Acompanhe este pensamento com esta música.
Urgent Utilisation Assistance.
I am Dr Sanco Buba the chairman of Contract advisory board of the Nigeria Department of Petroleum Resources (D.P.R) I am contacting you based on the esteem recommendation from a high ranking officer of the Chambers of Commerce and Industry, This business proposal I wish to intimate you with is of mutual benefit and its sucess is based on trust, cooperation and a high level of confidentiality. I am seeking your assistance in the utilisation of the sum US$18.5M ( Eighteen Million Five Hundred Thousand U.S.Dollars). This fund came about as a result of a contract awarded and executed on behalf of my ministry the department of Petroleum Resources(D.P.R). The Contract was supposed to be awarded to two Foreign Contractors to the tune of US$60,000,000,(Sixty Million United Dollars) But in the course of the negotiation that involved the then Senate President Chief Chuba Okadigbo while on seat, the Contract was awarded to a Malaysian Contractor at the cost of US$41,500,000(Fourty One Million Five Hundred Thousand U.S Dollars) to our benefit unknown to the Malaysian Contractor. I and the Senate President then resolved to transfer the excess of $18.5M into his Foreign Account for our Utilisation upon the completion of the Contract. This contract has been satisfactorily executed and inspected as the malaysian contractor is presently being paid, With the death of the Senate President Chief Chuba Okadigbo I am forced to seek for a foreign Assistance as I am left alone to Utilise this Fund, but for the fact that I as a civil Servant is forbidden from operating a foreign Account here in my Country, I am seeking your assistance to provide a foreign Account which this fund will be transfered for our Utilisation. On actualisation I have resolved to offer you 35% for the essential Assistance and 5% has been ear-marked for any incidental expenses, 60% is for me the Initiator of this transaction/deal All arrangements are in place to conclude this transaction within next few weeks of commencement. Please furnish me with your telephone/fax numbers and moblile telephone numbers on your respond by return mail on my confidential e-mail address :sancobuba@yahoo.com
Regards, Dr Sanco Buba (jp)
A minha resposta foi imediata; imagino-me já a gozar as merecidas férias nas Molukas ...
Dear Sir
I’m thrilled with your invitation. In fact I spend much of my time giving personal assistance regarding funds transfers. I’m used to work with petroleum, diamonds and guns transactions. With my experience and expertise you’ll notice that once you’ll transfer the funds we won’t win just the 35% but also the full prize. For the records you can confirm here my proficiency.
Your humble servant,
José Eduardo dos Santos
República de Angola
Em Angola desapareceram 4 biliões de euros. Eduardo dos Santos já assegurou que não os vai reclamar. Virtudes de um presidente que desconhece as agruras da guerra ou da sida ...
Acompanhe este pensamento com esta música.
terça-feira, janeiro 13, 2004
Sons do tempo
Há dias felizes. Andava eu a deambular pela blogoesfera quando dei com esta preciosidade. O blog que o desvenda nasceu ontem, mas a chorar assim antevejo-lhe vida longa.
Os Costeau perderam o nome por litígio legal e vão assim renascer como Moreau. Dizem eles que o site vai ser todo modificado; será possível fazer melhor?!
Deixo-vos os vídeos de Damn These Hungry Times e de Talking To Myself. Mais do que falar, o melhor mesmo é ouvir, ouvir, ouvir ...
Enjoy!
Na minha modesta opinião: a voz de David Bowie nos temas de Brian Ferry, passe o exagero!
Os Costeau perderam o nome por litígio legal e vão assim renascer como Moreau. Dizem eles que o site vai ser todo modificado; será possível fazer melhor?!
Deixo-vos os vídeos de Damn These Hungry Times e de Talking To Myself. Mais do que falar, o melhor mesmo é ouvir, ouvir, ouvir ...
Enjoy!
Na minha modesta opinião: a voz de David Bowie nos temas de Brian Ferry, passe o exagero!
Miragem
Carlos Cruz evade-se após visita dos advogados.
Consta que terá fugido num saco ... de roupa suja.
À saída do DIAP
Repórter: Levam aí um saco enorme!
Dupond: É verdade, tudo recibos probatórios.
Dupont: Eu diria mais ... probatórios!
Repórter: Que tipo de recibos?
Dupont: Contámos mais de 10.000 bilhetes de metro.
Dupond: ... mais de 10.000 ...
Repórter: Bilhetes de metro? Mas ele tinha carro e motorista?!
Dupond: É um facto! Mas adorava andar; repare que os trajectos eram sempre feitos entre o Marquês e o Saldanha, o resto do percurso fazia-o a pé.
Dupont: É um facto!
Repórter: Mas o saco está a mexer-se!!
Dupont: É o peso, é o peso! O Zip está a abrir-se!
Dupond: O Zip? Zip!
Nisto pousam o saco no chão com alguma violência.
Ouve-se do saco: “Ahhh! Quem quer ser milionário ....”
Repórter: Vão conseguir ilibar o Carlos Cruz?
Dupond: Há provas que têm de ser reforçadas!
Dupont: Vamos reforçá-las já!
Chamam o motorista.
Dupont: Zé, dá aí uma mãozinha!
Dupond: Antes as duas!
Ouve-se do saco: “1, 2, 3 ....”
Com um movimento brusco atiram o saco para a mala do carro.
O carro arranca em grande velocidade com destino incerto.
Repórter: Rodrigo, passo-te a emissão!
Rodrigo: Uma história já sem história. Falemos agora da Madeira ...
Dupond et Dupont
Consta que terá fugido num saco ... de roupa suja.
À saída do DIAP
Repórter: Levam aí um saco enorme!
Dupond: É verdade, tudo recibos probatórios.
Dupont: Eu diria mais ... probatórios!
Repórter: Que tipo de recibos?
Dupont: Contámos mais de 10.000 bilhetes de metro.
Dupond: ... mais de 10.000 ...
Repórter: Bilhetes de metro? Mas ele tinha carro e motorista?!
Dupond: É um facto! Mas adorava andar; repare que os trajectos eram sempre feitos entre o Marquês e o Saldanha, o resto do percurso fazia-o a pé.
Dupont: É um facto!
Repórter: Mas o saco está a mexer-se!!
Dupont: É o peso, é o peso! O Zip está a abrir-se!
Dupond: O Zip? Zip!
Nisto pousam o saco no chão com alguma violência.
Ouve-se do saco: “Ahhh! Quem quer ser milionário ....”
Repórter: Vão conseguir ilibar o Carlos Cruz?
Dupond: Há provas que têm de ser reforçadas!
Dupont: Vamos reforçá-las já!
Chamam o motorista.
Dupont: Zé, dá aí uma mãozinha!
Dupond: Antes as duas!
Ouve-se do saco: “1, 2, 3 ....”
Com um movimento brusco atiram o saco para a mala do carro.
O carro arranca em grande velocidade com destino incerto.
Repórter: Rodrigo, passo-te a emissão!
Rodrigo: Uma história já sem história. Falemos agora da Madeira ...
Dupond et Dupont
Cascos de carvalho
Dizem que é a melhor forma de envelhecer o vinho. E nós, onde envelhecemos?
Em pequeno, e fruto de uma espartana educação cristã, ouvi não raras vezes a expressão “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!”. O adágio mimetiza-nos nos próximos.
Para os cristãos as amizades devem resultar dos afectos, da humildade e da bondade do próximo. Aqui, a alegoria ganha força na emoção.
Sei hoje que a mesma frase pode ser lida de uma forma mais protestante. Não se tratam de amizades mas sim de relações, e estas fortalecem-se pelos compromissos, esforço e sucesso do próximo. Talvez seja esta a razão do sucesso dos anglo-saxónicos, talvez ...
Consta que a partir dos 60, quando se olha para trás, só se vêem as relações inter-pessoais. Quando lá chegar dir-vos-ei com quem andei!
Não dês um peixe, ensina a pescar ...
Em pequeno, e fruto de uma espartana educação cristã, ouvi não raras vezes a expressão “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!”. O adágio mimetiza-nos nos próximos.
Para os cristãos as amizades devem resultar dos afectos, da humildade e da bondade do próximo. Aqui, a alegoria ganha força na emoção.
Sei hoje que a mesma frase pode ser lida de uma forma mais protestante. Não se tratam de amizades mas sim de relações, e estas fortalecem-se pelos compromissos, esforço e sucesso do próximo. Talvez seja esta a razão do sucesso dos anglo-saxónicos, talvez ...
Consta que a partir dos 60, quando se olha para trás, só se vêem as relações inter-pessoais. Quando lá chegar dir-vos-ei com quem andei!
Não dês um peixe, ensina a pescar ...
segunda-feira, janeiro 12, 2004
Expresso sem açucar
O Expresso afirma que 40% dos homens portugueses paga para ter sexo. A maioria dos inquiridos afirmou: “Grande novidade; quem paga as jóias, as férias, a casa, a alimentação e a educação dos miúdos ... e depois ainda dizem que não fazemos nada!”. Contudo, a dúvida fica no ar: “Se 40% dos homens paga para ter sexo o que é que isso faz das mulheres deles?”.
Adivinham-se as próximas notícias: "O faroleiro das Berlengas, no seguimento dos casos da Madeira e dos Açores, pediu para ser transferido para o Continente com medo de vir a ser vítima; é que na ilha só lá vivem ele e um burro".
A força da notícia eleva o jornalista!
Perdoem-me a caricatura ...
Adivinham-se as próximas notícias: "O faroleiro das Berlengas, no seguimento dos casos da Madeira e dos Açores, pediu para ser transferido para o Continente com medo de vir a ser vítima; é que na ilha só lá vivem ele e um burro".
A força da notícia eleva o jornalista!
Perdoem-me a caricatura ...
domingo, janeiro 11, 2004
No arame
Pensionista com espírito de iniciativa e sem aversão ao risco.
Pode atirar a moedinha para o chão ... o chapéu está no prego!
Pode atirar a moedinha para o chão ... o chapéu está no prego!
Impensável
O bom do Francisco José Viegas, mestre na arte do bem saber receber, entrevistou há dias a Margarida Rebelo Pinto. Falava-se de escrita e a Margarida teimava em justificar o Pop sem recato e com frontalidade, sublinhando as razões que a vida lhe dava para assistir à escolha dos personagens, dos temas, das palpitações, enfim do enredo.
Após ter afirmado a sua preferência por determinado perfil de homem, Francisco respondeu em sorriso que face às características pretendidas ele não seria elegível ao que, prontamente, a Margarida replicou “Você pode vir a ser a excepção, quem sabe, não é?!” ... os segundos de embaraço ultrapassaram em muito as minhas reticências e o Francisco, timidamente, começou a apresentar um livro ao acaso, numa gaguez indisfarçada, provando que a fluidez da escrita não faz a escola da vida.
Há vidas mais coloridas do que outras. Quem somos nós para as recriminar!
Livro aberto, ou talvez não!
Após ter afirmado a sua preferência por determinado perfil de homem, Francisco respondeu em sorriso que face às características pretendidas ele não seria elegível ao que, prontamente, a Margarida replicou “Você pode vir a ser a excepção, quem sabe, não é?!” ... os segundos de embaraço ultrapassaram em muito as minhas reticências e o Francisco, timidamente, começou a apresentar um livro ao acaso, numa gaguez indisfarçada, provando que a fluidez da escrita não faz a escola da vida.
Há vidas mais coloridas do que outras. Quem somos nós para as recriminar!
Livro aberto, ou talvez não!
Dean
Não, não é de ensino que falo, embora o título o possa sugerir. Interessam-me sim as eleições americanas, já abordadas ao de leve pelo Nuno Mota Pinto, as quais, nas palavras de Mário Soares numa recente entrevista à Sic Notícias, deviam ter os votos do resto do Mundo já que tanto influenciam a humanidade. Não posso estar mais de acordo e, fazendo minhas as palavras do NMP, "Vamos ao que interessa"!
Seria bom que alguém avisado como o NMP pudesse fazer uma abordagem geral ao problema. A proximidade do NMP com Washington ajuda e a nossa distância esclarece. Quem começa?
Por maiores diferenças que tenham elefantes e jumentos, as cores dos confetti são no geral as da nação!
Aproveito para acrescentar ao que já disse, o NMP é de leitura obrigatória. Escrita fluida e pensamento sagaz. As ideias, essas, são as dele!
Seria bom que alguém avisado como o NMP pudesse fazer uma abordagem geral ao problema. A proximidade do NMP com Washington ajuda e a nossa distância esclarece. Quem começa?
Por maiores diferenças que tenham elefantes e jumentos, as cores dos confetti são no geral as da nação!
Aproveito para acrescentar ao que já disse, o NMP é de leitura obrigatória. Escrita fluida e pensamento sagaz. As ideias, essas, são as dele!
Pensamento do dia
Ouvia distraidamente um CD dos Tribalistas quando, por mero acaso, tive um acesso de clarividência; não, não podia ser! Repeti a música na expectativa ... et voila!
Desfaço então o mito; ouvi distintamente a palavra “Mulher” a rimar com “José”; de facto, os brasileiros dizem “Mulhé”. Têm ainda palavras em que eliminam as consoantes por combinação de vocábulos como, por exemplo, “Podemos ir” e que soa como “Podemosi”, etc. O que eles fizeram, de forma sublime, foi “vogalizar” as consoantes finais dos vocábulos. Brilhante, digam-me agora se a língua é cantada ou martelada. Mas que soa bem, soa!
Bordar a língua e rematar as pontas.
Desfaço então o mito; ouvi distintamente a palavra “Mulher” a rimar com “José”; de facto, os brasileiros dizem “Mulhé”. Têm ainda palavras em que eliminam as consoantes por combinação de vocábulos como, por exemplo, “Podemos ir” e que soa como “Podemosi”, etc. O que eles fizeram, de forma sublime, foi “vogalizar” as consoantes finais dos vocábulos. Brilhante, digam-me agora se a língua é cantada ou martelada. Mas que soa bem, soa!
Bordar a língua e rematar as pontas.
sábado, janeiro 10, 2004
Pantheon esquecido (2)
(Perdoem-me, mas hoje vou alongar-me porque a causa é nobre!)
A causa-nossa (minha também pois é de Portugal que se trata, embora nem sempre pelas mesmas razões) publicou há uns dias a resposta à análise que fiz a um post do Vital Moreira. Vital, que desde já parabenteio pela entrada na blogoesfera e pelo ritmo feérico de edição (superior ao meu, espante-se!), leu mal nas entrelinhas e acusa-me de crítico sem saudade de Coimbra.
Por entrada do Lobo-do-Mar, hoje ancorado no Porto, abordei en passant a problemática de Coimbra. Facto assaz distinto na génese da maledicência proclamada, pois o que me move é assertivo e nobre, não fosse eu um emigrante enamorado pela Lusa Atenas. É certo que critiquei o Vital Moreira pela abordagem inicial, tão-somente por saber que, sendo embora de fino trato e rara inteligência, teve o poder e não teve a ousadia.
Comecemos pelo início. Ser cientista é obrigação de quem o Estado investiu de saber na esperança de que a semente se propague. Assim, o Coimbra Group, embora louvável, deve ser entendido como uma parceria natural na lógica da tradição Coimbrã. Não falo da normal actividade da Universidade, o problema coloca-se a montante.
Há vinte anos Coimbra dispunha de uma vantagem competitiva face ao resto do País. Tinha em relação ao ensino aquilo que na gestão se designa por elevada Brand Equity. Bastava a invocação do nome e ficava no ar a deferência que se deve ao Saber. Era esta a força da sua Marca. Ser a terceira cidade era algo que já se percebia estar a fugir, não havia a tradição de uma indústria alicerçada em gentios temerários. Aveiro afirmou-se assim. Em suma, Coimbra podia e devia ter-se diferenciado como arauto de ensino. A concorrência é hoje fortíssima; Lisboa, Porto, Aveiro e Braga são já referências incontornáveis na oferta de educação. Por falta de tradição de empreendimento, Coimbra não se alicerçou no ensino privado que se sabe ser hoje, quer se goste ou não, o bastião da melhor oferta nos países que perceberam que o conhecimento também se pode exportar. Esta é a excelência que potencia a criação de serviços de alto valor acrescentado, alicerçados no conhecimento e dificilmente replicáveis. Para isso, distanciem-se da cátedra e com humildade e em consciência façam a vossa contrição. Só espíritos livres podem fazer esta revolução. Tirem as devidas ilações e aumentem a oferta de conhecimento, permitam a saudável lógica de mercado no ensino (o contrário é demagogia), deixem os alunos escolher (já o fazem noutras cidades ...), façam de Coimbra a Boston portuguesa. Isto ainda é possível pela dimensão, localização, docentes e tradição da cidade. Repensem a oferta em função da procura, melhorem a qualidade do serviço para que os alunos não falhem, criem rankings para perceber o sucesso dos profissionais que criaram. Não envelheçam, os pais agradecem!
Falemos agora de outros Serviços.
Sabendo-se que Coimbra ganhou diferencial na Saúde nos últimos anos, resultado de uma estratégia cimentada num Hospital Universitário moderno e com quadros de inegável valor, deve fazer-se aposta forte neste cluster antes que se repita aqui o que já aconteceu no ensino. Daqui a 20 anos ninguém fará 200km de Lisboa, ou 90 km do Porto, para se tratar em Coimbra se não percepcionar vantagem clara no serviço prestado. Criem mais sinergias entre os fornecedores de saúde, melhorem a produtividade dos serviços, apostem em cuidados de saúde que exijam elevada especialização, criem unidades com serviços de hotelaria excepcionais, preparem oferta para a prevenção (haverá médicos bastantes?), formem mais médicos e enfermeiros, façam de Coimbra a cidade verde da Saúde.
Falta falar do Direito que tanto garbo tem dado a Coimbra. Faculdade da teoria faz os conceitos que os outros adoptam. Será suficiente? Penso que não! Freitas do Amaral, Jorge Miranda, Marcelo Rebelo de Sousa e tantos outros não se formaram em Coimbra. Uma hora de televisão projecta mais uma cidade do que um ano de aulas, aprendam com a Figueira-da-Foz. Se olharmos para os grandes escritórios de advocacia então aí a diferença é gritante; o pragmatismo das escolas de Lisboa leva de vencida a tribuna de Coimbra. Saberá o VM falar sobre este tema melhor do que eu, mas se o fizer, faça-o sem bairrismo e mostre-nos o caminho.
Falemos ainda na descentralização (não falei em regionalização ...); façam lobby para sediar em Coimbra alguns Institutos e Direcções do Estado. Faço votos para que a iniciativa da API não seja uma mera formalidade para cumprir calendário. Interessa também ao País reduzir assimetrias; apostem nesta estratégia!
Dito isto Moreira, se és Vital (e Coimbra precisa de valores assim) eu fui Exacto!
Educação; palavra hoje demasiado forte pois a maioria dos agentes demitiu-se da nobre obrigação de educar ... quantos são os educadores que conhecem as ansiedades, expectativas, dificuldades e capacidades dos seus educandos? Esta é outra história, fica para segundas núpcias.
Da primeira e da segunda educação já falei também, e essas, quer queiramos quer não, são as mais importantes. É nestas idades que se apreendem os valores e se forma o carácter, e uma nação sã faz toda a diferença.
A causa-nossa (minha também pois é de Portugal que se trata, embora nem sempre pelas mesmas razões) publicou há uns dias a resposta à análise que fiz a um post do Vital Moreira. Vital, que desde já parabenteio pela entrada na blogoesfera e pelo ritmo feérico de edição (superior ao meu, espante-se!), leu mal nas entrelinhas e acusa-me de crítico sem saudade de Coimbra.
Por entrada do Lobo-do-Mar, hoje ancorado no Porto, abordei en passant a problemática de Coimbra. Facto assaz distinto na génese da maledicência proclamada, pois o que me move é assertivo e nobre, não fosse eu um emigrante enamorado pela Lusa Atenas. É certo que critiquei o Vital Moreira pela abordagem inicial, tão-somente por saber que, sendo embora de fino trato e rara inteligência, teve o poder e não teve a ousadia.
Comecemos pelo início. Ser cientista é obrigação de quem o Estado investiu de saber na esperança de que a semente se propague. Assim, o Coimbra Group, embora louvável, deve ser entendido como uma parceria natural na lógica da tradição Coimbrã. Não falo da normal actividade da Universidade, o problema coloca-se a montante.
Há vinte anos Coimbra dispunha de uma vantagem competitiva face ao resto do País. Tinha em relação ao ensino aquilo que na gestão se designa por elevada Brand Equity. Bastava a invocação do nome e ficava no ar a deferência que se deve ao Saber. Era esta a força da sua Marca. Ser a terceira cidade era algo que já se percebia estar a fugir, não havia a tradição de uma indústria alicerçada em gentios temerários. Aveiro afirmou-se assim. Em suma, Coimbra podia e devia ter-se diferenciado como arauto de ensino. A concorrência é hoje fortíssima; Lisboa, Porto, Aveiro e Braga são já referências incontornáveis na oferta de educação. Por falta de tradição de empreendimento, Coimbra não se alicerçou no ensino privado que se sabe ser hoje, quer se goste ou não, o bastião da melhor oferta nos países que perceberam que o conhecimento também se pode exportar. Esta é a excelência que potencia a criação de serviços de alto valor acrescentado, alicerçados no conhecimento e dificilmente replicáveis. Para isso, distanciem-se da cátedra e com humildade e em consciência façam a vossa contrição. Só espíritos livres podem fazer esta revolução. Tirem as devidas ilações e aumentem a oferta de conhecimento, permitam a saudável lógica de mercado no ensino (o contrário é demagogia), deixem os alunos escolher (já o fazem noutras cidades ...), façam de Coimbra a Boston portuguesa. Isto ainda é possível pela dimensão, localização, docentes e tradição da cidade. Repensem a oferta em função da procura, melhorem a qualidade do serviço para que os alunos não falhem, criem rankings para perceber o sucesso dos profissionais que criaram. Não envelheçam, os pais agradecem!
Falemos agora de outros Serviços.
Sabendo-se que Coimbra ganhou diferencial na Saúde nos últimos anos, resultado de uma estratégia cimentada num Hospital Universitário moderno e com quadros de inegável valor, deve fazer-se aposta forte neste cluster antes que se repita aqui o que já aconteceu no ensino. Daqui a 20 anos ninguém fará 200km de Lisboa, ou 90 km do Porto, para se tratar em Coimbra se não percepcionar vantagem clara no serviço prestado. Criem mais sinergias entre os fornecedores de saúde, melhorem a produtividade dos serviços, apostem em cuidados de saúde que exijam elevada especialização, criem unidades com serviços de hotelaria excepcionais, preparem oferta para a prevenção (haverá médicos bastantes?), formem mais médicos e enfermeiros, façam de Coimbra a cidade verde da Saúde.
Falta falar do Direito que tanto garbo tem dado a Coimbra. Faculdade da teoria faz os conceitos que os outros adoptam. Será suficiente? Penso que não! Freitas do Amaral, Jorge Miranda, Marcelo Rebelo de Sousa e tantos outros não se formaram em Coimbra. Uma hora de televisão projecta mais uma cidade do que um ano de aulas, aprendam com a Figueira-da-Foz. Se olharmos para os grandes escritórios de advocacia então aí a diferença é gritante; o pragmatismo das escolas de Lisboa leva de vencida a tribuna de Coimbra. Saberá o VM falar sobre este tema melhor do que eu, mas se o fizer, faça-o sem bairrismo e mostre-nos o caminho.
Falemos ainda na descentralização (não falei em regionalização ...); façam lobby para sediar em Coimbra alguns Institutos e Direcções do Estado. Faço votos para que a iniciativa da API não seja uma mera formalidade para cumprir calendário. Interessa também ao País reduzir assimetrias; apostem nesta estratégia!
Dito isto Moreira, se és Vital (e Coimbra precisa de valores assim) eu fui Exacto!
Educação; palavra hoje demasiado forte pois a maioria dos agentes demitiu-se da nobre obrigação de educar ... quantos são os educadores que conhecem as ansiedades, expectativas, dificuldades e capacidades dos seus educandos? Esta é outra história, fica para segundas núpcias.
Da primeira e da segunda educação já falei também, e essas, quer queiramos quer não, são as mais importantes. É nestas idades que se apreendem os valores e se forma o carácter, e uma nação sã faz toda a diferença.
Segredo de Justiça
Os magistrados queixam-se dos advogados, os advogados dos políticos, os políticos dos media e os media acusam tudo e todos. Uns e outros refugiam-se na vaidade da exposição, fazendo pausa bastante para que a fotografia lhes apanhe o melhor ângulo. É a cadeia alimentar da informação!
O armeiro, ciente do seu espólio, tranca a sete chaves armas e munições. A despesa será dele se algo faltar, e para isso há código, cela e exemplo. O soldado, cliente do primeiro, só tem autoridade quando investido com as ferramentas de terror. Arma e munições são agora um só, numa harmonia só desfeita em tragédia quando a bala parte para encontrar outro igual, diferente, com vida. O soldado disparara, fizera-o porque tinha a munição e o alvo, faltava-lhe a causa.
Terá o jornalista legitimidade em disparar só porque teve acesso a munições? Será ele o melhor juiz na escolha dos alvos?
Temos ainda um longo caminho a percorrer para compreendermos que a censura é algo necessário e íntimo, na escolha dos meios que não violem a nossa consciência e que garantam o direito ao bom-nome que cada um merece à partida, como nós próprios, aliás. Armeiros e soldados, censurem-se! E nós, alvos, temos de nos recriminar também! Aqui não mora virgem ingénua nem culpa solteira ...
Eu te observo, persigo, condeno, torturo, absolvo e perdoo. Assim, lavo aqui as minhas mãos ...
Barahona Possollo, pintor português ... pasme-se!
O armeiro, ciente do seu espólio, tranca a sete chaves armas e munições. A despesa será dele se algo faltar, e para isso há código, cela e exemplo. O soldado, cliente do primeiro, só tem autoridade quando investido com as ferramentas de terror. Arma e munições são agora um só, numa harmonia só desfeita em tragédia quando a bala parte para encontrar outro igual, diferente, com vida. O soldado disparara, fizera-o porque tinha a munição e o alvo, faltava-lhe a causa.
Terá o jornalista legitimidade em disparar só porque teve acesso a munições? Será ele o melhor juiz na escolha dos alvos?
Temos ainda um longo caminho a percorrer para compreendermos que a censura é algo necessário e íntimo, na escolha dos meios que não violem a nossa consciência e que garantam o direito ao bom-nome que cada um merece à partida, como nós próprios, aliás. Armeiros e soldados, censurem-se! E nós, alvos, temos de nos recriminar também! Aqui não mora virgem ingénua nem culpa solteira ...
Eu te observo, persigo, condeno, torturo, absolvo e perdoo. Assim, lavo aqui as minhas mãos ...
Barahona Possollo, pintor português ... pasme-se!
sexta-feira, janeiro 09, 2004
Sublimes mensagens subliminares
Primeiro estranha-se. Depois entranha-se. Este foi o slogan idealizado por Fernando Pessoa (sim, esse mesmo, que além de poeta era "copywriter") para a Coca-Cola. De facto, está aqui subjacente a criação de hábitos de consumo. Como sempre, Pessoa foi genial (obrigado Miguel pela história).
É fascinante ler alguém que domina o verbo, que brilha na arte de bem toirear as palavras, colocando os ferros quando menos se espera, onde só a síntese e a mensagem conseguem penetrar. Se lhe adicionarmos o quanto baste de razão ficamos aprisionados nas ideias, e estas acompanham-nos mesmo no sono onde mais ninguém perscruta. E, maldição dos corrompidos, se houver emoção que as eleve entramos no domínio do fascínio, qual teia de razões sem razão que nos aprisiona ao texto, ao autor, à ficção.
Cumpre-me assim falar do sublime, da língua enquanto arma e dos seus guerreiros. Pouco me importa os que já foram cantados, e bem, por quem melhor do que eu. Interessa-me, isso sim, falar dos que agora despontam na dimensão da blogoesfera. As limitações da análise ficam comigo, pobre entre os pobres, mas que disso não me escuso nem nisso me protego.
Começo hoje pelos amigos, os que me visitam, que me calam quando leio o que me vão deixando. Sem Pénis, Nem Inveja será para mim uma das maiores surpresas da blogoesfera. Mulher, fatal, iluminada, embrulha-nos nas palavras para no fim nos deixar o doce paladar das suas ideias; imperdível.
Blogotinha, ou quando a escrita Pop pode prender a atenção. Sinto-a na sala a contar histórias breves enquanto vai tratando da lida da casa. Simples, honesto, o texto aqui é mero veículo mas, nem por isso, menos certo.
Mais amigos haverá a falar; ficam para as próximas estocadas.
Falo também dos que visito, e que teimosamente me obrigam a procurar nos arquivos o que vão escrevendo e que eu falhei.
Mar Salgado, refiro-me claro está ao Pedro Caeiro, não desmerecendo o resto da tripulação não vá espalhar-se o escorbuto. Não que ele seja o que em ideologia mais me aproximo, mas por ser seguramente o que na língua melhor sintetiza o que pensa, o que sente. Nomeiem-no mestre das cartas de bem marear pois, sob a magna orientação do vosso capitão, chegarão seguramente a bom porto e, aí, o rum é para todos!
Barnabé, pelo ecletismo dos temas e precisão da escrita. Não é arrebatador mas é insinuante; não discuto as ideias, os sonhadores são eles e, bastas vezes, exasperam-se. Acresce como vantagem o sistema de comentários para que não nos esqueçamos da provocação. Basta lê-los.
Por hoje chega.
É fascinante ler alguém que domina o verbo, que brilha na arte de bem toirear as palavras, colocando os ferros quando menos se espera, onde só a síntese e a mensagem conseguem penetrar. Se lhe adicionarmos o quanto baste de razão ficamos aprisionados nas ideias, e estas acompanham-nos mesmo no sono onde mais ninguém perscruta. E, maldição dos corrompidos, se houver emoção que as eleve entramos no domínio do fascínio, qual teia de razões sem razão que nos aprisiona ao texto, ao autor, à ficção.
Cumpre-me assim falar do sublime, da língua enquanto arma e dos seus guerreiros. Pouco me importa os que já foram cantados, e bem, por quem melhor do que eu. Interessa-me, isso sim, falar dos que agora despontam na dimensão da blogoesfera. As limitações da análise ficam comigo, pobre entre os pobres, mas que disso não me escuso nem nisso me protego.
Começo hoje pelos amigos, os que me visitam, que me calam quando leio o que me vão deixando. Sem Pénis, Nem Inveja será para mim uma das maiores surpresas da blogoesfera. Mulher, fatal, iluminada, embrulha-nos nas palavras para no fim nos deixar o doce paladar das suas ideias; imperdível.
Blogotinha, ou quando a escrita Pop pode prender a atenção. Sinto-a na sala a contar histórias breves enquanto vai tratando da lida da casa. Simples, honesto, o texto aqui é mero veículo mas, nem por isso, menos certo.
Mais amigos haverá a falar; ficam para as próximas estocadas.
Falo também dos que visito, e que teimosamente me obrigam a procurar nos arquivos o que vão escrevendo e que eu falhei.
Mar Salgado, refiro-me claro está ao Pedro Caeiro, não desmerecendo o resto da tripulação não vá espalhar-se o escorbuto. Não que ele seja o que em ideologia mais me aproximo, mas por ser seguramente o que na língua melhor sintetiza o que pensa, o que sente. Nomeiem-no mestre das cartas de bem marear pois, sob a magna orientação do vosso capitão, chegarão seguramente a bom porto e, aí, o rum é para todos!
Barnabé, pelo ecletismo dos temas e precisão da escrita. Não é arrebatador mas é insinuante; não discuto as ideias, os sonhadores são eles e, bastas vezes, exasperam-se. Acresce como vantagem o sistema de comentários para que não nos esqueçamos da provocação. Basta lê-los.
Por hoje chega.
Portugal no seu melhor
Bom povo, não desesperem! Ainda há motivos para sorrir.
Figueira-da-Foz ... como percebo o Santana!
Quem tem amigos tem tudo; obrigado Nuno pelo email.
Heróis do mar, nobre Povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Figueira-da-Foz ... como percebo o Santana!
Quem tem amigos tem tudo; obrigado Nuno pelo email.
Heróis do mar, nobre Povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Portugal profundo
Enviaram-me esta preciosidade. Fica registada sem mais comentários.
quinta-feira, janeiro 08, 2004
Última Hora!
O Template do Exacto voou! Terá sido um ataque ou burrice minha?????
Para que o blog ficasse activo rapidamente optei por um template pré-formatado.
Espero repor alguma coisa mas sei que para além dos contadores perdi links inestimáveis.
Há coisas piores!
P.S. (1) Nada como a cache do Google para recuperarmos algo!
P.S. (2) Penso que recuperei quase tudo! Hip! Hip! Hurra!
Para que o blog ficasse activo rapidamente optei por um template pré-formatado.
Espero repor alguma coisa mas sei que para além dos contadores perdi links inestimáveis.
Há coisas piores!
P.S. (1) Nada como a cache do Google para recuperarmos algo!
P.S. (2) Penso que recuperei quase tudo! Hip! Hip! Hurra!
Vetustas idades, Idades vestidas
A esperança de vida aumenta a cada dia que passa. Em Portugal é hoje legítimo esperar viver-se até aos 70 no caso dos homens e um pouco mais no caso das mulheres, e isto para que estas possam perceber a vida que levámos. As chatices ficam com elas; como é perfeita a natureza!
Por inferência, podemos dizer que alguém que tem hoje 30 anos, sabendo-se que em 1920 a esperança de vida à nascença era de 40 anos (dados do INE), pode esperar viver até aos 100 quando tiver 70; de facto, em 2044 a esperança de vida andará nos 100 anos ou mais. Infelizmente, como diria o meu Pai, “a esperança de vida só aumenta no fim” o que me leva a levantar algumas questões:
1. Com que legitimidade pode alguém com menos de 80 anos dizer ser de vetusta idade?
2. Porque será que as mulheres a partir dos 40 se esquecem de dizer com que idade é que nasceram?
3. Quando a reforma for aos 40 o que se fará até aos 100?
4. Quando colapsará a Segurança Social?
5. Quem pagará as propinas dos bisnetos?
6. Os automóveis terão pára-brisas de aumento?
7. As caixas prioritárias nos hipermercados serão só para deficientes e grávidas?
8. As dietas alimentares devem ser tomadas em jejum? Isto é, antes ou depois da medicação?
9. Quando a esperança de vida de 100 anos for uma realidade diremos “esperança” ou “receio”?
10. Quanto tempo mais terá ainda a sociedade o culto da juventude?
Estou que nem uma alface! Vai uma corridinha?
Adoro as mulheres mas não resisti à provocação; “vive la différence”!
P.S. Este post é suplemento de outro, Trapos e Desperdício, publicado em 26 de Novembro.
Por inferência, podemos dizer que alguém que tem hoje 30 anos, sabendo-se que em 1920 a esperança de vida à nascença era de 40 anos (dados do INE), pode esperar viver até aos 100 quando tiver 70; de facto, em 2044 a esperança de vida andará nos 100 anos ou mais. Infelizmente, como diria o meu Pai, “a esperança de vida só aumenta no fim” o que me leva a levantar algumas questões:
1. Com que legitimidade pode alguém com menos de 80 anos dizer ser de vetusta idade?
2. Porque será que as mulheres a partir dos 40 se esquecem de dizer com que idade é que nasceram?
3. Quando a reforma for aos 40 o que se fará até aos 100?
4. Quando colapsará a Segurança Social?
5. Quem pagará as propinas dos bisnetos?
6. Os automóveis terão pára-brisas de aumento?
7. As caixas prioritárias nos hipermercados serão só para deficientes e grávidas?
8. As dietas alimentares devem ser tomadas em jejum? Isto é, antes ou depois da medicação?
9. Quando a esperança de vida de 100 anos for uma realidade diremos “esperança” ou “receio”?
10. Quanto tempo mais terá ainda a sociedade o culto da juventude?
Estou que nem uma alface! Vai uma corridinha?
Adoro as mulheres mas não resisti à provocação; “vive la différence”!
P.S. Este post é suplemento de outro, Trapos e Desperdício, publicado em 26 de Novembro.
quarta-feira, janeiro 07, 2004
Delírio
Dizem que descobrimos o _B__R__A__S__I__L_. Fica a pergunta: porque não ficámos lá?
Não posso olhar! 1000, 999, 998, (respira fundo), 997, 996, ...
Estão me chamando de macaco ...
Não posso olhar! 1000, 999, 998, (respira fundo), 997, 996, ...
Estão me chamando de macaco ...
Estrela cadente
Na justiça não há estrelas. Nada me move contra a Edite Estrela. Estou certo que é uma pessoa séria e que neste caso padeceu de ingenuidade política. O que me indigna neste processo é saber que este tipo de expediente está demasiado enraizado na nossa cultura; i.e. para muitos a utilização de bens/serviços públicos em proveito próprio não é crime, testemunho claro de que a exposição ao poder pode deslumbrar quem dele aufere. Bem-haja a globalização, pois este e outros vícios vão sendo percebidos como desvios comportamentais.
Feito o Edital pergunta-se onde estão os outros, e que não se olhe a cores, caso contrário não é justiça mas tão só um mero ajuste de contas!
São rosas, senhor!
Camisa de 5 varas.
P.S. As montagens acabam por agora ... os assuntos sérios seguem dentro de momentos.
Feito o Edital pergunta-se onde estão os outros, e que não se olhe a cores, caso contrário não é justiça mas tão só um mero ajuste de contas!
São rosas, senhor!
Camisa de 5 varas.
P.S. As montagens acabam por agora ... os assuntos sérios seguem dentro de momentos.
Portas, dobradiças e doutos entalanços.
“Quem não se sente não é filho de boa gente!” e como o Paulo Portas não se sentiu, que se saiba, e sendo filho de boa gente, que eu sei, posso então deduzir que as injúrias na boca de um travesti poderiam vir a ser a verdade num tribunal. Este facto deu-me liberdade para imaginar o personagem no papel de uma Dragqueen. A escolha da indumentária resulta das qualidades do Lionfish que, como sabem, é uma das criaturas mais venenosas do planeta. A mistura de beleza e perigo é, convirão, a suprema das hipocrisias.
Clownfish as a Lionfish DRAGQUEEN.
Eu não sou desta história. Só aqui fui chamado para testemunhar!
Cheguem-se a mim que eu explico ...
In the navy
Yes, you can sail the seven seas
In the navy
Yes, you can put your mind at ease
In the navy
Come on now, people, make a stand
In the navy, in the navy
Can't you see we need a hand
In the navy
Come on, protect the motherland
In the navy
Come on and join your fellow man
In the navy
Come on people, and make a stand
In the navy, in the navy, in the navy (in the navy)
They want you, they want you
They want you as a new recruit
Village People
P.S. Ouça aqui toda a música. Para a ouvir no Windows Media Player tem de aceitar a instalação automática de um codec (codificador-descodificador) da Microsoft que, aparentemente, é inofensivo.
Acrescento ainda que não tenho nada contra as Dragqueens!
Clownfish as a Lionfish DRAGQUEEN.
Eu não sou desta história. Só aqui fui chamado para testemunhar!
Cheguem-se a mim que eu explico ...
In the navy
Yes, you can sail the seven seas
In the navy
Yes, you can put your mind at ease
In the navy
Come on now, people, make a stand
In the navy, in the navy
Can't you see we need a hand
In the navy
Come on, protect the motherland
In the navy
Come on and join your fellow man
In the navy
Come on people, and make a stand
In the navy, in the navy, in the navy (in the navy)
They want you, they want you
They want you as a new recruit
Village People
P.S. Ouça aqui toda a música. Para a ouvir no Windows Media Player tem de aceitar a instalação automática de um codec (codificador-descodificador) da Microsoft que, aparentemente, é inofensivo.
Acrescento ainda que não tenho nada contra as Dragqueens!
segunda-feira, janeiro 05, 2004
Segredos de Polichinelo
Era uma vez, num mar muito distante, um peixinho palhaço chamado Nemoh (ler ao contrário, como tudo o resto, aliás!). O seu destino estava traçado!
Nemoh vivia feliz; tinha por companhia um peixe balão que não lhe dava descanso e que inchava por tudo e por nada. Por várias vezes picara Nemoh mas nem isso diminuía a amizade que os ligava.
Pela tez chamaram-lhe Sarraceno, mas Nemoh preferia tratá-lo pelo petit nom Coutada, vá se lá saber porquê! Sempre que brincava confiavam Nemoh a um amigo não fosse Coutada aleijá-lo. Gladiador, azul no saber, protegia o clownfish com desvelo. A energia com que brincava só era comparável à sua inexperiência. Gladiador era um enfant terrible.
Andavam eles a brincar quando outro peixe se aproximou. O ar era grave; vinha o ofendido pedir meças ao Gladiador. "Dizem por aí que sou peixófilo, ofensa grave merece reparo e tu Gladiador meteste-nos a todos na mesma rede!"
Gladiador balbuciou "Também tu Ferrus?" e, dizendo isto, virou-lhe as costas. Nisto, surgiu um tubarão.
"Calma, sou vegetariano! Devemos deixar o Gladiador em paz. Alguém viu o Nemoh?". Perante tal ameaça o clownfish refugiara-se num coral de recife. Mal sabia ele que o perigo não era este. No final, tal como outros, acabaria num aquário.
Finding Nemoh ... in a a Clownfish Sea
Em cartaz num País perto de si!
Nós de Marinheiro
Nó Cruz para subir o pano.
Nó Sá Fernandes para embrulhos.
Nó Nabais para cordas da mesma classe.
Nó Rito para saltar à corda.
Nó Oposição, o mesmo que nó górdio.
Nó Governo, o mesmo que nó cego.
Nó Pedroso quando já nada funcionar.
No Doubt, deram-nos o nó!
Nemoh vivia feliz; tinha por companhia um peixe balão que não lhe dava descanso e que inchava por tudo e por nada. Por várias vezes picara Nemoh mas nem isso diminuía a amizade que os ligava.
Pela tez chamaram-lhe Sarraceno, mas Nemoh preferia tratá-lo pelo petit nom Coutada, vá se lá saber porquê! Sempre que brincava confiavam Nemoh a um amigo não fosse Coutada aleijá-lo. Gladiador, azul no saber, protegia o clownfish com desvelo. A energia com que brincava só era comparável à sua inexperiência. Gladiador era um enfant terrible.
Andavam eles a brincar quando outro peixe se aproximou. O ar era grave; vinha o ofendido pedir meças ao Gladiador. "Dizem por aí que sou peixófilo, ofensa grave merece reparo e tu Gladiador meteste-nos a todos na mesma rede!"
Gladiador balbuciou "Também tu Ferrus?" e, dizendo isto, virou-lhe as costas. Nisto, surgiu um tubarão.
"Calma, sou vegetariano! Devemos deixar o Gladiador em paz. Alguém viu o Nemoh?". Perante tal ameaça o clownfish refugiara-se num coral de recife. Mal sabia ele que o perigo não era este. No final, tal como outros, acabaria num aquário.
Finding Nemoh ... in a a Clownfish Sea
Em cartaz num País perto de si!
Nós de Marinheiro
Nó Cruz para subir o pano.
Nó Sá Fernandes para embrulhos.
Nó Nabais para cordas da mesma classe.
Nó Rito para saltar à corda.
Nó Oposição, o mesmo que nó górdio.
Nó Governo, o mesmo que nó cego.
Nó Pedroso quando já nada funcionar.
No Doubt, deram-nos o nó!
Arco-íris
Quem pensar que somos diferentes é tolo. Não é a cor que nos distingue mas sim a forma como pintamos a vida.
Derby da 2ª Circular
Há hoje 6 milhões de portugueses com insónias! Este flagelo é uma preocupação recorrente da saúde pública. Consta que há pessoas em depressão há 10 anos. O défice está explicado; despesa em saúde!
Tenor e Bailarino ... "não habia nexexidade!"
Mensagem do Ponto da Costa: “Os benfiquistas são como os camarões: vermelhos por fora, brancos por dentro, só têm m... na cabeça, e até os comemos, carago!”
Vale-me ser da Académica ...
Tenor e Bailarino ... "não habia nexexidade!"
Mensagem do Ponto da Costa: “Os benfiquistas são como os camarões: vermelhos por fora, brancos por dentro, só têm m... na cabeça, e até os comemos, carago!”
Vale-me ser da Académica ...
domingo, janeiro 04, 2004
Graffiti
A origem: Na “Vida de Brian” dos Monty Phyton, Brian (se a memória não me falha) é apanhado na calada da noite a pintar num templo a frase “Abaicho os rumanos!”. O guarda, exasperado, explica-lhe os erros que ele tinha cometido em latim. Como castigo, Brian é obrigado a reescrever a frase corrigida cem vezes nas paredes do templo ...
A zona de Lisboa foi tomada pelas pinturas rupestres urbanas. Muro sem assinatura é papel em branco. Mas há mais; paredes, portas, janelas, caixotes do lixo, placas de sinalização, carros abandonados, “you name it”! Este tipo de arte já invadiu por direito próprio o quotidiano dos portugueses. Basta fazer uma viagem a Lisboa num qualquer ramal de comboio para se perceber o que estou a dizer. Escrevo hoje particularmente chocado pois esta praga invadiu Cascais. É quase como cuspir para um diamante para lhe dar brilho.
De todas as artes, se lhe pudermos chamar assim, esta é certamente a única que se distingue pela ditadura da estética e violação do património.
Falemos de estética. Se considerarmos que 90% dos graffiti’s são meras assinaturas começamos a compreender o leit motif dos autores; também as feras urinam para marcar território, mas as analogias não se ficam por aqui. A maioria das feras ataca em matilha para diminuir o risco de insucesso. Não houvesse gangs e a maioria dos (gra)fiteiros teria na televisão o único motivo de insucesso escolar. Mas mais grave do que a cobardia é a imposição de mensagens de carácter oculto, dirigidas a uma comunidade já familiarizada com estes códigos, sem legitimação da sua estética. Ousasse um arquitecto tamanha heresia e a obra não ficaria para a história.
Quanto ao património. São verdadeiros snipers do património alheio. Não escolhem alvos, não têm causa, apenas vaidade. Comecemos pelo óbvio. Não se conhecem (gra)fiteiros com idades que denotem uma vida ganha em trabalho. As latas foram certamente compradas com dinheiro “encontrado” nas carteiras dos desafortunados pais. As telas, essas, são dos incautos que dormem, e foram pagas pelos próprios ou pelos impostos de todos. O (gra)fiteiro está acima da lógica de propriedade e, assim, reescreve o código civil configurando nele uma nova forma de contrato. Infelizmente não lhe sobra o ónus de gerir o serviço de limpeza e de suportar o seu custo. Crime perfeito!
Falemos, por fim, em segurança. Há alguns anos em Nova Iorque, local onde esta actividade atingiu o apogeu, o Mayor Giuliani mostrou que combatendo todas as formas de crime se reduzia o receio da população e, também, a incidência dos crimes mais graves. Espantoso; o graffiti é uma das formas de iniciação da delinquência, como se não o soubéssemos já.
É urgente combater este flagelo para bem de todos, e dos (gra)fiteiros em particular!
Muitos destes miúdos deviam estar a pintar telas! Dr. Capucho, mexa-se!
Graffiti - do grego "graphein" e do latim "graffito" (desenho ou rabisco numa superfície). Tanta erudição para expressar o nada.
A zona de Lisboa foi tomada pelas pinturas rupestres urbanas. Muro sem assinatura é papel em branco. Mas há mais; paredes, portas, janelas, caixotes do lixo, placas de sinalização, carros abandonados, “you name it”! Este tipo de arte já invadiu por direito próprio o quotidiano dos portugueses. Basta fazer uma viagem a Lisboa num qualquer ramal de comboio para se perceber o que estou a dizer. Escrevo hoje particularmente chocado pois esta praga invadiu Cascais. É quase como cuspir para um diamante para lhe dar brilho.
De todas as artes, se lhe pudermos chamar assim, esta é certamente a única que se distingue pela ditadura da estética e violação do património.
Falemos de estética. Se considerarmos que 90% dos graffiti’s são meras assinaturas começamos a compreender o leit motif dos autores; também as feras urinam para marcar território, mas as analogias não se ficam por aqui. A maioria das feras ataca em matilha para diminuir o risco de insucesso. Não houvesse gangs e a maioria dos (gra)fiteiros teria na televisão o único motivo de insucesso escolar. Mas mais grave do que a cobardia é a imposição de mensagens de carácter oculto, dirigidas a uma comunidade já familiarizada com estes códigos, sem legitimação da sua estética. Ousasse um arquitecto tamanha heresia e a obra não ficaria para a história.
Quanto ao património. São verdadeiros snipers do património alheio. Não escolhem alvos, não têm causa, apenas vaidade. Comecemos pelo óbvio. Não se conhecem (gra)fiteiros com idades que denotem uma vida ganha em trabalho. As latas foram certamente compradas com dinheiro “encontrado” nas carteiras dos desafortunados pais. As telas, essas, são dos incautos que dormem, e foram pagas pelos próprios ou pelos impostos de todos. O (gra)fiteiro está acima da lógica de propriedade e, assim, reescreve o código civil configurando nele uma nova forma de contrato. Infelizmente não lhe sobra o ónus de gerir o serviço de limpeza e de suportar o seu custo. Crime perfeito!
Falemos, por fim, em segurança. Há alguns anos em Nova Iorque, local onde esta actividade atingiu o apogeu, o Mayor Giuliani mostrou que combatendo todas as formas de crime se reduzia o receio da população e, também, a incidência dos crimes mais graves. Espantoso; o graffiti é uma das formas de iniciação da delinquência, como se não o soubéssemos já.
É urgente combater este flagelo para bem de todos, e dos (gra)fiteiros em particular!
Muitos destes miúdos deviam estar a pintar telas! Dr. Capucho, mexa-se!
Graffiti - do grego "graphein" e do latim "graffito" (desenho ou rabisco numa superfície). Tanta erudição para expressar o nada.
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