segunda-feira, janeiro 12, 2004

Expresso sem açucar

O Expresso afirma que 40% dos homens portugueses paga para ter sexo. A maioria dos inquiridos afirmou: “Grande novidade; quem paga as jóias, as férias, a casa, a alimentação e a educação dos miúdos ... e depois ainda dizem que não fazemos nada!”. Contudo, a dúvida fica no ar: “Se 40% dos homens paga para ter sexo o que é que isso faz das mulheres deles?”.

Adivinham-se as próximas notícias: "O faroleiro das Berlengas, no seguimento dos casos da Madeira e dos Açores, pediu para ser transferido para o Continente com medo de vir a ser vítima; é que na ilha só lá vivem ele e um burro".

A força da notícia eleva o jornalista!

Perdoem-me a caricatura ...

domingo, janeiro 11, 2004

No arame

Pensionista com espírito de iniciativa e sem aversão ao risco.

Pode atirar a moedinha para o chão ... o chapéu está no prego!

Impensável

O bom do Francisco José Viegas, mestre na arte do bem saber receber, entrevistou há dias a Margarida Rebelo Pinto. Falava-se de escrita e a Margarida teimava em justificar o Pop sem recato e com frontalidade, sublinhando as razões que a vida lhe dava para assistir à escolha dos personagens, dos temas, das palpitações, enfim do enredo.
Após ter afirmado a sua preferência por determinado perfil de homem, Francisco respondeu em sorriso que face às características pretendidas ele não seria elegível ao que, prontamente, a Margarida replicou “Você pode vir a ser a excepção, quem sabe, não é?!” ... os segundos de embaraço ultrapassaram em muito as minhas reticências e o Francisco, timidamente, começou a apresentar um livro ao acaso, numa gaguez indisfarçada, provando que a fluidez da escrita não faz a escola da vida.

Há vidas mais coloridas do que outras. Quem somos nós para as recriminar!

Livro aberto, ou talvez não!

Dean

Não, não é de ensino que falo, embora o título o possa sugerir. Interessam-me sim as eleições americanas, já abordadas ao de leve pelo Nuno Mota Pinto, as quais, nas palavras de Mário Soares numa recente entrevista à Sic Notícias, deviam ter os votos do resto do Mundo já que tanto influenciam a humanidade. Não posso estar mais de acordo e, fazendo minhas as palavras do NMP, "Vamos ao que interessa"!

Seria bom que alguém avisado como o NMP pudesse fazer uma abordagem geral ao problema. A proximidade do NMP com Washington ajuda e a nossa distância esclarece. Quem começa?

Por maiores diferenças que tenham elefantes e jumentos, as cores dos confetti são no geral as da nação!

Aproveito para acrescentar ao que já disse, o NMP é de leitura obrigatória. Escrita fluida e pensamento sagaz. As ideias, essas, são as dele!

Pensamento do dia

Ouvia distraidamente um CD dos Tribalistas quando, por mero acaso, tive um acesso de clarividência; não, não podia ser! Repeti a música na expectativa ... et voila!
Desfaço então o mito; ouvi distintamente a palavra “Mulher” a rimar com “José”; de facto, os brasileiros dizem “Mulhé”. Têm ainda palavras em que eliminam as consoantes por combinação de vocábulos como, por exemplo, “Podemos ir” e que soa como “Podemosi”, etc. O que eles fizeram, de forma sublime, foi “vogalizar” as consoantes finais dos vocábulos. Brilhante, digam-me agora se a língua é cantada ou martelada. Mas que soa bem, soa!

Bordar a língua e rematar as pontas.

sábado, janeiro 10, 2004

Pantheon esquecido (2)

(Perdoem-me, mas hoje vou alongar-me porque a causa é nobre!)
A causa-nossa (minha também pois é de Portugal que se trata, embora nem sempre pelas mesmas razões) publicou há uns dias a resposta à análise que fiz a um post do Vital Moreira. Vital, que desde já parabenteio pela entrada na blogoesfera e pelo ritmo feérico de edição (superior ao meu, espante-se!), leu mal nas entrelinhas e acusa-me de crítico sem saudade de Coimbra.

Por entrada do Lobo-do-Mar, hoje ancorado no Porto, abordei en passant a problemática de Coimbra. Facto assaz distinto na génese da maledicência proclamada, pois o que me move é assertivo e nobre, não fosse eu um emigrante enamorado pela Lusa Atenas. É certo que critiquei o Vital Moreira pela abordagem inicial, tão-somente por saber que, sendo embora de fino trato e rara inteligência, teve o poder e não teve a ousadia.

Comecemos pelo início. Ser cientista é obrigação de quem o Estado investiu de saber na esperança de que a semente se propague. Assim, o Coimbra Group, embora louvável, deve ser entendido como uma parceria natural na lógica da tradição Coimbrã. Não falo da normal actividade da Universidade, o problema coloca-se a montante.

Há vinte anos Coimbra dispunha de uma vantagem competitiva face ao resto do País. Tinha em relação ao ensino aquilo que na gestão se designa por elevada Brand Equity. Bastava a invocação do nome e ficava no ar a deferência que se deve ao Saber. Era esta a força da sua Marca. Ser a terceira cidade era algo que já se percebia estar a fugir, não havia a tradição de uma indústria alicerçada em gentios temerários. Aveiro afirmou-se assim. Em suma, Coimbra podia e devia ter-se diferenciado como arauto de ensino. A concorrência é hoje fortíssima; Lisboa, Porto, Aveiro e Braga são já referências incontornáveis na oferta de educação. Por falta de tradição de empreendimento, Coimbra não se alicerçou no ensino privado que se sabe ser hoje, quer se goste ou não, o bastião da melhor oferta nos países que perceberam que o conhecimento também se pode exportar. Esta é a excelência que potencia a criação de serviços de alto valor acrescentado, alicerçados no conhecimento e dificilmente replicáveis. Para isso, distanciem-se da cátedra e com humildade e em consciência façam a vossa contrição. Só espíritos livres podem fazer esta revolução. Tirem as devidas ilações e aumentem a oferta de conhecimento, permitam a saudável lógica de mercado no ensino (o contrário é demagogia), deixem os alunos escolher (já o fazem noutras cidades ...), façam de Coimbra a Boston portuguesa. Isto ainda é possível pela dimensão, localização, docentes e tradição da cidade. Repensem a oferta em função da procura, melhorem a qualidade do serviço para que os alunos não falhem, criem rankings para perceber o sucesso dos profissionais que criaram. Não envelheçam, os pais agradecem!

Falemos agora de outros Serviços.

Sabendo-se que Coimbra ganhou diferencial na Saúde nos últimos anos, resultado de uma estratégia cimentada num Hospital Universitário moderno e com quadros de inegável valor, deve fazer-se aposta forte neste cluster antes que se repita aqui o que já aconteceu no ensino. Daqui a 20 anos ninguém fará 200km de Lisboa, ou 90 km do Porto, para se tratar em Coimbra se não percepcionar vantagem clara no serviço prestado. Criem mais sinergias entre os fornecedores de saúde, melhorem a produtividade dos serviços, apostem em cuidados de saúde que exijam elevada especialização, criem unidades com serviços de hotelaria excepcionais, preparem oferta para a prevenção (haverá médicos bastantes?), formem mais médicos e enfermeiros, façam de Coimbra a cidade verde da Saúde.

Falta falar do Direito que tanto garbo tem dado a Coimbra. Faculdade da teoria faz os conceitos que os outros adoptam. Será suficiente? Penso que não! Freitas do Amaral, Jorge Miranda, Marcelo Rebelo de Sousa e tantos outros não se formaram em Coimbra. Uma hora de televisão projecta mais uma cidade do que um ano de aulas, aprendam com a Figueira-da-Foz. Se olharmos para os grandes escritórios de advocacia então aí a diferença é gritante; o pragmatismo das escolas de Lisboa leva de vencida a tribuna de Coimbra. Saberá o VM falar sobre este tema melhor do que eu, mas se o fizer, faça-o sem bairrismo e mostre-nos o caminho.

Falemos ainda na descentralização (não falei em regionalização ...); façam lobby para sediar em Coimbra alguns Institutos e Direcções do Estado. Faço votos para que a iniciativa da API não seja uma mera formalidade para cumprir calendário. Interessa também ao País reduzir assimetrias; apostem nesta estratégia!

Dito isto Moreira, se és Vital (e Coimbra precisa de valores assim) eu fui Exacto!



Educação; palavra hoje demasiado forte pois a maioria dos agentes demitiu-se da nobre obrigação de educar ... quantos são os educadores que conhecem as ansiedades, expectativas, dificuldades e capacidades dos seus educandos? Esta é outra história, fica para segundas núpcias.
Da primeira e da segunda educação já falei também, e essas, quer queiramos quer não, são as mais importantes.
É nestas idades que se apreendem os valores e se forma o carácter, e uma nação sã faz toda a diferença.

Segredo de Justiça

Os magistrados queixam-se dos advogados, os advogados dos políticos, os políticos dos media e os media acusam tudo e todos. Uns e outros refugiam-se na vaidade da exposição, fazendo pausa bastante para que a fotografia lhes apanhe o melhor ângulo. É a cadeia alimentar da informação!

O armeiro, ciente do seu espólio, tranca a sete chaves armas e munições. A despesa será dele se algo faltar, e para isso há código, cela e exemplo. O soldado, cliente do primeiro, só tem autoridade quando investido com as ferramentas de terror. Arma e munições são agora um só, numa harmonia só desfeita em tragédia quando a bala parte para encontrar outro igual, diferente, com vida. O soldado disparara, fizera-o porque tinha a munição e o alvo, faltava-lhe a causa.

Terá o jornalista legitimidade em disparar só porque teve acesso a munições? Será ele o melhor juiz na escolha dos alvos?

Temos ainda um longo caminho a percorrer para compreendermos que a censura é algo necessário e íntimo, na escolha dos meios que não violem a nossa consciência e que garantam o direito ao bom-nome que cada um merece à partida, como nós próprios, aliás. Armeiros e soldados, censurem-se! E nós, alvos, temos de nos recriminar também! Aqui não mora virgem ingénua nem culpa solteira ...

Eu te observo, persigo, condeno, torturo, absolvo e perdoo. Assim, lavo aqui as minhas mãos ...

Barahona Possollo, pintor português ... pasme-se!

sexta-feira, janeiro 09, 2004

Sublimes mensagens subliminares

Primeiro estranha-se. Depois entranha-se. Este foi o slogan idealizado por Fernando Pessoa (sim, esse mesmo, que além de poeta era "copywriter") para a Coca-Cola. De facto, está aqui subjacente a criação de hábitos de consumo. Como sempre, Pessoa foi genial (obrigado Miguel pela história).

É fascinante ler alguém que domina o verbo, que brilha na arte de bem toirear as palavras, colocando os ferros quando menos se espera, onde só a síntese e a mensagem conseguem penetrar. Se lhe adicionarmos o quanto baste de razão ficamos aprisionados nas ideias, e estas acompanham-nos mesmo no sono onde mais ninguém perscruta. E, maldição dos corrompidos, se houver emoção que as eleve entramos no domínio do fascínio, qual teia de razões sem razão que nos aprisiona ao texto, ao autor, à ficção.

Cumpre-me assim falar do sublime, da língua enquanto arma e dos seus guerreiros. Pouco me importa os que já foram cantados, e bem, por quem melhor do que eu. Interessa-me, isso sim, falar dos que agora despontam na dimensão da blogoesfera. As limitações da análise ficam comigo, pobre entre os pobres, mas que disso não me escuso nem nisso me protego.

Começo hoje pelos amigos, os que me visitam, que me calam quando leio o que me vão deixando. Sem Pénis, Nem Inveja será para mim uma das maiores surpresas da blogoesfera. Mulher, fatal, iluminada, embrulha-nos nas palavras para no fim nos deixar o doce paladar das suas ideias; imperdível.
Blogotinha, ou quando a escrita Pop pode prender a atenção. Sinto-a na sala a contar histórias breves enquanto vai tratando da lida da casa. Simples, honesto, o texto aqui é mero veículo mas, nem por isso, menos certo.
Mais amigos haverá a falar; ficam para as próximas estocadas.

Falo também dos que visito, e que teimosamente me obrigam a procurar nos arquivos o que vão escrevendo e que eu falhei.
Mar Salgado, refiro-me claro está ao Pedro Caeiro, não desmerecendo o resto da tripulação não vá espalhar-se o escorbuto. Não que ele seja o que em ideologia mais me aproximo, mas por ser seguramente o que na língua melhor sintetiza o que pensa, o que sente. Nomeiem-no mestre das cartas de bem marear pois, sob a magna orientação do vosso capitão, chegarão seguramente a bom porto e, aí, o rum é para todos!
Barnabé, pelo ecletismo dos temas e precisão da escrita. Não é arrebatador mas é insinuante; não discuto as ideias, os sonhadores são eles e, bastas vezes, exasperam-se. Acresce como vantagem o sistema de comentários para que não nos esqueçamos da provocação. Basta lê-los.
Por hoje chega.

Portugal no seu melhor

Bom povo, não desesperem! Ainda há motivos para sorrir.

Figueira-da-Foz ... como percebo o Santana!

Quem tem amigos tem tudo; obrigado Nuno pelo email.

Heróis do mar, nobre Povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Portugal profundo

Enviaram-me esta preciosidade. Fica registada sem mais comentários.

quinta-feira, janeiro 08, 2004

Última Hora!

O Template do Exacto voou! Terá sido um ataque ou burrice minha?????
Para que o blog ficasse activo rapidamente optei por um template pré-formatado.
Espero repor alguma coisa mas sei que para além dos contadores perdi links inestimáveis.
Há coisas piores!



P.S. (1) Nada como a cache do Google para recuperarmos algo!

P.S. (2) Penso que recuperei quase tudo! Hip! Hip! Hurra!

Vetustas idades, Idades vestidas

A esperança de vida aumenta a cada dia que passa. Em Portugal é hoje legítimo esperar viver-se até aos 70 no caso dos homens e um pouco mais no caso das mulheres, e isto para que estas possam perceber a vida que levámos. As chatices ficam com elas; como é perfeita a natureza!

Por inferência, podemos dizer que alguém que tem hoje 30 anos, sabendo-se que em 1920 a esperança de vida à nascença era de 40 anos (dados do INE), pode esperar viver até aos 100 quando tiver 70; de facto, em 2044 a esperança de vida andará nos 100 anos ou mais. Infelizmente, como diria o meu Pai, “a esperança de vida só aumenta no fim” o que me leva a levantar algumas questões:

1. Com que legitimidade pode alguém com menos de 80 anos dizer ser de vetusta idade?
2. Porque será que as mulheres a partir dos 40 se esquecem de dizer com que idade é que nasceram?
3. Quando a reforma for aos 40 o que se fará até aos 100?
4. Quando colapsará a Segurança Social?
5. Quem pagará as propinas dos bisnetos?
6. Os automóveis terão pára-brisas de aumento?
7. As caixas prioritárias nos hipermercados serão só para deficientes e grávidas?
8. As dietas alimentares devem ser tomadas em jejum? Isto é, antes ou depois da medicação?
9. Quando a esperança de vida de 100 anos for uma realidade diremos “esperança” ou “receio”?
10. Quanto tempo mais terá ainda a sociedade o culto da juventude?

Estou que nem uma alface! Vai uma corridinha?

Adoro as mulheres mas não resisti à provocação; “vive la différence”!

P.S. Este post é suplemento de outro, Trapos e Desperdício, publicado em 26 de Novembro.

quarta-feira, janeiro 07, 2004

Delírio

Dizem que descobrimos o _B__R__A__S__I__L_. Fica a pergunta: porque não ficámos ?

Não posso olhar! 1000, 999, 998, (respira fundo), 997, 996, ...

Estão me chamando de macaco ...

Estrela cadente

Na justiça não há estrelas. Nada me move contra a Edite Estrela. Estou certo que é uma pessoa séria e que neste caso padeceu de ingenuidade política. O que me indigna neste processo é saber que este tipo de expediente está demasiado enraizado na nossa cultura; i.e. para muitos a utilização de bens/serviços públicos em proveito próprio não é crime, testemunho claro de que a exposição ao poder pode deslumbrar quem dele aufere. Bem-haja a globalização, pois este e outros vícios vão sendo percebidos como desvios comportamentais.
Feito o Edital pergunta-se onde estão os outros, e que não se olhe a cores, caso contrário não é justiça mas tão só um mero ajuste de contas!

São rosas, senhor!

Camisa de 5 varas.


P.S. As montagens acabam por agora ... os assuntos sérios seguem dentro de momentos.

Portas, dobradiças e doutos entalanços.

“Quem não se sente não é filho de boa gente!” e como o Paulo Portas não se sentiu, que se saiba, e sendo filho de boa gente, que eu sei, posso então deduzir que as injúrias na boca de um travesti poderiam vir a ser a verdade num tribunal. Este facto deu-me liberdade para imaginar o personagem no papel de uma Dragqueen. A escolha da indumentária resulta das qualidades do Lionfish que, como sabem, é uma das criaturas mais venenosas do planeta. A mistura de beleza e perigo é, convirão, a suprema das hipocrisias.

Clownfish as a Lionfish DRAGQUEEN.

Eu não sou desta história. Só aqui fui chamado para testemunhar!
Cheguem-se a mim que eu explico ...


In the navy
Yes, you can sail the seven seas
In the navy
Yes, you can put your mind at ease
In the navy
Come on now, people, make a stand
In the navy, in the navy
Can't you see we need a hand
In the navy
Come on, protect the motherland
In the navy
Come on and join your fellow man
In the navy
Come on people, and make a stand
In the navy, in the navy, in the navy (in the navy)

They want you, they want you
They want you as a new recruit

Village People

P.S. Ouça aqui toda a música. Para a ouvir no Windows Media Player tem de aceitar a instalação automática de um codec (codificador-descodificador) da Microsoft que, aparentemente, é inofensivo.
Acrescento ainda que não tenho nada contra as Dragqueens!

segunda-feira, janeiro 05, 2004

Segredos de Polichinelo

Era uma vez, num mar muito distante, um peixinho palhaço chamado Nemoh (ler ao contrário, como tudo o resto, aliás!). O seu destino estava traçado!
Nemoh vivia feliz; tinha por companhia um peixe balão que não lhe dava descanso e que inchava por tudo e por nada. Por várias vezes picara Nemoh mas nem isso diminuía a amizade que os ligava.

Pela tez chamaram-lhe Sarraceno, mas Nemoh preferia tratá-lo pelo petit nom Coutada, vá se lá saber porquê! Sempre que brincava confiavam Nemoh a um amigo não fosse Coutada aleijá-lo. Gladiador, azul no saber, protegia o clownfish com desvelo. A energia com que brincava só era comparável à  sua inexperiência. Gladiador era um enfant terrible.

Andavam eles a brincar quando outro peixe se aproximou. O ar era grave; vinha o ofendido pedir meças ao Gladiador. "Dizem por aí que sou peixófilo, ofensa grave merece reparo e tu Gladiador meteste-nos a todos na mesma rede!"

Gladiador balbuciou "Também tu Ferrus?" e, dizendo isto, virou-lhe as costas. Nisto, surgiu um tubarão.

"Calma, sou vegetariano! Devemos deixar o Gladiador em paz. Alguém viu o Nemoh?". Perante tal ameaça o clownfish refugiara-se num coral de recife. Mal sabia ele que o perigo não era este. No final, tal como outros, acabaria num aquário.

Finding Nemoh ... in a a Clownfish Sea

Em cartaz num País perto de si!

Nós de Marinheiro
Nó Cruz para subir o pano.
Nó Sá Fernandes para embrulhos.
Nó Nabais para cordas da mesma classe.
Nó Rito para saltar à corda.
Nó Oposição, o mesmo que nó górdio.
Nó Governo, o mesmo que nó cego.
Nó Pedroso quando já nada funcionar.
No Doubt, deram-nos o nó!

Arco-íris

Quem pensar que somos diferentes é tolo. Não é a cor que nos distingue mas sim a forma como pintamos a vida.

Derby da 2ª Circular

Há hoje 6 milhões de portugueses com insónias! Este flagelo é uma preocupação recorrente da saúde pública. Consta que há pessoas em depressão há 10 anos. O défice está explicado; despesa em saúde!

Tenor e Bailarino ... "não habia nexexidade!"

Mensagem do Ponto da Costa: “Os benfiquistas são como os camarões: vermelhos por fora, brancos por dentro, só têm m... na cabeça, e até os comemos, carago!”
Vale-me ser da Académica ...


domingo, janeiro 04, 2004

Graffiti

A origem: Na “Vida de Brian” dos Monty Phyton, Brian (se a memória não me falha) é apanhado na calada da noite a pintar num templo a frase “Abaicho os rumanos!”. O guarda, exasperado, explica-lhe os erros que ele tinha cometido em latim. Como castigo, Brian é obrigado a reescrever a frase corrigida cem vezes nas paredes do templo ...

A zona de Lisboa foi tomada pelas pinturas rupestres urbanas. Muro sem assinatura é papel em branco. Mas há mais; paredes, portas, janelas, caixotes do lixo, placas de sinalização, carros abandonados, “you name it”! Este tipo de arte já invadiu por direito próprio o quotidiano dos portugueses. Basta fazer uma viagem a Lisboa num qualquer ramal de comboio para se perceber o que estou a dizer. Escrevo hoje particularmente chocado pois esta praga invadiu Cascais. É quase como cuspir para um diamante para lhe dar brilho.
De todas as artes, se lhe pudermos chamar assim, esta é certamente a única que se distingue pela ditadura da estética e violação do património.
Falemos de estética. Se considerarmos que 90% dos graffiti’s são meras assinaturas começamos a compreender o leit motif dos autores; também as feras urinam para marcar território, mas as analogias não se ficam por aqui. A maioria das feras ataca em matilha para diminuir o risco de insucesso. Não houvesse gangs e a maioria dos (gra)fiteiros teria na televisão o único motivo de insucesso escolar. Mas mais grave do que a cobardia é a imposição de mensagens de carácter oculto, dirigidas a uma comunidade já familiarizada com estes códigos, sem legitimação da sua estética. Ousasse um arquitecto tamanha heresia e a obra não ficaria para a história.
Quanto ao património. São verdadeiros snipers do património alheio. Não escolhem alvos, não têm causa, apenas vaidade. Comecemos pelo óbvio. Não se conhecem (gra)fiteiros com idades que denotem uma vida ganha em trabalho. As latas foram certamente compradas com dinheiro “encontrado” nas carteiras dos desafortunados pais. As telas, essas, são dos incautos que dormem, e foram pagas pelos próprios ou pelos impostos de todos. O (gra)fiteiro está acima da lógica de propriedade e, assim, reescreve o código civil configurando nele uma nova forma de contrato. Infelizmente não lhe sobra o ónus de gerir o serviço de limpeza e de suportar o seu custo. Crime perfeito!
Falemos, por fim, em segurança. Há alguns anos em Nova Iorque, local onde esta actividade atingiu o apogeu, o Mayor Giuliani mostrou que combatendo todas as formas de crime se reduzia o receio da população e, também, a incidência dos crimes mais graves. Espantoso; o graffiti é uma das formas de iniciação da delinquência, como se não o soubéssemos já.
É urgente combater este flagelo para bem de todos, e dos (gra)fiteiros em particular!

Muitos destes miúdos deviam estar a pintar telas! Dr. Capucho, mexa-se!

Graffiti - do grego "graphein" e do latim "graffito" (desenho ou rabisco numa superfície). Tanta erudição para expressar o nada.

sábado, janeiro 03, 2004

Heranças

1. Salazar.
2. Marcelo Caetano.
3. Spnínola.
4. Otelo.
5. Costa Gomes.
6. Vasco Gonçalves.
7. Soares.
8. Sá Carneiro.
9. Eanes.
10. Cavaco.
11. Guterres.
12. Durão.
13. 453.000 portugueses desempregados.
14. Défice nos 3% via receitas extraordinárias (titularização de dívida fiscal e da Segurança Social e a transferência do Fundo de Pensões dos CTT).
12. Recessão económica (PIB diminuiu).
(Nota: A correlação está explicada, não se pode pedir mais! Antes fôssemos deserdados ...)

Olhemos o futuro!

Embora o post possa parecer pessimista não o é! No entanto, devemos perceber o passado para traçarmos o futuro. Poucos foram os líderes com sentido de estado e visão estratégica. Falta a Portugal um grande líder, os outros podem ser meros técnicos. É assim preocupante não haver na classe política ninguém, repito: ninguém, que tenha esse destino. Aceitam-se inscrições!

Checkpoint Charlie

A prova que faltava. Confirma-se, assim, a reunificação da Alemanha! Agora só falta a Europa ...


Heidi Klum; I'm speechless!

Aves de rapina

Também eu, na melhor tradição britânica, apoio o mecenato. Não fora isso e jamais me permitiria ter na minha residência a estátua de Bonaparte (melhor, Buona Parte para sermos rigorosos) esculpida pelo Canova e, também, um dos dois exemplares do Tratado de Tordesilhas. (Duque de Wellington)

O cavalo é lusitano ...

Obrigado ingleses; sem vós Portugal teria ficado mais pobre, que o digam os amigos de Peniche.
Implorámos por uma aliança Santa e conquistámos uma santa Aliança ... firmada na Magna Carta! É a chamada táctica do quadrado ...

sexta-feira, janeiro 02, 2004

França

País fantástico. Paris confere-lhe o apogeu em história, monumentos e patine. Porquê então o orgulho Francês?
Nunca uma nação deveu tanto a tão poucos! Foram derrotados pelos vizinhos de maior porte, Inglaterra e Alemanha, e não fossem os americanos e hoje não se dançaria o Cancan no Moulin Rouge. De agradecidos passaram a humilhados, e não é para menos, se o imperador corso tinha por primeira língua o italiano, na arte encontraram representação maior no Leonardo, o fiorentino. E que Mona ...

Narcisos ... dão-se bem em jarros!

J’aime bien Paris! Tant pis pour les citoyens …

quinta-feira, janeiro 01, 2004

Curvas e contracurvas

O Exacto recebeu hoje uma visita de Estocolmo. Confirmem o que o Einstein já tinha teorizado; a curva é o caminho mais curto entre dois pontos.

Big Brother.

Virtudes do McAfee Visual Trace.

Palpitações

Oh!Oh! Oh!
Homens e mulheres de bem, depois do Inverno de 2003 aguarda-se a Primavera com expectativa; tudo vai bem no reino da fantasia neste ano santo de 2004!



Ficou velho no esquecer de histórias e agitação,
nascido santo teve no tempo a emoção,
deixou para trás dias contados sem regresso,
faria um ano e já lhe urdiam o processo.

Foi breve e atribulado, aliás como os demais;
finda a festa escutai-me agora ó comensais,
é tempo de pensar o que faltou, elevar Portugal,
este povo merece mais, merece tudo, não há igual!

(feito a 14 graus; é carrascão mas soube bem!)

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quarta-feira, dezembro 31, 2003

2 0 0 4

Que em 2004 o Mundo ofereça melhor colheita para todos!
Bom Ano, onde quer que esteja, com quem quer que esteja!

Pelas 00:00 horas do dia 1 de Janeiro o Mundo costuma sorrir.

Não conheço nenhum e conheço-os a todos! (Secção de links)
Eles foram o meu Firework na blogoesfera!

Aos desconhecidos e aos colunáveis,
aos iluminados e aos ignorantes,
aos escribas e aos poetas,
aos analistas e aos bairristas,
aos próximos e aos distantes,
aos pobres e aos ricos,
aos doentes e aos rijos,
aos apaixonados e aos desiludidos,
à gente de bem,
à Blogoesfera!

TCHIN-TCHIN!
Ou, como dizem os brasileiros, “Muitá Félicidádji!”


Acompanhe este post com música. Clique em (neste caso em Don`t Know Why), depois escolha Получить ссылку, e finalmente pressione o link que termina em mp3. Na janela pop-up que surgir faça Open se quiser ouvir logo ou Save se pretender guardá-la para melhor ocasião. Se pretender ouvir outro artista faça a pesquisa na caixa semelhante a esta (experimentem com U2):

Digam lá se não sou amigo! É ouvir MP3 até adormecer ...

Cold Numbers

800.000 mortos - Verdun, 1ª guerra mundial, 1916.
220.000 mortos – Hiroshima, 2ª guerra mundial, 1945.
100.000 mortos – Dresden, 2ª guerra mundial, 1945.
70.000 mortos – Nagazaki, 2ª guerra mundial, 1945.
60.000 mortos - Lisboa, terramoto, 1755.
40.000 mortos - Bam, terramoto no Irão, 2003.
3.767 mortos – Nova Iorque, Twin Towers, 2001.
1.478 mortos - Portugal, estradas, 2002.

E em 2003?

Os números são estimativas; não se fazem census com mortos.

BIG LIFE

Ano novo vida nova; imaginem em 50 a admiração que provocou o Buble Bath; antes disto ainda não existia vida ... duche ou imersão!

Desafio-vos a interpretar a expressão dos rostos!

Esta foto teria hoje pelo menos a etnia afro; vivemos num mundo melhor!

terça-feira, dezembro 30, 2003

Sodoma e Gomorra

Já conhecíamos o sorriso de Mona Lisa, dou-vos agora a conhecer as costas!

Passas-me os sais?

Cosmétique: Não há nada como uma pele sem piercings nem tatuagens.